[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ministério garante isenção de custas judiciais para cidadãos com menos recursos

inTSF” - 17.Abr.09

O Ministério da Justiça garante que o acesso à Justiça ficará mais barato para pessoas com menos de três salários mínimos, uma vez que estas deixam de pagar custas.
Em comunicado, diz ainda que o novo regime de custas ficou mais equilibrado depois das críticas dos magistrados e juízes.
O Ministério da Justiça assegura que o Regime de Acesso ao Direito e aos Tribunais vai facilitar o acesso à Justiça para cidadãos com rendimentos inferiores a três salários mínimos, ao isentá-los de custas.
Num comunicado intitulado “Custas Judiciais Menos Caras”, o ministério garante que o novo regime de custas vai ficar mais simples para o cidadão, respondendo-se assim às críticas de que as custas judiciais ficariam mais caras para as vítimas do que para os arguidos.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Congresso: Bastonário da Ordem dos Advogados fora dos convidados

in “Correio da Manhã”, 21 Novembro 2008
“Querem diminuir poder dos juízes”

"Alguns actores do poder político querem diminuir o poder dos juízes." Foi desta forma que o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins, iniciou ontem os vários recados enviados ao poder político durante o 8º Congresso dos Juízes Portugueses, que decorreu na Póvoa de Varzim.
No debate, cujo tema é o ‘Poder Judicial numa Democracia Descontente’, António Martins questionou ainda se os políticos querem uma "democracia doente", face à falta de credibilidade com que a Justiça se debate.
Também presente, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, sublinhou que muitos dos bloqueios que afectam os tribunais decorrem dos litígios por acções de dívidas. "Muitos tribunais estão hipotecados", salientou o responsável, que alertou ainda para responsabilidade dos juízes na forma de acções judiciais por erros grosseiros.
O congresso ficou marcado pela ausência do bastonário da Ordem dos Advogados. Marinho Pinto não foi convidado devido ao corte de relações institucionais com a estrutura dos juízes. Apesar de o bastonário ter garantido que não enviaria um representante, esteve presente o presidente do Conselho Superior daquela Ordem, José António Barreiros.

PORMENORES

REFORMA DA JUSTIÇA
O secretário de Estado Adjunto da Justiça, Conde Rodrigues, salientou que o Ministério da Justiça está a analisar todos os pareceres recebidos no âmbito da reforma da Justiça e do Mapa Judiciário. "Faremos tudo para melhorar a qualidade da Justiça", disse.

JUÍZES "DESCONTENTES"
"O tema do congresso devia ser ‘Poder Judicial Descontente e Democracia num Impasse’", disse o magistrado Jorge Langweg no painel que apresentou um projecto de carta ética dos juízes.
Por: Jorge Frota

