[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
Mostrar mensagens com a etiqueta consumidores.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta consumidores.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Consumo de marcas brancas subiu 7%

inJornal de Notícias” - 26.Ago.09


O consumo de produtos de marca própria aumentou 7 por cento no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período de 2008, e representa já mais de um terço das vendas.
Segundo dados da Centromarca, a entidade representativa das empresas de grandes marcas, a venda dos produtos de marca branca (ou marca própria) cresceu em quase todas as cadeias de distribuição, tendo representado 33 por cento das vendas dos primeiros seis meses do ano, contra 30,8 por cento no mesmo período do ano passado. As grandes marcas representaram 67 por cento das vendas, contra 69,2 por cento no mesmo período de 2008, segundo a mesma fonte. Assim, o consumo das grandes marcas baixou 3,1 por cento no primeiro semestre de 2009 face ao período homólogo de 2008.
Segundo a directora-geral da Centromarca, Beatriz Imperatori, o crescimento nas vendas dos produtos de marca branca "acontece não só pela crise mundial, mas principalmente devido à retirada de produtos de grandes marcas das prateleiras e pela posição cada vez mais dominante e concentrada da distribuição em Portugal".
Os grandes hipermercados estão a dar menos espaço aos produtos de marca, optando por colocar os seus produtos de marca própria, o que, em conjunto com a crise económica, propicia o aumento do consumo de marcas brancas, tradicionalmente mais baratas.
Das nove principais grandes superfícies comerciais de distribuição, a E. Leclerc registou a maior subida, com as marcas brancas a representarem 15,3 por cento das vendas (valiam 9,3 por cento no 1º semestre de 2008). A seguir vem o Modelo e Continente (ambas do grupo Sonae) com as vendas de marca própria a representarem 31,6 por cento (contra 25,2 por cento no 1º semestre de 2008) e 28,8 por cento (valiam 24 por cento), respectivamente.
O Pingo Doce e Feira Nova (Grupo Jerónimo Martins) resgistaram, respectivamente, 46 por cento (44,4 por cento no primeiro semestre de 2008) e 31,5 por cento (contra 30,2 por cento nos primeiros seis meses do ano passado).
Na cadeia Minipreço, as vendas dos produtos de marca branca ou própria representaram no primeiro semestre do ano 51,9 por cento do total, contra 49 por cento no mesmo período de 2008.
O grupo Auchan (Jumbo) registou 22,3 por cento, contra 22,2 por cento no mesmo período de 2008.
O grupo Lidl, apesar de ter diminuído a percentagem, é a distribuidora cujos produtos de marca própria constituem a maior fatia face à totalidade das vendas. No primeiro semestre do ano, essas vendas totalizaram 68,5 por cento, contra 70,5 por cento no mesmo período de 2008.
O Intermarché também teve diminuição na venda dos produtos de marca própria, que representaram 20,7 por cento do total das vendas, quando nos primeiros seis meses de 2008 chegaram aos 21,5 por cento.
"Em 1991, quando introduzimos os produtos de marca própria, a opção dos consumidores baseava-se fundamentalmente no factor preço, geralmente 35 por cento abaixo do produto líder" (de marca), diz a Sonae. A subida do consumo destes produtos explica-se, conclui a empresa, pela "maior e melhor variedade, packaging mais atractivo e relação qualidade/preço extremamente competitiva".

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Telecomunicações Operadoras: clientes na lista negra a partir de hoje

Consumidores com dívidas superiores a 450 euros vão entrar para base de dados da TMN, Vodafone e Optimus, que partilharão informação. Objectivo é evitar que cliente acumule dívidas e vá saltando de operadora em operadora  

A partir de hoje, 200 mil clientes com dívidas de telemóvel superiores a 450 euros passarão a integras as listas negras da TMN, Optimus e Vodafone. O objectivo é impedir que os clientes devedores façam "shopping around", isto é, saltem de operadora em operadora, acumulando dívidas em todas.

