Activistas da organização ambientalista Greenpeace manifestaram-se hoje frente às instituições da União Europeia, em Bruxelas, para pedir o aumento dos requisitos necessários para aprovar novas variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos na Europa.
O protesto da organização internacional coincide com a reunião de hoje de um grupo de especialistas dos Estados-membros da União Europeia (UE), que estudam uma reforma do sistema de autorização de transgénicos.
Os especialistas da UE apresentarão recomendações ao Conselho de Ministros do Ambiente, que votará a 04 de Dezembro conclusões sobre uma revisão do procedimento actual para a aprovação desses tipos de alimentos nos países comunitários.
Durante a acção de protesto, activistas da Greenpeace colocaram num dos edifícios comunitários um cartaz gigante de uma planta de milho transgénica onde se podia ler "Contenham os Transgénicos".
"As autoridades comunitárias ignoram os perigos graves e imprevisíveis que têm estes cultivos. A Greenpeace pede aos ministros do Ambiente que revejam o sistema viciado de aprovação que existe na UE", afirmou o director de políticas sobre transgénicos da Greenpeace, Marco Contiero.
A organização ambientalista reivindica que sejam criadas avaliações mais rigorosas sobre os transgénicos e que, enquanto isso, "sejam interrompidas todas as autorizações de produtos transgénicos". Exige ainda que os 27 tenham o direito de declarar zonas "livres de transgénicos" e que se retirem do mercado algumas variedades de milho.
O jornal britânico “The Independent” - que teve acesso a documentos relativos a reuniões privadas entre representantes dos 27 Estados membros -, revelou, em finais de Outubro, que vários líderes europeus estariam a preparar um plano para acelerar a introdução de culturas e alimentos transgénicos e 'desmontar' a resistência da opinião pública em relação aos OGM.
Actualmente, os produtos transgénicos têm de ser aprovados pela UE antes de serem cultivados ou importados para a Europa, sendo que apenas o milho transgénico pode ser cultivado no espaço comunitário.
O milho, soja, colza, algodão e beterraba são as cinco espécies que podem ser importadas. O arroz, a batata e o trigo ainda aguardam autorização.
No ano passado, a área de cultivo geneticamente modificada em Portugal atingiu os 4.199 hectares, actividade desenvolvida em cerca de 164 explorações, a maioria das quais localizada no Alentejo.
Os organismos geneticamente modificados (OGM) ainda têm fraca visibilidade em Portugal, uma vez que a maioria ainda só é utilizada nas rações para animais.
Port: Jorge Frota
O protesto da organização internacional coincide com a reunião de hoje de um grupo de especialistas dos Estados-membros da União Europeia (UE), que estudam uma reforma do sistema de autorização de transgénicos.
Os especialistas da UE apresentarão recomendações ao Conselho de Ministros do Ambiente, que votará a 04 de Dezembro conclusões sobre uma revisão do procedimento actual para a aprovação desses tipos de alimentos nos países comunitários.
Durante a acção de protesto, activistas da Greenpeace colocaram num dos edifícios comunitários um cartaz gigante de uma planta de milho transgénica onde se podia ler "Contenham os Transgénicos".

"As autoridades comunitárias ignoram os perigos graves e imprevisíveis que têm estes cultivos. A Greenpeace pede aos ministros do Ambiente que revejam o sistema viciado de aprovação que existe na UE", afirmou o director de políticas sobre transgénicos da Greenpeace, Marco Contiero.
A organização ambientalista reivindica que sejam criadas avaliações mais rigorosas sobre os transgénicos e que, enquanto isso, "sejam interrompidas todas as autorizações de produtos transgénicos". Exige ainda que os 27 tenham o direito de declarar zonas "livres de transgénicos" e que se retirem do mercado algumas variedades de milho.
O jornal britânico “The Independent” - que teve acesso a documentos relativos a reuniões privadas entre representantes dos 27 Estados membros -, revelou, em finais de Outubro, que vários líderes europeus estariam a preparar um plano para acelerar a introdução de culturas e alimentos transgénicos e 'desmontar' a resistência da opinião pública em relação aos OGM.
Actualmente, os produtos transgénicos têm de ser aprovados pela UE antes de serem cultivados ou importados para a Europa, sendo que apenas o milho transgénico pode ser cultivado no espaço comunitário.
O milho, soja, colza, algodão e beterraba são as cinco espécies que podem ser importadas. O arroz, a batata e o trigo ainda aguardam autorização.
No ano passado, a área de cultivo geneticamente modificada em Portugal atingiu os 4.199 hectares, actividade desenvolvida em cerca de 164 explorações, a maioria das quais localizada no Alentejo.
Os organismos geneticamente modificados (OGM) ainda têm fraca visibilidade em Portugal, uma vez que a maioria ainda só é utilizada nas rações para animais.
Port: Jorge Frota
