[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

No dealbar do Ano IV...

NetConsumo cumpre hoje três anos de edição na série em curso


O número dos que nos honram com visitas frequentes ultrapassa os 28o 000.
O que constitui motivo de júbilo para os que nesta Casa servem esta nobre Causa da Cidadania.
O quadro permanente da apDC é exíguo. Do relatório de actividades do ano que ora finda, cumpre a tal propósito destacar:
"Escasso é o quadro permanente e o eventual, o último dos quais constituído por quem se dedica em regime de benevolato às actividades da apDC - sociedade portuguesa de Direito do Consumo -.
Do quadro permanente da apDC - sociedade portuguesa de Direito do Consumo - registe-se a sua composição:

· 1 secretária
· 1 administrativo
· 1 informática
· 3 juristas a tempo parcial

Em 31 de Outubro de 2009, uma das juristas, a tempo parcial (situação que atinge, aliás, estatutariamente as mais), conquanto mantenha a sua colaboração graciosa em actividades de formação e de índole científica, retirou-se para se dedicar em plenitude à advocacia, o que enfraquece consideravelmente a capacidade de resposta do nosso modesto quadro técnico-científico às exigências regulares que se antepõem à instituição.
E há ainda um número restrito de voluntários a ocupar-se pontualmente das actividades programadas sem qualquer recompensa material, como é o caso do Porto, em que pontifica a Dr.ª Mónica Pereira Ferreira Gomes, que às actividades forenses se consagra como mester usual e reiterado.
Esboçou-se, no quadro de um saudável intercâmbio que cumpre expandir adequadamente, a valiosa cooperação de juristas brasileiros às actividades correntes da instituição, aproveitando-se complementarmente a sua presença em distintas actividades formativas em Coimbra, o que consubstancia a vocação da sociedade científica que somos como de base universalista, agregadora de vocações e pólo de atracção dos que se consagram denodadamente ao direito em domínios normalmente dos menos acarinhados no firmamento jurídico. E como tirocínio para o lançamento da estrutura a que há já algum tempo se aspira, qual seja, o da criação do Centro Ibero-Americano de Estudos de Direito do Consumo, que agregará a Portugal, numa primeira fase, a Espanha, o Brasil e a Argentina. É patentemente o caso dos Drs. Rafael Moura Paiva e Flávio Citro Vieira de Mello, do Rio de Janeiro, e Marcus da Costa Ferreira e Marcus da Costa Ferreira Júnior, de Anápolis (Goiás).
Os corpos dirigentes – presidente, vice-presidentes, secretário-geral, directores dos Centros de Formação, Informação, Documentação e Estudos de Direito do Consumo, para além dos presidentes das Comissões em actividade - exercem as suas actividades de forma absolutamente graciosa, isto é, sem remunerações de qualquer espécie, quer se trate de gratificações, senhas de presença, ajudas de custo diárias e, quantas vezes, nem sequer se lhes concedem apoios às deslocações em serviço, tanto em viatura própria como em transporte público de passageiros, qualquer que seja a modalidade adoptada."

E, no entanto, as actividades quotidianamente levadas a cabo atingem uma expressão signiificativa.
De entre tais actividades, realce para o NetConsumo que dilucida os consumidores dos seus direitos e faculta - quantas vezes sem qualquer compasso de espera - aos seus habituais leitores notícias da actualidade, o que representa uma vantagem manifesta para quem com regularidade consulta este autêntico acervo informativo.
Em 2009 as postagens atingiram o número redondo de 3450, o que realça o papel que se reconhece ao jornal virtual que, com sacrifício manifesto, a apDC - sociedade científica de intervenção - mantém com a afectação quse permanente de um dos seus colaboradores permanentes a este veículo informativo.
Os responsáveis pela publicação aspirariam a que os consumidores se servissem das páginas do NetConsumo (de modo mais substancial) para se fazerem eco dos estrangulamentos que se registam no mercado de consumo e bem assim para denúncia dos desvios à legalidade que se detectam amiúde, com notório despudor, sobretudo dos monopólios de facto que persistem em afrontar o estatuto de todos e de cada um. O facto por si só poderá servir para uma acentuada melhoria dos padrões de qualidade que mister será presidam ao dia-a-dia.
O propósito que nos move é o de abrir a um número cada vez mais amplo de consumidores as páginas do NetConsumo, desde que o rigor, a objectividade, a transparência e o sentido de serviço à Causa se observem intransgentemente.
O director pretende realçar o denodo com que os colaboradores da Casa-Mãe - a apDC - se devotam às tarefas exigidas pela regular manutenção da página, destacar o papel de coordenação que o Dr. José Carlos Fernandes Pereira exerce, a despeito das suas minguadas disponibilidades, de modo proficiente, e rogar a todos que não esmoreçam na difícil tarefa de dispensar - ainda que de modo gracioso - informação consequente e rigorosa aos consumidores, razão de ser de todo o esforço despendido.

