[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Receio de contaminação com amianto atrasa regresso às aulas em Corroios

inTSF” - 14.Set.09

O receio de pais e encarregados de Educação de contaminação com amianto, devido à existência do isolante tóxico junto a duas escolas em Corroios, vai levá-los a sair à rua esta terça-feira em protesto. O Ministério da Educação garante, contudo, que não há razão para alarme.
O jornalista Nuno Amaral falou com o presidente da Associação de Pais, Carlos Morais, sobre as suas reivindicações

A deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, revela que a iniciativa do seu partido não teve resultados
A deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, dá conta dos dados alarmantes que foram apresentados pelo Ministério da Educação

Enquanto o amianto não for removido, os alunos não regressam à escola, ameaçam os pais e encarregados de educação, que esta terça-feira vão sair à rua em protesto.
No concelho do Seixal, na margem Sul do Tejo, os pais apontam o dedo a escombros com resíduos de amianto que estarão a contaminar o ambiente junto às duas escolas em Corroios.
O presidente da Associação de Pais, Carlos Morais, garantiu à TSF que há mais de um ano que contactou a Direcção Regional de Educação de Lisboa, e até ao momento não obteve qualquer resposta.
Carlos Morais contou que na origem desta situação esteve a demolição de um edficío escolar. «A deflagração de um incêndio provocou um série de escombros que depois se veio a verificar que continham nos seus materiais resíduos de amianto», revelou.
Depois, como explicou o presidente da Associação de Pais, foi contrada uma empresa privada para medir os níveis de amianto, que indicou que os resultados de amianto estão muito acima dos valores considerados normais, por isso, esta terça-feira os pais prometem impedir os filhos de irem à escola.

Além da remoção dos resíduos de amianto a céu aberto, a Associação de Pais exige também a garantia científicas de que nas salas não há níveis de contaminação considerados perigosos.

«Há que fazer análises às salas de aula e depois aquelas que apresentarem valores fora do normal têm que ser descontaminadas», sublinhou Carlos Morais.
Há seis anos, o partido ecologista Os Verdes apresentou um projecto de resolução para fazer um levantamento nacional de edificios públicos contaminados com amianto, no entanto, a deputada Heloísa Apolónia considera que a iniciativa não teve resultados.
«A iniciativa dos Verdes foi aprovado por unanimidade na Assembleia da República (AR) e foi feita uma recomendação ao Governo no sentido de fazer uma listagem de todos os edifícios em Portugal que tivessem amianto, porque estamos a falar de uma substância perigosa. O que acontece é que nem o anterior do PSD/CDS-PP, nem o actual Governo socialista deram seguimento a essa resolução da AR», sublinhou a deputada dos Verdes.
O Ministério da Educação garante que as obras de requalificação em curso vão resolver boa parte do problema e que à medida que sejam descobertos novos casos, haverá uma intervenção.
Mas a deputada dos Verdes revelou que não há uma listagem feita, «mas o Ministério da Educação fez em algumas escolas, não sabemos em quantas, essa avaliação».
«O que sabemos é que das escolas avaliadas 59 por cento continham amianto, segundo o Ministério, um número muito superior ao que os próprios Verdes pensavam existir», acrescentou a deputada Heloísa Apolónia.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ALIMENTAÇÃO E SEGURANÇA ALIMENTAR EM FERREIRA DO ZÊZERE


No quadro das actividades de extensão escolar, os cursos EFA da Escola B 2, 3 de Ferreira do Zêzere organizaram uma sessão em que - para além de uma perspectiva de um Clube do Ambiente que ali funciona há 15 anos - se pretendeu oferecer um quadro das regras que presidem aos alimentos e à segurança alimentar em toda a cadeia - da produção ao consumo.
A intervenção inicial de um antigo aluno e membro do Clube, Paulo Rosa, constituiu a retrospectiva de uma actividade eminentemente social, de integração e influência no que toca à atitude perante o ambiente e à comunidade.
Pena é que o tanto que se faz pela educação dos séniores não encontre eco nos meios de comunicação social, mormente no serviço público, onde só se repercutem os casos isolados de desrespeito pela escola e seus membros.
A escola tem de ser o centro de dinamização das localidades, tem de concitar o interesse das famílias, das autoridades e da própria comunidade, como ponto de onde irradia a cidadania e a que tudo se reconduzirá, afinal.
Parabéns à Prof.ª Rosa Neves e à direcção-executiva da Escola pela forma abnegada como cumprem, noite adentro, funções pedagógicas da mais elevada importância com reflexos na inclusão e coesão sociais.
Sem este espírito, o País não progredirá decerto. E o interior apartar-se-á da realidade das grandes metrópoles com reflexos no quotidiano das gentes.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nível de bem-estar dos portugueses é dos mais baixos da Europa

in “SOL”, 27.Nov.08

Felicidade e satisfação com a vida não são características dos portugueses. O nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país são factores que levam os portugueses a serem dos menos felizes da Europa. Portugal é o país europeu onde se sai mais tarde de casa dos pais

