[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A ameaça do tabagismo em terceira mão

in “PÚBLICO” - 07.Jan.09

No futuro

Há o tabagismo puro e duro, primário, do fumador empedernido. Depois, há o tabagismo passivo, em inglês second-hand smoke – em segunda mão. É o que motivou as actuais leis antitabaco nos locais públicos e levou muitos pais a deixarem de fumar junto dos filhos. Mas há também um tabagismo em terceira mão, alertam especialistas norte-americanos.
E, contra esse, não basta fumar solitariamente, porque quem fuma é essencialmente um perigo ambulante, em particular para as mulheres grávidas e as crianças, escrevem Jonathan Winickoff e colegas do Hospital Geral do Massachusetts na revista Pediatrics.
Os perigos do tabagismo em terceira mão são muito reais”, diz Winickoff, citado pela BBC News. Apesar disso, um inquérito junto de 1500 famílias realizado por estes cientistas revelou que menos de metade dos fumadores sabia do risco. Assim como o cheiro a tabaco segue o fumador por toda a parte, as partículas tóxicas presentes no fumo do cigarro podem persistir durante muito tempo agarradas à sua roupa, ao cabelo e a outras superfícies.
E as criancinhas pequenas, que levam tudo à boca e gostam de ser aconchegadas pelos pais, são as mais vulneráveis.

Ana Gerschenfeld

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nível de bem-estar dos portugueses é dos mais baixos da Europa

in “SOL”, 27.Nov.08

Felicidade e satisfação com a vida não são características dos portugueses. O nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país são factores que levam os portugueses a serem dos menos felizes da Europa. Portugal é o país europeu onde se sai mais tarde de casa dos pais

O 3.º Inquérito Social Europeu conclui que o nível de bem-estar dos portugueses é um dos mais baixos no conjunto de 23 países europeus analisados, escreve o Público. No que toca à felicidade e satisfação com a vida, só estamos à frente da Hungria, Rússia, Ucrânia e Bulgária.
Além do nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país, o indicador subjectivo do bem-estar serve aqui para avaliar a qualidade de vida. Nas mais de duas mil entrevistas os inquiridos tiveram que avaliar o seu bem-estar a três níveis: subjectivo (felicidade e satisfação com a vida), psicológico (realização pessoal e controlo da vida) e social (sentimento de integração e ligação).
Nas três dimensões, Portugal está sempre nos níveis mais baixos: em 19.º lugar no subjectivo, 16.º no psicológico e 15.º no social. Os países à frente nestes indicadores são invariavelmente do Norte e Centro da Europa, alternando a Dinamarca com a Suíça, a Suécia e a Finlândia.
“O bem-estar é a questão que mais me preocupa”, diz Jorge Vala, o coordenador do projecto nacional, que diz não ser possível fazer gestão política apenas centrada nos aspectos económicos. “O nível de realização das pessoas e a participação em decisões são dimensões do bem-estar”.
Neste percurso, Portugal afasta-se da média europeia. Questionados sobre a idade ideal para sair de casa dos pais, 20 por cento dos europeus dizem que não é possível definir uma idade; em Portugal, este valor sobe para os 40 por cento.
Para a média dos europeus, é tolerável viver em casa dos pais até aos 28 anos; em Portugal, a fasquia sobe para os 31 anos. Ambos são indicadores que revelam “uma tolerância em relação ao retardamento da saída de casa dos pais. Há uma sobrevalorização da família como valor e de dependência em relação à família”, nota Jorge Vala. O investigador considera que as percepções sociais adaptaram-se “aos condicionamentos da vida”.
Os europeus também foram inquiridos sobre os tempos de vida, ou seja, sobre os eventos que marcam pontos de viragem. Na Europa, há padrões semelhantes: a maioria pensa que a primeira relação sexual deverá ocorrer entre os 16 e 18 anos, a saída da escola entre os 20 e 26 anos, a idade ideal para casar anda nos 25 anos, para ter o primeiro filho aos 28, a idade máxima para ter um filho é aos 44 anos e a idade ideal para reforma os 60 anos.

Por: Jorge Frota