Seguro de saúde cobre 1,9 milhões de portugueses
O último estudo Basef Seguros, da Marktest, conclui que 1874 mil portugueses estão cobertos por um seguro de saúde, o que corresponde a quase 19% da população portuguesa. A semelhança de outros anos, as classes alta e média alta são aquelas que revelam maior nível de penetração deste tipo de seguros, que são também mais procurados por indivíduos dos 25 aos 45 anos.
O último estudo Basef Seguros, da Marktest, conclui que 1874 mil portugueses estão cobertos por um seguro de saúde, o que corresponde a quase 19% da população portuguesa. A semelhança de outros anos, as classes alta e média alta são aquelas que revelam maior nível de penetração deste tipo de seguros, que são também mais procurados por indivíduos dos 25 aos 45 anos.
Depois de vários anos a crescer a um ritmo de dois dígitos, o mercado de seguros de saúde rapidamente chegou ao patamar dos 15% de penetração e regista agora um crescimento mais moderado, mas ainda assim significativo. No final de 2007, o mercado de seguros de saúde valia mais de 440 milhões de euros, que correspondia a um aumento de 7,8% face ao ano anterior. E em Abril deste ano, a produção de seguro directo do ramo acumulava já 212 milhões de euros em prémios, mais 7% que no período homólogo de 2007.
Na liderança do mercado mantém-se a Fidelidade Mundial, com uma quota de mercado de 21,4%. Os clientes da seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) usufruem da maior rede de prestadores de cuidados de saúde, a Multicare, também pertencente ao grupo. À Multicare passaram também a recorrer os clientes da Império Bonança, desde que esta foi vendida pelo grupo BCP ao grupo CGD. Juntas, Fidelidade Mundial e Império Bonança detêm uma quota de mercado de 37,5%. Ainda nas mãos do grupo BCP está a Ocidental, com uma quota de mercado de 20,6% em seguros de saúde, remetendo os seus clientes para a rede Médis, do mesmo grupo. A terceira rede de prestadores é gerida pela AdvanceCare, companhia que fornece serviços à Tranquilidade, AXA, Allianz, Generali, Victoria, Açoreana, Lusitania, Real e Espírito Santo Seguros.
O acesso rápido e cómodo às unidades privadas de cuidados de saúde constitui um dos principais factores de motivação dos portugueses para a subscrição de seguros de saúde. O aparecimento de novos hospitais privados, anunciando condições de atendimento de excelência e equipamentos de vanguarda tecnológica, contrasta com o temor das listas de espera para cirurgias, o tempo passado nas salas de espera sobrelotadas e as macas nos corredores de hospitais públicos, É o crescente descontentamento com o Serviço Nacional de Saúde que leva os portugueses com poder de compra suficiente para suportar um seguro de saúde a optar pela subscrição de uma apólice que abre as portas de clínicas e hospitais privados convencionados, mediante um co-pagamento. Além disso, a generalidade dos operadores disponibiliza também aos seus segurados a modalidade de reembolso, o que permite ao cliente escolher o médico que quer consultar e ser reembolsado de parte da despesa, mesmo que ele não esteja integrado na rede convencionada com a seguradora.
Não tardou para que os empresários encontrassem também no seguro de saúde um benefícios social extremamente valorizado pelos seus colaboradores, funcionando em muitos casos com componente extra-salarial. Hoje, grande parte da carteira de clientes das seguradoras é composta por grupos de colaboradores, que acedem ao seguro através da empresa onde trabalham. E com isso o mercado de seguros de saúde ganha dimensão, prevendo os especialistas que o fenómeno se mantenha nos próximos anos.
Enquanto isso, as seguradoras procuram novos nichos de mercado. Apostam na prevenção de doenças graves, em coberturas de estomatologia e descobrem a forma de chegar à terceira idade, habitualmente pouco aderente a este produtos.
ANA SANTOS GOMES
anagomes@vidaeconomica.pt
in “VIDA ECONÓMICA”, 20.JUN.2008
Na liderança do mercado mantém-se a Fidelidade Mundial, com uma quota de mercado de 21,4%. Os clientes da seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) usufruem da maior rede de prestadores de cuidados de saúde, a Multicare, também pertencente ao grupo. À Multicare passaram também a recorrer os clientes da Império Bonança, desde que esta foi vendida pelo grupo BCP ao grupo CGD. Juntas, Fidelidade Mundial e Império Bonança detêm uma quota de mercado de 37,5%. Ainda nas mãos do grupo BCP está a Ocidental, com uma quota de mercado de 20,6% em seguros de saúde, remetendo os seus clientes para a rede Médis, do mesmo grupo. A terceira rede de prestadores é gerida pela AdvanceCare, companhia que fornece serviços à Tranquilidade, AXA, Allianz, Generali, Victoria, Açoreana, Lusitania, Real e Espírito Santo Seguros.
O acesso rápido e cómodo às unidades privadas de cuidados de saúde constitui um dos principais factores de motivação dos portugueses para a subscrição de seguros de saúde. O aparecimento de novos hospitais privados, anunciando condições de atendimento de excelência e equipamentos de vanguarda tecnológica, contrasta com o temor das listas de espera para cirurgias, o tempo passado nas salas de espera sobrelotadas e as macas nos corredores de hospitais públicos, É o crescente descontentamento com o Serviço Nacional de Saúde que leva os portugueses com poder de compra suficiente para suportar um seguro de saúde a optar pela subscrição de uma apólice que abre as portas de clínicas e hospitais privados convencionados, mediante um co-pagamento. Além disso, a generalidade dos operadores disponibiliza também aos seus segurados a modalidade de reembolso, o que permite ao cliente escolher o médico que quer consultar e ser reembolsado de parte da despesa, mesmo que ele não esteja integrado na rede convencionada com a seguradora.
Não tardou para que os empresários encontrassem também no seguro de saúde um benefícios social extremamente valorizado pelos seus colaboradores, funcionando em muitos casos com componente extra-salarial. Hoje, grande parte da carteira de clientes das seguradoras é composta por grupos de colaboradores, que acedem ao seguro através da empresa onde trabalham. E com isso o mercado de seguros de saúde ganha dimensão, prevendo os especialistas que o fenómeno se mantenha nos próximos anos.
Enquanto isso, as seguradoras procuram novos nichos de mercado. Apostam na prevenção de doenças graves, em coberturas de estomatologia e descobrem a forma de chegar à terceira idade, habitualmente pouco aderente a este produtos.
ANA SANTOS GOMES
anagomes@vidaeconomica.pt
in “VIDA ECONÓMICA”, 20.JUN.2008