Serão as três operadoras de telecomunicações a inserir, gradualmente, os dados dos devedores que possuam assinatura e tenham facturas em atraso com valores superiores ao salário mínimo nacional. E a partilhá-los entre si, embora a base de dados seja gerida pela Credinformações/Equifax, uma empresa de informação estratégica de apoio às empresas. O objectivo é ajudar as operadoras a gerirem o risco do seu negócio, dando-lhes à partida informação sobre o cliente que a procura.

"Quando há multiplicidade de oferta de serviços, há muitos anos que o consumidor faz isto. Não pagam e depois procuram outra operadora", afirmou ao DN Albano Santos, director geral da empresa, lembrando que os tribunais estão cheios de processos destes. "Com esta base de dados, o operador já sabe, à partida, o perfil do cliente que tem pela frente. E o risco que corre ao fazer um contrato com ele", acrescenta Albano Santos.

Em última instância, e segundo a legislação aprovada em 2004, a operadora pode negar-se a fazer um contrato com o consumidor devedor. Mas o objectivo pode não passar por aí. Até porque, acrescenta o director-geral da Equifax, "mesmo havendo riscos, as operadoras têm de continuar a fazer o seu negócio. Mas podem agora fazê-lo com o mínimo de risco possível", diz Albano Santos.

No caso das telecomunicações, uma das alternativas passa, por exemplo, pela cobrança de serviços pré-pagos aos devedores da lista negra. Se o consumidor só usa o dinheiro que carrega no telemóvel, fica impedido de acumular dívidas e o risco para a empresa é baixo. Quando o devedor salda a dívida, deixa de constar da lista negra, que é dinâmica e actualizada com regularidade.

Albano Santos lembra que este registo de devedores já acontece noutros países, como Espanha, abrangendo outros serviços além das telecomunicações. Em Portugal, a lista negra já existe para o sector financeiro e, diz o director-geral da Equifax, é uma forma de os bancos gerirem os créditos.

… o risco deste serviço está na inclusão de clientes nas listas negras a quem foi cobrado um serviço indevidamente. Ou seja, se está em análise uma queixa ou reclamação, e mais tarde até se prova que o cliente tem razão, este foi injustamente incluído na lista negra. "Há sempre conflitos porque as pessoas acham que lhes foi cobrado um serviço que não foi feito. E não pagam enquanto o processo não está resolvido. Mas aos olhos das operadoras são apenas devedores", …. Por isso, não deviam constar das listas consumidores com processos pendentes e em avaliação.

por RITA CARVALHO
In “DN Bolsa”, 04.Ago.09

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Comércio Electrónico: Bens alimentares ganham espaço e adeptos

Compras na Internet substituem cada vez mais as idas aos supermercados - 02.07.09

O que pretendem os europeus adquirir nos próximos 12 meses através da Internet, foi uma das questões analisadas através do Barómetro Europeu, lançado pelo Observador Cetelem, onde se conclui que as intenções de compra alimentar na Internet estão também em alta. É caso para afirmar que este modo de consumo se encontra em pleno “boom”.

Se as intenções de compra na Internet de produtos culturais se mantêm estáveis, apenas as intenções de cibercompra no sector alimentar progridem. Os campeões europeus na matéria continuam a ser, incontestavelmente, os britânicos. Cerca de um em cada três ingleses efectua compras electrónicas, sinal de maturidade deste modo de consumo no país. No entanto as progressões são particularmente significativas na Península Ibérica com Espanha e Portugal a apresentar fortes progressões. 29% dos espanhóis e 13% dos portugueses afirmam que tencionam fazer as suas compras alimentares através da Internet. 
Actualmente é possível adquirir quase tudo a partir de casa graças à Internet. Apesar de alguns produtos, como é o caso do lazer/viagens e produtos culturais continuarem a ser os produtos mais procurados e adquiridos através da Internet, a nível europeu, os serviços de compra electrónica alimentar têm vindo a desenvolver-se rapidamente. O aumento da aquisição de equipamentos informáticos, por parte do consumidor, e a proliferação do acesso à Internet tem também levado a que os agentes da Grande Distribuição passem a disponibilizar os seus serviços através do ciberespaço. 
Apesar de se encontrar em crescimento a nível mundial, na Europa Ocidental o comércio electrónico é o canal que mais reúne adeptos, seguindo-se a Europa Central e Rússia que revelam para 2009 elevadas intenções de compra de produtos alimentares através da Internet. É caso para afirmar que este modo de consumo se encontra em pleno “boom”.
Globalmente, a evolução constatada para as compras alimentares não se repete nas outras rubricas de consumo. As rubricas lazer/viagens e produtos culturais são estrelas das vendas na Net que, no entanto, se apresentam este ano em regressão e estabilizada, respectivamente. As vantagens da Internet são cada vez mais reconhecidas pelo consumidor, que pode escolher calmamente as suas compras, tendo constante conhecimento do valor que vai gastar, à medida que enche o seu carrinho virtual. O ganho de tempo e a gestão do valor das compras, que a Internet possibilita aos euroconsumidores vai sendo cada vez mais valorizado.