O 3.º Inquérito Social Europeu conclui que o nível de bem-estar dos portugueses é um dos mais baixos no conjunto de 23 países europeus analisados, escreve o Público. No que toca à felicidade e satisfação com a vida, só estamos à frente da Hungria, Rússia, Ucrânia e Bulgária.
Além do nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país, o indicador subjectivo do bem-estar serve aqui para avaliar a qualidade de vida. Nas mais de duas mil entrevistas os inquiridos tiveram que avaliar o seu bem-estar a três níveis: subjectivo (felicidade e satisfação com a vida), psicológico (realização pessoal e controlo da vida) e social (sentimento de integração e ligação).
Nas três dimensões, Portugal está sempre nos níveis mais baixos: em 19.º lugar no subjectivo, 16.º no psicológico e 15.º no social. Os países à frente nestes indicadores são invariavelmente do Norte e Centro da Europa, alternando a Dinamarca com a Suíça, a Suécia e a Finlândia.
“O bem-estar é a questão que mais me preocupa”, diz Jorge Vala, o coordenador do projecto nacional, que diz não ser possível fazer gestão política apenas centrada nos aspectos económicos. “O nível de realização das pessoas e a participação em decisões são dimensões do bem-estar”.
Neste percurso, Portugal afasta-se da média europeia. Questionados sobre a idade ideal para sair de casa dos pais, 20 por cento dos europeus dizem que não é possível definir uma idade; em Portugal, este valor sobe para os 40 por cento.
Para a média dos europeus, é tolerável viver em casa dos pais até aos 28 anos; em Portugal, a fasquia sobe para os 31 anos. Ambos são indicadores que revelam “uma tolerância em relação ao retardamento da saída de casa dos pais. Há uma sobrevalorização da família como valor e de dependência em relação à família”, nota Jorge Vala. O investigador considera que as percepções sociais adaptaram-se “aos condicionamentos da vida”.
Os europeus também foram inquiridos sobre os tempos de vida, ou seja, sobre os eventos que marcam pontos de viragem. Na Europa, há padrões semelhantes: a maioria pensa que a primeira relação sexual deverá ocorrer entre os 16 e 18 anos, a saída da escola entre os 20 e 26 anos, a idade ideal para casar anda nos 25 anos, para ter o primeiro filho aos 28, a idade máxima para ter um filho é aos 44 anos e a idade ideal para reforma os 60 anos.

Por: Jorge Frota

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O DIREITO AO RESPEITO E À DIGNIDADE

As pessoas em Portugal não são, em geral, bem tratadas.
Nada que venha merecendo reparos seja de quem for.
Quem detenha uma réstea de poder fala por cima da burra, como sói dizer-se, com o seu interlocutor.
Os políticos - porque se desprezam reciprocamente nos debates - dão o mote: e o exemplo passado e repassado nos media de maior alcance e difusão é contagiante!
Mesmo nos estabelecimentos comerciais, é sempre com esforço que as novas gerações atendem o público, como se de um enorme favor se tratasse e, para além disso, como se o facto de terem de satisfazer a pretensão do cliente habitual ou ocasional representasse tarefa de suma penosidade.
Vem ao caso uma situação recorrente: Marcelo Rebelo de Sousa, em sucessivas intervenções na televisão, de uma forma que soa a algo de desprezível, quando se quer referir às pessoas, aos cidadãos, emprega sempre a expressão "o zé povinho".
Que maneira haverá de explicar a estas pessoas que, naturalmente por mera distracção dadas as alturas a que se situam dos vulgares mortais, todos têm direito a um tratamento digno, urbano, civilizado, respeitoso?
Já alguém reparou nisso? Já alguém dirigiu um qualquer juízo de censura a personalidades de topo da vida portuguesa que se comportam de forma tão soez?
Fica o registo. E o reparo! À espera que se emendem. Por mero pudor!


Por: Jorge Frota

sábado, 8 de março de 2008

ASSOCIAÇÃO DE AVÓS


em prol de um ensino dignificante e radicular que apele à formação integral
O futuro depende da educação que num dado espaço se professar e do que as crianças, os jovens e adolescentes - no seu estágio educativo - haurirem das escolas que frequentarem.
Porque os Avós se não podem dissociar do esforço da denominada sociedade civil em conexão com as associações de pais e as de professores, mister será constituir-se uma ASSOCIAÇÃO DE AVOS que concorra para que a ESCOLA seja um lugar de excelência e plataforma de um futuro promissor, de uma sociedade próspera e solidária, em que se exorcize a pobreza e se aproximem cultural e materialmente os cidadãos.
A Associação de Avós terá de os fazer participar, como elementos válidos da comunidade, na discussão do futuro dos seus netos porque mais disponíveis que os pais e menos alheados das questões correntes pela disponibilidade que em geral revelam possuir. E, ademais, com um saber de experiência feito que poderá temperar o menor amadurecimento de alguns dos pais. Ainda que a expressão possa afigurar-se incorrecta ou susceptível de provocar reacções menos favoráveis...
Donde, a ASSOCIAÇÃO DE AVÓS a que alguns pretendem pôr ombros seja, afinal, um contributo mais e decerto não menos relevante para que a escola se aproxime mais da comunidade e a comunidade se não distraia ou só desperte quando as situações hajam atingido já os limites.
Alguèm se vem preocupando com o Estatuto do Aluno?
Alguém já reparou no ambiente que em geral envolve a Escola? Quando os Avos, a todos os níveis, podem trazer uma mais valia para religar a teoria à prática criando aliciantes que poderão nem sempre verificar-se?
Parece uma excelente ideia a da criação de uma Associação Nacional de Avós... para que com homens e mulheres do passado e do presente o futuro se não descure!