[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Utilização de cheques já recuou 13%

inJN” - 21.Set.09
por: LUCÍLIA TIAGO

Quebra contrasta com subida das operações na rede do Multibanco

A utilização de cheques registou uma quebra de 13% no primeiro semestre do ano.
Em contrapartida, e apesar da crise, aumentaram o valor dos levantamentos e pagamentos feitos através da rede do Multibanco.
A crise - e o provável adiamento de compras de maior valor - e o recurso aos meios electrónicos estão a reduzir a utilização de cheques. Entre Janeiro e Junho deste ano, o número de cheques emitidos não foi além dos 55,7 milhões, o que representa uma quebra de 13%. Mas o recuo é ainda mais evidente no valor transaccionado através deste meio de pagamento, onde houve uma descida de 18%.
A tendência não começou este ano, mas acentuou-se. De tal forma que enquanto no primeiro semestre de 2008 os cheques foram usados para fazer pagamentos no valor de 83,4 mil milhões de euros, este ano baixaram para 68,3 mil milhões. E o mês de Fevereiro registou mesmo um mínimo histórico em número e em valor.
Em sentido inverso evoluíram as operações da rede Multibanco, onde tanto os levantamentos como os pagamentos através dos terminais desta rede subiram nos primeiros seis meses deste ano. Nas máquinas (conhecidas por ATM) foram levantados mais cerca de 300 milhões de euros comparativamente com igual período de 2008, e pelos terminais foram feitas compras no valor total de 11,81 mil milhões de euros, ou seja mais 200 milhões que em 2008.
Tendo em conta a actual conjuntura de crise, o facto de os portugueses estarem a levantar e a fazer mais compras através do Multibanco vai ao encontro dos dados do INE que revelaram um ligeiro aumento do consumo privado. Esta é a leitura que Alberto Castro, docente na Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto, faz destes dados. Mas, acrescenta, o caso específico da subida dos levantamentos poderá indiciar um maior recurso á economia informal. Para o sociólogo Albertino Gonçalves, estes dados podem indicar que as famílias cortaram nas despesas fixas e nas compras de maior valor, o que lhes permite gastar mais em pequenas compras, habitualmente pagas por Multibanco.

Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Operações em multibanco cresceram 11,5 por cento

O valor das operações com cartão na rede Multibanco (MB) em Portugal no primeiro semestre do ano cresceu 11,5 por cento face a igual período de 2007, para 38 mil milhões de euros, anunciou ontem a SIBS.

Segundo os dados da Sociedade Interbancária de Serviços, até Junho, foram processadas mais de 865 milhões de operações de cartão, que representam uma taxa de crescimento de 7,3 por cento face ao período homólogo.
No período foram efectuados 404 milhões de operações nas caixas (CA- MB), o que representa cerca de 19,6 milhões de euros em valor (mais 10 por cento do que a crescer em 2007).
Nos terminais (TPA-MB), a SIBS contabilizou 277 milhões de operações, mais 7 por cento de que no primeiro semestre do ano passado e o correspondente a 11,9 milhões de euros em valor.
O pico do semestre ao nível das CA-MB foi atingido a 30 de Abril (semana seguinte à Páscoa), com 3,5 milhões de operações realizadas nesse dia. Nos terminais TPA-MB, o “pico” aconteceu durante o sábado de um fim-de-semana prolongado, no dia 03 de Maio, com 2,2 milhões de operações, notou.
De acordo com os dados da p SIBS, a Rede Multibanco continua a crescer quer em número de cartões, mas também e principalmente em número de terminais CA (que cresceram 9 por cento para 12.961 unidades) e TPA (que aumentaram 7,4 por cento para 186 256 unidades).
Os restantes serviços prestados pela SIBS, como as transferências e os débitos directos também subiram no período, levando a que globalmente esta entidade processasse mais de mil milhões de transacções nos seis primeiros meses do ano (um crescimento de 6,2 por cento face a 2007).
Segundo a empresa liderada por Vítor Bento, as transferências cresceram no período 10 por cento, representando uma utilização cada vez maior desta via para pagamento de ordenados (que representam uma fatia de 30 por cento no total das transferências).
A utilização do serviço de débitos directos cresceu 11 por cento até Junho, atingindo um máximo histórico em Abril, com 8,3 milhões de operações e 1,2 mil milhões de euros.
Diário de Coimbra, 20 de Julho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Turistas ingleses e franceses são os que mais recorrem ao multibanco

Os turistas britânicos e franceses foram em 2007 os mais adeptos da utilização da rede multibanco em Portugal totalizando 3600 operações efectuadas nos caixas automáticos e em terminais de pagamentos, segundo dados divulgados ontem pela SIBS.

De acordo com a Sociedade Interbancária de Serviços, no ano passado os turistas franceses fizeram mais de duas mil operações nos caixas automáticos e os britânicos mais de 1600, enquanto os espanhóis (que foram quem mais visitou o país) realizaram 720 operações.
Os dados da SIBS indicam ainda que entre os turistas estrangeiros, os irlandeses foram os que, em 2007, fizeram compras com o valor médio mais alto (147 euros), e os alemães os que realizam levantamentos de montante mais elevado, 167 euros.
Em média, os portugueses ficam pelos 42 euros de valor médio de compras e 63 euros de levantamento, acrescenta a SIBS.
Os britânicos, espanhóis e alemães preferem pagar através dos terminais de pagamentos de serviços e os franceses e suíços optam por levantar dinheiro nas caixas automáticas espalhados pelo país, de acordo com os mesmos dados.
Segundo a sociedade interbancária, os valores apresentados resultam da comparação dos dados da SIBS no ano passado com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos picos de afluência de turistas em Portugal e demonstram que quantos mais visitantes entram em Portugal mais transacções na rede multibanco se realizam.
Segundo o INE, em 2007 verificou-se a existência de dois picos na entrada de visitantes em Portugal, durante a Páscoa, em Abril, e nos meses de Verão (Julho a Setembro), com um máximo em Agosto.
Neste mês, destaca, houve um acréscimo de 9,2 por cento nas entradas de visitantes não residentes em Portugal, totalizando os 12,3 milhões de pessoas.
Jornal “Diário de Coimbra”, 24 de Junho de 2008

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Novamente... a intenção de cobrar pela utilização do multibanco

A cobrança de qualquer taxa, custas ou despesas afrontaria o respeito que os consumidores merecem

Desde 2001 que a Banca vem ameaçando os consumidores da cobrança de taxas pela utilização dos cartões de débito (multibanco).
Tal intenção só pode merecer o nosso repúdio!
A cobrança de qualquer taxa, custas ou despesas, pela utilização dos cartões multibanco, além de injusta, afrontaria o respeito que os consumidores, motor da economia, merecem dos operadores bancários.
É do conhecimento público os elevados lucros auferidos pela Banca, naturalmente, suportados pelos consumidores. Consumidores estes que já suportam as anuidades para que possam utilizar os serviços permitidos pelos cartões de que são titulares.
Devemos ter ainda em conta que, com a massificação e a multiplicação dos cartões multibanco, insistentemente induzida pela própria Banca, reduziu drasticamente os custos destas instituições com pessoal e instalações, bem como lhes passou a permitir auferir receitas com os serviços que passaram a prestar a outras entidades (v.g. pagamento ou carregamento de telemóveis), bem como com a publicidade emitida nos ecrãs.