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

85% dos novos magistrados judiciais são mulheres

Encontro. A Póvoa de Varzim recebe hoje o 8.º Congresso dos Juízes Portugueses. Ética dos magistrados, segurança nos tribunais e uma mensagem virada para o cidadão marcam o evento de uma magistratura em que mais de metade já é feminina e mais de 40% têm menos de 40 anos
85% dos novos magistrados judiciais são mulheres
A esmagadora maioria dos futuros juízes (85%) são mulheres. Dos 47 estagiários, que dentro de poucos meses estarão a proferir acórdãos e sentenças, apenas sete são do sexo masculino.
No entanto, no topo da carreira - juízes do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e desembargadores nos tribunais da Relação - apenas estão colocadas 67 mulheres, no universo de 307 juízes-conselheiros e desembargadores. Sendo que no STJ apenas existe uma mulher juíza.
O número total de juízes que compõem actualmente a magistratura judicial é de 1935.
Actualmente, 52% no total da judicatura são do sexo feminino, percentagem que aumentará quando os futuros juízes terminarem o estágio, e mais de 40% dos juízes portugueses têm menos de 40 anos. Este retrato foge à regra que imperou durante muitas décadas e é o panorama de uma classe que se reúne hoje e amanhã no 8.º Congresso dos Juízes, na Póvoa de Varzim.
Com o curso que se iniciou em Setembro no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), de onde sairá a primeira "fornada" de futuros juízes (auditores de justiça) com um novo regime de formação, a tendência sobre a idade poderá vir a inverter-se. Isto porque se, de 2004 a 2007, em média, 80% dos auditores tinham entre 25 e 29 anos, agora apenas 54% se mantêm nessa faixa etária. Sendo que o número de formandos com mais de 30 anos aumentou de 16,2% para 28%. "É tão difícil cá chegar que enquanto cá estamos mantemos o optimismo." As palavras são de um dos cem auditores de justiça que iniciaram em Setembro o curso no CEJ escolhendo desde logo a via da magistratura judicial. "Aliamos o optimismo da vontade com o pessimismo da razão", explica outro, que escolheu a carreira do Ministério Público.
Um curso que "obriga" agora os formandos a escolher logo à entrada uma das magistraturas. E que dura três anos meio, mais um ano que o regime anterior. "A especialização é necessária", explica outra das auditoras, 31 anos, que exerceu advocacia durante sete anos.
Nos "alunos" que o DN contactou e que serão as futuras caras nos nossos tribunais, os olhos ainda brilham e falam de "vocação" e de "um sonho que se realiza", embora não escondendo que sabem bem o que os espera, num futuro próximo: avaliações ao seu trabalho e falta de condições nos tribunais. Mas a perspectiva de "estabilidade" e de "possibilidade de carreira" falou também mais alto na decisão dos ex-advogados que como formados recebem cerca de mil euros líquidos.
Hoje, no congresso com o tema "O poder judicial numa democracia descontente, impasses, desafios e modernização da Justiça", a mensagem de António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes, é direccionada para a sociedade civil e não para os seus pares. "Queremos acabar com o discurso corporativista" e "mostrar aos cidadãos o que é esta profissão". E o juiz desembargador lança o repto: "Que juízes querem os cidadãos? Os que têm medo de decidir contra quem é politicamente ou economicamente mais forte ou os que decidem em defesa dos direitos e liberdades do cidadão?" António Martins garante que não vai lançar recados ao Governo mas mostrar disponibilidade para ajudar para uma melhor justiça. Mas alerta: "Os juízes têm neste momento o fardo de serem os responsáveis pelos males da justiça porque são o rosto dos tribunais." E aponta o dedo ao Governo, à falta de condições nos tribunais, ao MP, PJ e ainda advogados. Ética dos juízes reforma penal e segurança nos tribunais são os temas que dominarão o encontro.

FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA
TIAGO MELO
In “Diário de Notícias”, 20.Nov.08

Temáticas: Juízes, magistrados, mulheres, CEJ.

Por: Jorge Frota

terça-feira, 30 de setembro de 2008

VIII Congresso dos Juízes Portugueses

O programa que nos foi presente do VIII Congresso dos Juízes Portugueses apresenta-se gizado como segue:

20 NOVEMBRO / QUINTA-FEIRA
12.00 Abertura do Secretariado e recepção dos Congressistas
14.30 Sessão Solene de Abertura
Leitura da Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República
Intervenções: Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
Ministro da Justiça
Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
15.30 Conferência de Abertura: Professor Doutor António Manuel Hespanha
“Juízes e políticos: tentativa de roteiro para as questões de fundo”
16.30 A responsabilidade ético-profissional dos juízes
Apresentação de comunicações
Debate
21.00 Jantar Solene de Abertura

21 NOVEMBRO / SEXTA-FEIRA
09.30 Os tribunais nas actuais sociedades democráticas
Apresentação de comunicações
Debate
12.00 Apresentação da Base de Dados Colectânea de Jurisprudência On-line
12.30 Almoço
14.30 As reformas: penal, processual civil, família e menores, laboral e administrativa
Apresentação de comunicações
Debate
21.00 Jantar

22 NOVEMBRO / SÁBADO
10.00 O associativismo judicial
Apresentação de comunicações
Debate
12.30 Almoço
14.30 Leitura e aprovação das Conclusões do Congresso

17.00 Sessão Solene de Encerramento
Intervenções: Presidente do Tribunal Constitucional
Presidente do Supremo Tribunal Administrativo
Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
21.00 Jantar de Encerramento

NETCONSUMO augura aos Magistrados participantes as maiores venturas.