Que o IV ano, que ora se inicia, constitua também um ano de mudança no grafismo e no mais.
Os consumidores merecem-no.
Mas que se não olvidem de que a solidariedade é neste particular valor a exaltar, cujo registo tem de ter uma qualquer correspondência nos factos quotidianamente observados.
Se os consumidores nos ajudarem, nós ajudá-los-emos!
"Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara!"
Mário Frota
Presidente apDC
Director NetConsumo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

No segundo aniversário do NetConsumo

NetConsumo completa o seu segundo aniversário.

O segundo aniversário da terceira série cuja regular edição principiou em 8 de Janeiro de 2007.
De projecto despretensioso - e por natureza tocado por uma marcante nota de simplicidade que se pretendia o caracterizasse -, com o objectivo de nele se plasmarem as intervenções que pontualmente se realizam no quadro do direito do quotidiano que é, como diria o filósofo, o direito do consumo, cedo se tornou hercúleo o esforço, já que avultam os temas, tantos os desvios à normalidade, tamanhas as preocupações que nos dominam, que nem sequer há a hipótese, com os recursos actualmente disponíveis, de assegurar o que no dia-a-dia se nos oferece e imporia fosse dado à estampa.
Careceríamos decerto de maior espaço, de um grafismo mais atraente, de um mais adequado tratamento dos temas, o que determinaria a afectação de profissionais de cada um dos segmentos a este exigente projecto, que se vai pontuando de deficiências, de insuficiências, de uma aparência que não é das melhores, mas que o que visa é privilegiar a substância em detrimento da forma e de um recorte estético que não está ao alcance de quem assenta no benevolato o insano trabalho que se desenvolve de modo permanente, ininterrupto.
No ano que ora finda cerca de 2800 postagens se consignaram nas “páginas” do NetConsumo
E para cima de 95 000 consultas houve a oportunidade de registar.
Claro que se a divulgação fosse outra, a frequência de visitas decerto dispararia dada a magnitude e o interesse das intervenções havidas.
Mas instituições que se fundam num voluntariado cada vez mais exigente e menos participado e solidário são vítimas da escassez de recursos e de um distanciamento a que o vulgo em geral as vota.

Em Portugal, ao que se nos afigura, “só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja”…
Daí que as gentes só se abeirem das instituições quando delas carecem.
As instituições não são pertença da comunidade: as pessoas só se aproximam quando instantes necessidades as movem.
Claro que a apDC tem o particularismo de ser uma instituição de consumidores de interesse específico como sociedade científica cujo modelo a recobre.
Mas também aí – dado que os objectivos consignados nos seus estatutos são os da promoção dos interesses (formação e informação) e de protecção dos direitos do consumidor (mediante consequentes estudos económico-jurídicos) – há espaço, há lugar para quem pretenda doar as suas capacidades à Causa, quer no design do jornal, quer no grafismo dos artigos, quer no conteúdo das intervenções, como nas acções que continuadamente se promovem a nosso nível e no seio da instituição.

