in Diário de Viseu - Quinta-feira, 27 de Novembro 2008Há ou não controlo sobre medicamentos de venda livre? Quais os problemas da auto-medicação? E os antibióticos? São interrogações que o cidadão comum faz, desde que o Governo avançou para a venda de remédios não sujeitos a receita médica (MNSRM).
Como se sabe, a lista de medicamentos de venda livre é vasta, havendo até dúvidas se alguns não deviam estar sujeitos a receita médica, nomeadamente os anti-inflamatórios, os expectorantes e os colutórios - para a desinfecção da garganta e dos dentes.
A essas perguntas responderam-nos farmácias e uma para-farmácia, cuja proprietária é farmacêutica. Antibióticos, esses não saem sem a devida receita, garantiram-nos.
Como não podia deixar de acontecer, falámos também com viseenses, que nos disseram estar atentos à posologia dos medicamentos e revelaram onde os preferem adquirir.
Quanto à possibilidade de sobredosagem de medicamentos, isso acontecerá pontualmente, segundo pudemos apurar.
Da Infarmed - Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde retirámos que se encontra por dentro do mercado, no que toca às farmácias e para-farmácias. Estas últimas são mesmo obrigadas a revelar que medicamentos vendem, a quantidade e os laboratórios, no caso dos MNSRM.
Para se ter só uma pequena ideia do mercado, as vendas de medicamentos não sujeitos a receita médica atingiram, no período de Janeiro a Maio passado, o valor de 7.296.320 euros, correspondente a 1.669.173 embalagens. Isso, fora das farmácias.
Por: Jorge Frota