Os economistas Teodora Cardoso, Miguel Frasquilho e Alberto de Castro defenderam hoje que a conjuntura actual vai justificar maiores gastos públicos, admitindo mesmo que muito em breve a Comissão Europeia pode permitir derrapagens nas metas do défice orçamental.
No 4.º Congresso da Ordem dos Economistas, que hoje se realiza em Lisboa, a economista Teodora Cardoso referiu que a "situação (actual) já agravou os défices orçamentais" e que "tudo indica que os défices orçamentais sofrerão um retrocesso".
Essa evolução não deve ser vista como "uma catástrofe", segundo Teodora Cardoso, mas também não pode ser esquecida, já que é preciso continuar "a pensar num programa de médio e longo prazo de reequilíbrio das finanças públicas".
Alberto de Castro, Director da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto, concordou com a posição de Teodora Cardoso, e disse que, no actual contexto financeiro e económico, a questão do défice é secundária "temporariamente".
"Começa a haver consenso de que a Comissão Europeia permita a derrapagem de um ponto percentual no défice", acrescentou Alberto de Castro, dizendo que espera já que na próxima reunião de Bruxelas, de 26 de Novembro, haja novidades nesse sentido.
Publicado por: Jorge Frota
No 4.º Congresso da Ordem dos Economistas, que hoje se realiza em Lisboa, a economista Teodora Cardoso referiu que a "situação (actual) já agravou os défices orçamentais" e que "tudo indica que os défices orçamentais sofrerão um retrocesso".
Essa evolução não deve ser vista como "uma catástrofe", segundo Teodora Cardoso, mas também não pode ser esquecida, já que é preciso continuar "a pensar num programa de médio e longo prazo de reequilíbrio das finanças públicas".
Alberto de Castro, Director da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto, concordou com a posição de Teodora Cardoso, e disse que, no actual contexto financeiro e económico, a questão do défice é secundária "temporariamente".
"Começa a haver consenso de que a Comissão Europeia permita a derrapagem de um ponto percentual no défice", acrescentou Alberto de Castro, dizendo que espera já que na próxima reunião de Bruxelas, de 26 de Novembro, haja novidades nesse sentido.
Publicado por: Jorge Frota
