[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CHEQUE DENTISTA alargado às crianças

in Diário de Aveiro – 20 Novembro 2008 – p. 24

Até aqui distribuídos a grávidas e seniores, o cheque dentista vai também, em 2009, destinar-se a crianças entre os 4 e os 13 anos

LUSA

O Cheque-dentista vai passar a ser distribuído às crianças e jovens de quatro, cinco, sete, dez e 13 anos, em 2009, num investimento de mais de 25 milhões de euros, anunciou recentemente a ministra da Saúde.
Actualmente, os Cheques são distribuídos a grávidas seguidas nos centros de saúde e a seniores que recebem o complemento solidário.
Falando na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, Ana Jorge lembrou que o número de cáries dentárias tem "vindo a diminuir substancialmente" graças ao trabalho que tem sido feito ao nível da prevenção.
"Agora, vamos apostar também no tratamento das cáries. Todas as crianças que frequentam a escola pública terão acesso a cuidados de saúde oral e, quando necessário, a Cheques-dentista", anunciou.
Segundo as contas da governante, serão abrangidas 190 mil crianças dos sete, dez e 13 anos, somando-se ainda mais 20 mil Cheques-dentista a crianças de quatro e cinco anos.
A ministra voltou a referir que, no próximo ano, 50 por cento do total de cirurgias já sejam feitas em ambulatório.
Ainda neste campo, referiu que a taxa moderadora da cirurgia fora dos blocos será igual ao valor cobrado por um dia de internamento: 5,10 euros.
Em Janeiro próximo, entrará em vigora dispensa de medicamentos para doentes operados em ambulatório para responder a necessidades para um tratamento até cinco dias "após a intervenção cirúrgica e sem encargos para os doentes".
Doze milhões de euros é o valor definido para adaptar as infra-estruturas para a cirurgia em ambulatório.
Para combater a falta de médicos voltará a registar-se um aumento no número de vagas nos cursos e em relação ao internato será novamente contemplada a especialidade de Medicina Geral e Familiar, que este ano representa 28 por cento de todas as vagas (300 vagas). "Seguem-se outras especialidades como Obstetrícia/Pediatria, Anestesiologia, Urologia, Psiquiatria e Saúde Pública", afirmou.

CHEQUE DENTISTA é uma medida do Governo para reduzir problemas na saúde oral

Sublinhou ainda a criação de novas regras de contratação de médicos através de empresas, com a definição de tabelas sobre preços/hora.
A ministra sublinhou ainda o "empenho do Governo no reforço das carreiras técnicas da saúde, sejam médicos, enfermeiros ou outros, com a convicção de que o principio do primado da hierarquia técnica é um dos garantes das boas práticas e da formação das futuras gerações".
Os cuidados de saúde primários, com o objectivo de 250 unidades de saúde familiar (USF) e os cuidados continuados, com o aumento para sete mil do número de camas e a integração na rede do apoio domiciliário, também continuam a integrar a lista de prioridades. Existem agora 145 USF e 2.800 camas na rede dos cuidados continuados.
Na lista do próximo ano está ainda o impulso da reforma da Saúde Mental, prevendo-se a criação de serviços de psiquiatria de doentes agudos em todos os hospitais gerais e atenção especial nos cuidados na comunidade, num investimento de cinco milhões de euros.
Haverá ainda uma "clara aposta no reforço da prevenção do cancro", com a governante a referir os resultados positivos dos rastreios ao cancro do colo do útero no Centro e Alentejo e a lembrar o calendário para as restantes regiões.
"Os rastreios do cancro da mama e colón vão ver a sua área de cobertura alargada", sublinhou a ministra, indicando o montante de 25 milhares de euros para a prevenção.
O combate à obesidade fecha a lista enumerada aos deputados: a ministra revelou que o Ministério da Saúde vai investir dez milhões de euros para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, para abranger cerca de 2.240 doentes por ano.
Ana Jorge lembrou ainda que a tutela não recorreu a um orçamento rectificativo. "Demos continuidade à política de rigor das nossas contas”, disse.

Por: Jorge Frota

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Solicitada pelo Ministério da Saúde

UA desenvolve Sistema de Informação e Saúde Oral
A concepção, desenvolvimento e instalação do Sistema de Informação para a Saúde Oral vai estar a cargo da Universidade de Aveiro, solicitada pelo Ministério da Saúde

Uma equipa da Universidade de Aveiro realizou, recentemente, a pedido do Ministério da Saúde, um estudo de definição de requisitos funcionais para a implementação de um sistema de informação de âmbito nacional, que permita o desenvolvimento do programa de promoção de saúde oral. Na sequência deste estudo, o Ministério da Saúde solicitou também à Universidade de Aveiro o desenvolvimento do "Sistema de Informação de suporte ao Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral", que está a decorrer até ao final deste ano.
Os trabalhos a executar pela equipa da Universidade de Aveiro consistem na concepção, desenvolvimento e instalação do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO), bem como na gestão operacional do projecto e formação a Key-Users seleccionados.
O Projecto integra como gestora operacional, Isabel Cruz, líder de uma equipa técnica que conta com a participação do Laboratório Sistemas de Informação na Área da Saúde (SIAS) do Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA), coordenado por João Paulo Cunha. Inclui, ainda, uma Comissão de Acompanhamento Interno presidida por Osvaldo Pacheco (professor do Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da UA) e a coordenação geral de Jorge Simões (professor da Secção Autónoma de Ciências da Saúde da UA).
O Projecto conta com o concurso de uma Comissão de Acompanhamento Externo formada por representantes da Administração Central do Sistema de Saúde, Direcção-Geral da Saúde, Administração Regional de Saúde do Norte, Missão dos Cuidados de Saúde Primários, Ordem dos Médicos (Colégio da Especialidade de Estomatologia) e Ordem dos Médicos Dentistas.
In “Diário de Aveiro” - Os Classificados, 5 Julho 2008