Deficiências várias, espelhadas na conformação das temáticas, têm pontuado a vida deste veículo de formação e de informação.
Claro que se poderia naturalmente desposar uma velha máxima dominada por critérios de rigor e exigência inultrapassáveis: “afigura-se-nos preferível o nada que o resultado de qualquer ideia defeituosamente posta em prática”.
No entanto, o esforço desenvolvido, que é meritório, cumpre uma função nobre, a um tempo de intervenção contra os atropelos aos direitos do consumidor e ao ordenamento jurídico e de informação… para que se previna o litígio, a controvérsia, a polémica que estala amiúde na sociedade portuguesa.
Prosseguiremos nesta toada, com o empenhamento de quem se vota a causas… “funções estimuladas por sentimentos que não por vencimentos”!
Pena é que o arremedo em que se traduz a política de consumidores em Portugal não privilegie projectos da dimensão por este assumida, o que é, a todas as luzes, de reverberar.
Há projectos sem ou com diminuto valor que surgem sempre com a chancela de empreendimentos financiados ou co-financiados por fundos europeus.
A igualdade de oportunidades é, porém, um mito nos tempos que correm.
Praza a Deus que continuemos, ainda que por terrenos pedregosos e eivados de escolhos, a trilhar os caminhos da honra, do dever e do serviço aos consumidores.
Contra as hordas que se mancomunam para os vilipendiar ou esportular, ainda que a coberto de dissimulados conceitos de “ética” e de “responsabilidade social” que são a via recta para os embustes mais ignóbeis e para a exploração mais abjecta, sobretudo da inocência, da ingenuidade e da candura dos mais desmunidos.
NetConsumo ergue a flâmula da intransigente defesa da Cidadania, no afã de afirmação dos direitos do consumidor, como esteio de uma Sociedade de Iguais, de Justos e de Solidários.
No ano do XX aniversário da sociedade científica de intervenção que a apDC é, renovamos o propósito de doação à comunidade que é, afinal, o corolário natural do que de mais nobre comporta o Ideal perfilhado.

Mário Frota
Director

Publicado por: Jorge Frota

domingo, 14 de dezembro de 2008

Há 9 anos a APDC lançava a I Edição do NetConsumo

(In Meios & Publicidade, 17 de Dezembro de 1999)

APDC lança “NetConsumo”
Os navegantes nacionais têm agora à disposição um semanário virtual que aborda questões ligadas ao consumo

A Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC) lançou um semanário virtual que pretende ser uma publicação ao serviço do consumidor.
Por ocasião do III Congresso Nacional de Direito de Consumo - e no âmbito da celebração dos dez anos de existência da APDC -, a associação decidiu acrescentar às suas publicações em papel uma revista científica e a “Revista Portuguesa de Direito do Consumo”, um título online sobre «questões ligadas ao consumo. Política de consumidores, promoção e protecção de interesses e direitos dos consumidores», explica Mário Frota, presidente da APDC e director da nova publicação.
Lançado como semanário e actualizado aos sábados, Mário Frota não exclui a hipótese de o jornal poder evoluir para diário, se «os nossos meios o permitirem». Tudo vai depender «da evolução e aceitação que o jornal possa vir a ter», acrescenta.
Ainda segundo Mário Frota, o “NetConsumo” depende da «voluntariedade de um grupo de juristas, economistas, estudantes de Direito, Economia e Gestão e de membros da estrutura fixa da APDC», que redigem os textos incluídos nas secções do semanário.
Além do editorial, o “NetConsumo” conta com diversas rubricas fixas como a Qualidade, secção que «trata dos problemas ligados à qualidade, eficácia e segurança dos produtos e serviços e que pretende alertar as pessoas para que não comam “gato por lebre”», diz Mário Frota.
Destaque ainda para a secção Formação para o Consumo, um espaço que conta com «temas parcelares por forma a alertar a comunidade para a necessidade de levar a cabo acções sistemáticas de formação e educação», destaca o director da publicação.
Consultório Jurídico e O Euro e os Consumidores são outras rubricas permanentes do “NetConsumo”.
Um projecto que, de acordo com Mário Frota, «é financiado pelas boas vontades», uma vez que a APDC ainda está a estudar a possibilidade de abrir a publicação aos anunciantes.
O site do “NetConsumo” foi concebido por Fernando Valente, estudante de Direito, e carece de melhorias em termos gráficos. «Vamos ter que melhorar o grafismo do site, que ainda está muito pobre», conclui Mário Frota.

* * *
Um ano depois, em 6 de Dezembro de 2000, a APDC lançava um novo grafismo e a II edição do NetConsumo...

Novo logótipo, criado por Tiago Veloso
Prof. Mário Frota, presidente da APDC e director do NetConsumo, no uso da palavra.

Prof. Paulo Morais em palestra sobre os efeitos da publicidade nas crianças.

Tiago Veloso, na apresentação do novo grafismo do NetConsumo que criara.

domingo, 30 de novembro de 2008

Caro (a) Leitor (a),

Por motivos técnicos, o NetConsumo não esteve acessível durante os dias de sexta e sábado.