In “Vida Económica”, 17.Jul.09

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Consumo: Queixas registadas no Livro de Reclamações ultrapassaram o meio milhão

in “Lusa” - 23 de Julho de 2009 - 14:08

O número de queixas registadas desde 2006 no Livro de Reclamações ultrapassava, em Junho, as 500 mil, verificando-se, no primeiro semestre deste ano, um total idêntico ao registado no período homólogo de 2008.

Para o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Sarrasqueiro, os 460 mil exemplares do Livro de Reclamações já vendidos e o número das queixas registadas demonstram uma valorização deste "mecanismo de regulação, face à ideia que pode ter consequências".
"A partir de certa altura, e com a intervenção da Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) os consumidores constataram que valia a pena reclamar", acrescentou.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 11 de março de 2009

Stiftung Warentest


O nº de Março já em distribuição.

Com artigos interessantes e testes relevantes:
- colchões
- câmaras digitais
- viagens de verão
- DVD – gravadores
A excelência da apresentação gráfica, o rigor de conteúdo e a importância dos temas conferem à revista alemã lugar de destaque no panorama internacional

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Energia: Consumidores vão saber a partir de Março origem e impacto ambiental da energia que consomem

in “Lusa” - 29 de Janeiro de 2009

Os fornecedores de energia vão ser obrigados a partir de Março a emitir facturas detalhadas com a fonte de energia primária utilizada e o nível de emissão de gases poluentes correspondente ao consumo, de acordo com a ERSE.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou quarta-feira alterações à recomendação sobre os princípios e boas práticas associada à rotulagem de energia eléctrica.
Apesar da rotulagem já estar prevista, as alterações introduzidas tornam ainda mais completa a informação a disponibilizar aos consumidores pelos comercializadores de electricidade, gás, petróleo.
Assim, na factura de Março todos os comercializadores, sejam de último recurso ou de mercado, devem incluir nas facturas informação sobre a origem da energia eléctrica que adquiriram e venderam aos seus clientes e os impactes ambientais associados ao fornecimento da sua energia eléctrica.
O objectivo é os consumidores terem acesso às fontes de energia primária que estiveram na base da energia eléctrica consumida, às emissões específicas de gases poluentes e resíduos radioactivos associados ao seu consumo, às emissões de dióxido de carbono (CO2) associadas ao consumo de cada factura e aos impactes ambientais associados ao fornecimento de energia eléctrica.
Deste modo, os consumidores ficam informados sobre os produtos que estão a consumir, de forma a fazerem escolhas mais conscientes, sendo também um factor de diferenciação entre as empresas fornecedoras.
A medida tem ainda como objectivo fomentar a concorrência entre os operadores através da diferenciação do produto em termos de impacto ambiental.
Deste modo, o cliente poderá escolher o seu fornecedor de electricidade não só a partir de critérios como o preço, mas também em função do nível poluente e das preocupações ambientais do operador.
As informações devem ser disponibilizadas aos consumidores na factura, na página de Internet do comercializador, na página de Internet da ERSE, em folhetos distribuídos anualmente pelos comercializadores a todos os clientes e nas propostas comerciais sempre que sejam efectuadas.

ACF.

Publicado por: Jorge Frota