[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Escrever uma SMS ao volante multiplica por 23 risco de acidente

Um estudo publicado terça-feira nos Estados Unidos defende que escrever um texto (SMS) a conduzir é mais perigoso do que atender o telefone e multiplica por 23 o risco de acidente.
O principal problema vem do facto do motorista ser obrigado a desviar os olhos da estrada para poder dactilografar a sua mensagem, sublinha o inquérito, realizado pelo Virginia Tech Transportation Institute (VTTI).
Geralmente, as tarefas que obrigam o motorista a baixar os olhos são as que apresentam o maior risco de acidente, sublinha o instituto.
No caso dos textos de SMS, o estudo mostrou que o motorista pode desviar o seu olhar durante um período que pode ir até a seis segundos. 
«Isso equivale a percorrer o comprimento de um terreno de futebol (uma centena de metros) a cerca de 90 km/h sem olhar para a estrada», nota o estudo.
«Discutir ao telefone permite aos motoristas manter os olhos na estrada e não representa um risco tão grande para a segurança», prossegue o estudo.
O VTTI indica igualmente que o simples facto de escrever um número de telefone, uma acção que também implica baixar os olhos, aumenta o risco de acidente 2,8 vezes, para os veículos ligeiros. 
Este risco reduz-se ligeiramente, para 1,3 vezes, durante a conversação. 
Procurar um objecto no seu automóvel coloca igualmente em perigo o motorista, num risco 1,4 vezes maior.
Estes resultados são diferentes para os veículos pesados: o risco enquanto se escreve um número é 5,9 vezes maior e 6,7 vezes para procurar um objecto. 
É sensivelmente idêntico para escrever SMS (23,2).
Consequentemente, o apela à proibição de escrever SMS ao volante. 
De acordo com o diário New York Times, este é já o caso em 14 dos 50 Estados norte-americanos.
Para o seu inquérito, o VTTI utilizou aparelhos que permitem observar o comportamento de motoristas no equivalente a 10 milhões de quilómetros de 
29/7/2009 – In TSF



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Infracções de trânsito conduziram à detenção de 66 pessoas por dia

in “Público”, 08-Jan-2009
A contabilidade, ao contrário do que sucede na UE, não inclui aquelese morrem nos hospitais e que serão de 14 a 50 por cento dos feridos graves

A GNR e a PSP detiveram em 2008, em todo o continente, mais de 24 mil condutores por infracções às regras de trânsito. Destes, cerca de 13.600 foram presos por apresentarem taxas de alcoolemia acima do permitido.
Em média, devido ao consumo excessivo de álcool e por conduzirem sem habilitação legal, foram presas diariamente, em Portugal, 66,4 pessoas.
Estes números foram ontem revelados por responsáveis da GNR e PSP durante a apresentação do balanço relativo a sinistralidade rodoviária verificada no território do continente no ano passado. O factor humano é, porém, apenas um dos três mais importantes.
Há ainda que contar com o estado dos veículos e com a qualidade das estradas. A alegada melhoria das vias, bem como o reforço dos patrulhamentos terão, disseram os ministros da Administração Interna e das Obras Públicas, contribuído decisivamente para que, em 2008, se registasse o menor número de sempre de mortes nas estradas nacionais: 772.
Um dos exemplos dados pelo ministro das Obras Públicas e que associa a melhoria das vias à diminuição da sinistralidade foi o da reconversão do IP5 em auto-estrada (A25). Entre 1998 e 2003, ano que antecedeu o início das obras de reconversão, morreram naquela estrada 149 pessoas. A partir de 2004 o número de vítimas mortais anuais decresceu para menos de 50 por cento e em 2008 só houve a lamentar três óbitos.
O decréscimo de vítimas mortais face a 2007 (menos 82 óbitos) foi motivo de regojizo para os ministros Rui Pereira e Mário Lino, mas também alvo de reparos por, eventualmente, não reflectirem a realidade. É que em Portugal têm sido contadas as vítimas que perecem no local do acidente ou a caminho do hospital, enquanto no resto da Europa juntam-se ao total aqueles que, em consequência de acidentes, venham a morrer nos 30 dias seguintes.
Ontem, porém, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques, garantiu que essa regra europeia deverá entrar em vigor em Janeiro de 2010.
O Governo calculava que 14 por cento dos feridos graves morressem nos hospitais, mas esse número é bem mais elevado, quase de 50 por cento”, disse ontem ao PÚBLICO o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa. Congratulando-se com a efectiva diminuição de vítimas mortais (também os feridos graves passaram de 3116 para 2587), o dirigente do ACP alertou, contudo, para a alta sinistralidade existente nos meios urbanos, apontando Lisboa como um exemplo de má gestão do tráfego e, em consequência, potencial pólo de acidentes. “PSP, Polícia Municipal e até a Emel, todos multam, todos querem mandar no trânsito. É muita gente a querer mandar, mas muito pouca gente a efectuar as necessárias campanhas de prevenção e a solucionar os problemas existentes”, disse.

Sinistralidade em 2008
Distritos com mais e menos mortes
Vila Real
Portalegre
Bragança
Guarda
Aveiro
Setúbal
Porto
Lisboa
2007 2008
Mortos 772 854
-9,0%

Feridos 2007 2008
2587 3116
-16,9%

FONTE: Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária

Publicado por: Jorge Frota