Pelo facto pedimos as nossas desculpas.

O Coordenador Editorial,
José Carlos Fernandes Pereira

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Vasco e os inescrupulosos operadores económicos que se “passeiam” no mercado

O Vasco acaba de fazer seis anos…
Sem o saber, é já, por acção que não por omissão, aliado “actuante” dos que menosprezam os direitos do consumidor.

Um dia destes, em casa falou-se do NETCONSUMO e do que beneficiariam os consumidores com acesso à Internet se o consultassem e nele colaborassem.
O NETCONSUMO é o jornal virtual da apDC – sociedade portuguesa de Direito do Consumo.
Pois o Vasco, num rompante, teve a ousadia de dizer isto:
“Basta! Odeio o NETCONSUMO! Estou farto de ouvir falar do NETCONSUMO”.
E mais não disse ante a perplexidade dos circunstantes.
Eis o que o Vasco (que sendo Lourenço – não é nem do tempo dos Lourenços nem do dos Gonçalves…) sentenciou.
E “você”: também “está farto” do NETCONSUMO ou, se o conhece, nele busca inspiração para se guiar no mercado?

sábado, 15 de março de 2008

Mário Frota em entrevista ao Notícias Sábado no Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores

(In Notícias Sábado, 15-03-2008)

A apDC (...) promove a formação e desenvolve investigação científica neste particular; garante a informação em geral nos media abertos à sua colaboração (...), e em um jornal digital: o NETCONSUMO, para além de uma revista de circulação não muito alargada (...)

Os consumidores portugueses (a maioria, claro) sabem que tem direitos e que não têm de “comer” gato por lebre?
Claro que não há quem não tenha uma noção difusa dos direitos, algo de epidérmico que impele à reacção, algo de intuitivo pela consciência do justo e do injusto. O que não é obviamente suficiente. Pode com rigor afirmar-se que há um enorme défice de informação para o consumo, do conteúdo próprio de cada um dos direitos que o ordenamento jurídico reconhece aos consumidores em particular e à massa de consumidores em geral.
Tendem ou não os portugueses a encolher os ombros, “comer e calar” quando percebem, com ou sem razão, que os seus direitos enquanto consumidores estão a ser traídos?
A dificuldade maior em ordem a fazer valer direitos neste domínio é a de nem sempre se saber a que portas bater para assegurar “o que a cada um é por direito próprio”.
Claro que neste instante há um instrumento precioso que permite se registe a violação, seja qual for a fonte de onde promanem as ofensas - o livro de reclamações, que desde 1 de Janeiro pretérito se estendeu a todas as actividades económicas. A ASAE, por exemplo, nos dois anos que leva de actividade, registou 88 588 reclamações em todo o território do Continente, já que a sua actividade inspectiva, enquanto tal, não se estende aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Relevante seria que as associações de consumidores contassem com os consumidores para que os consumidores pudessem contar com as associações.
Quantas vezes, ante as dificuldades experimentadas, os consumidores num “dar de ombros” abandonam o propósito de perseguir legalmente quem está na génese dos ilícitos que lesam o seu próprio estatuto!
Essa é uma realidade que só poderá superar-se com um decisivo apoio às instituições de consumidores. E com o alargamento dos serviços de informação, mediação e composição de litígios de consumo a todos os municípios que, por imperativo da lei, têm relevante papel a desempenhar neste particular: dos 308 municípios só cerca de 1/6 dispõem de serviços e nem todos operativos e dotados de pessoal suficiente e preparado.
Quais serão os maiores óbices ao direito eficaz ao protesto por parte dos consumidores?
Os maiores óbices são: 1. leis: plúrimas, prolíferas e prolixas; 2. estruturas: défice institucional - associações insuficientes e anémicas, serviços de informação oficiais, municipais sem expressão; 3. ausência de formação nas escolas e na sociedade; 4. informação inconsequente, insuficiente, inverosímil - quantas vezes!; 5. instituições de mediação, composição de interesses e resolução de litígios que operem de modo célere, seguro, eficiente e não oneroso - em número insignificante e as existentes sem adequada divulgação.
Por exemplo, os consumidores com o Novo Regulamento de Custas Processuais perdem prerrogativas no acesso à justiça mercê de uma machadada que a insensibilidade do Governo permitiu se consumasse - as isenções de taxas de justiça e a condenação parcial em custas em caso de não obtenção de ganho de causa, ao que parece, desapareceram... Uma lástima!
Em que é que a APDC der distingue ou não, da DECO?
A apDC é uma sociedade científica - promove a formação e desenvolve investigação científica neste particular; garante a informação em geral nos media abertos à sua colaboração (jornais nacionais e regionais, estações de radiodifusão, programas de televisão que há uma vintena de anos revolucionaram o próprio estatuto do consumidor), e em um jornal digital: o NETCONSUMO, para além de uma revista de circulação não muito alargada: a RC - Revista do Consumidor; aposta na informação científica em especial através de manifestações técnico-científicas que realiza com regularidade e assegura a edição de uma revista científica de prestígio internacional - a RPDC - Revista Portuguesa de Direito do Consumo -; elabora criteriosos estudos técnico-jurídicos que redundam em propostas substanciais carreadas ao poder para aperfeiçoamento do estatuto do consumidor. Desenvolve também acções específicas de formação não só no território nacional, como internacionalmente, com especial relevo para o Brasil. Além disso, a apDC não está ligada a qualquer empresa multinacional com fins lucrativos porque, como entidade de escopo não egoístico, tal contrariaria os seus princípios estruturantes, estatutos e Ideal.

Faz sentido haver várias associações de defesa dos direitos dos consumidores “generalistas”, ou seria melhor haver só uma?
A unicidade no mundo laboral - que se rejeitou em um dado momento histórico como contrário a uma concepção democrática de poder e em que preponderou a voz autorizada de Salgado Zenha - não poderia transferir-se para o “movimento” de consumidores. A União Nacional de Consumidores jamais seria uma solução perante os interesses plurifacetados da sociedade em um mercado nada uniforme e com uma dimensão inabarcável. Para além da existência de associações de interesse genérico, haverá em absoluto lugar para as de interesse específico ante a diversidade e a dispersão das actividades económico-sociais que envolvem e que avassalam os consumidores no seu quotidiano. Mas há que separar também o trigo do joio: as associações de consumidores das empresas que as suportam e que as têm como associadas ou accionistas; as associações que são um mero proforma para se habilitarem aos dinheiros públicos e que não desenvolvem qualquer actividade palpável que justifique uma existência... meramente formal, quiçá fictícia! Há que expurgar tais excrescências do denominado “movimento de consumidores”...
A ideia de consumir nos restaurantes o couvert que não foi pedido e negar pagá-lo é exequível?
As soluções que oferecemos são as que decorrem do ordenamento jurídico do consumo: o alarido que se fez - e as páginas de disparates de que nos apercebemos na internet são, aliás, reflexo disso - é filho dilecto da ignorância que grassa entre nós, neste como em outros domínios. E a ignorância, como se não ignora, é atrevida... Evitar o logro que daí possa advir está nas mãos dos empresários da restauração: mudem de usos, adequem-se às leis e não serão surpreendidos. Não é difícil, não é complexo e é de sucesso garantido!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

NetConsumo assinala hoje o seu 1.º aniversário

Brinde ao NetConsumo

NETCONSUMO cumpre, nas roupagens de que ora se veste, um ano.

Primacial objectivo de NETCONSUMO é o de servir de trincheira de combate pelos valores da cidadania, da relevância dos princípios éticos no mercado de consumo e da lealdade na praxis negocial.
NETCONSUMO pretende ser veículo de comunicação entre a apDC - sociedade portuguesa de DIREITO DO CONSUMO - e a comunidade jurídica nacional, sem nela se esgotar: dirige-se ainda aos povos que, espalhados pelo mundo, têm o português como traço de união e património comum, com particular realce, pelos peculiares laços estabelecidos com um sem-número de instituições da outra riba do Atlântico, com o Brasil.
NETCONSUMO, conquanto veículo de uma instituição científica, pretende ser plataforma de encontro dos consumidores destituídos de qualificações científicas imbricadas no consumo - a todos quer atingir por igual, na recondução dos comportamentos aos quadros de normalidade, de regularidade definidos pelo ordenamento jurídico e pelas regras de razoabilidade, de equilíbrio e de senso que devem presidir sobretudo às relações neste passo entretecidas.
NETCONSUMO vem cumprindo com denodo o seu estatuto editorial.
E o facto deve-se sobretudo ao seu coordenador, o dr. José Carlos Fernandes Pereira, que o concebeu, neste rearranque, e tem sido o seu sopro inspirador. Realce ainda para o Francisco Oliveira, que vem prestando um inestimável contributo à regularidade editorial. E a quantos na apDC têm acarinhado com particular desvelo o projecto, na magreza dos quadros de pessoal e dos escassos meios para o cumprimento das magnas tarefas que se nos impõem.
NETCONSUMO tem privilegiado matérias que outros relegam para secundaríssimo plano. E tem primado pela intervenção em domínios que outros receiam defrontar. De forma intrépida.
Em obediência a um ideal que não cede perante interesses sejam de que natureza for: "actividades estimuladas por sentimentos, que não por vencimentos".
Em um mundo dominado por materialismos dissolutores, NETCONSUMO, como espelho da instituição, não cede perante o fácil ou o rendível, o materialmente vantajoso: segue com denodo a sua via, sem tergiversações nem comprometimentos.
NETCONSUMO atingiu, na modéstia da difusão e da parcimónia do acesso à rede mundial pelos nacionais, a bonita soma de 15 000 consultas no primeiro ano, após renovação de estilos e de substância.
Muitos mais lucrariam se houvesse a necessária divulgação ante os temas de relevante interessante neste espaço versados.
Mas há que construir laboriosamente necessidades, a este nível, para que os consumidores se revejam no seu conteúdo e ao NETCONSUMO recorram sempre que pretendam obter informação de qualidade para se precaverem contra os artifícios, as sugestões e os embustes de que o mercado é pródigo, neste avassalador "é fartar, vilanagem!", a que se assiste com inusitada frequência.
Ao júbilo por se comemorar este primeiro aniversário soma-se o propósito de tudo fazer para que este espaço corresponda aos anseios da população e possa servir de estímulo aos que devotadamente se lhe consagram.
Como espaço aberto, a ninguém se fechará a porta.
Ponto é que os seus ledores queiram partilhar connosco das preocupações que nos movem e constituem, afinal, razão de ser da iniciativa que no NETCONSUMO se consubstancia.
Que o ano que ora se inicia possa representar um acréscimo de qualidade e interesse, nas limitações com que nos debatemos no quotidiano.
O ser concreto que cada um representa é a principal razão de ser deste espaço. Não perderemos de vista esse objectivo, na divulgação dos direitos, na intransigente defesa que deles fazemos e na consecução do ideal por que pugnamos.
Praza a Deus que os escolhos - que no caminho a percorrer se nos depararem - se ultrapassem, aferrados às nossa convicções e ao inquebrantável querer que nos domina!
Esse é o propósito que nos move, essa a promessa a que nos ateremos.
Mário FROTA
Director NetConsumo
Presidente apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

NetConsumo com novo logótipo e novo domínio

www.NetConsumo.com


A partir de hoje o NetConsumo renova o seu logótipo e passa a estar acessível num novo domínio: www.NetConsumo.com.
Com a introdução destas alterações, pretende-se uma imagem mais actual, assim como a simplificação da acessibilidade ao NetConsumo, facilitando-se a sua consulta e a possibilidade de participação dos nossos leitores.

terça-feira, 19 de junho de 2007

NetConsumo: 5.000 acessos

Um nosso leitor, no Brasil, registou hoje a visita n.º 5.000 do NetConsumo.
As visitas diárias que o NetConsumo regista desde Janeiro último, com especial relevo em Portugal e no Brasil, dão-nos motivação para continuarmos a nossa dedicação voluntária aos fenómenos do consumerismo e à defesa dos consumidores.
Muito Obrigado!

segunda-feira, 30 de abril de 2007

NetConsumo regista 1.000 acessos em três meses

NetConsumo registou hoje, 30 de Abril, o seu acesso n.º 1.000.

On line desde 8 de Janeiro último, o NetConsumo é a primeira e a única publicação do género em Portugal.
Orgulha-se de ter publicado, em pouco mais de três meses, cerca de 150 artigos e outras tantas temáticas abordadas.
A todos os leitores e colaboradores, em especial aos dos países de língua portuguesa que nos visitam (nomeadamente no Brasil), o nosso Muito Obrigado!