[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

RESPONSABILIDADE CIVIL... pelo exercício de funções dos árbitros de futebol?

Os juízes estão hoje sujeitos ao regime da responsabilidade civil por virtude do exercício das suas funções.

Rege a Lei 67/2007, de 31 de Dezembro de 2007.

São os artigos 13 e 14 que versam directamente, a saber:

Artigo 13.º
Responsabilidade por erro judiciário

1- Sem prejuízo do regime especial aplicável aos casos de sentença penal condenatória injusta e de privação injustificada da liberdade, o Estado é civilmente responsável pelos danos decorrentes de decisões jurisdicionais manifestamente inconstitucionais ou ilegais ou injustificadas por erro grosseiro na apreciação dos respectivos pressupostos de facto.
2- O pedido de indemnização deve ser fundado na prévia revogação da decisão danosa pela jurisdição competente.

Artigo 14.º
Responsabilidade dos magistrados

1- Sem prejuízo da responsabilidade criminal em que possam incorrer, os magistrados judiciais e do Ministério Público não podem ser directamente responsabilizados pelos danos decorrentes dos actos que pratiquem no exercício das respectivas funções, mas, quando tenham agido com dolo ou culpa grave, o Estado goza de direito de regresso contra eles.
2- A decisão de exercer o direito de regresso sobre os magistrados cabe ao órgão competente para o exercício do poder disciplinar, a título oficioso ou por iniciativa do Ministro da Justiça.”

Os árbitros das competições desportivas parece estarem imunes sempre que cometem deslizes em prejuízo de qualquer das equipas em presença.
A pergunta que se coloca é a de saber se não há hipóteses de responsabilizar o árbitro que desfalca uma dada equipa porque, como aconteceu recentemente ao Belenenses, ficou reduzido a 10 jogadores durante grande parte do encontro por expulsão de um dos seus atletas que, por erro, foi “bafejado” com um segundo amarelo por lapso do trio de arbitragem. A falta fora cometida por um outro jogador, que ainda que “amarelado”, permaneceria no rectângulo de jogo, como o que fora injustamente expulso por erro manifesto...

Há ou não que introduzir o instituto da responsabilidade civil para afrontar casos do estilo? Porque os prejuízos para as equipas podem ser tremendos... e ficam por ressarcir!

Temáticas: responsabilidade civil, desporto, futebol, erros de arbitragem.

Por: Jorge Frota

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PORTUGAL: menos futebol e mais cidadania

O futebol já nos envenena as férias, após um nulo período de férias entrecortado pelos escândalos da alegada corrupção e pelos desvarios do denominado Conselho de Jurisdição da Federação Portuguesa de Futebol.

As inefáveis vozes dos porta-ditas que nos violentam os tímpanos, a ausência de imaginação das redacções dos informativos das televisões que começam com o futebol e com o futebol acabam, não acabam com o futebol, preenchem o nosso nebuloso quotidiano.
Será que não temos mais?
Será que a CIDADANIA vai a banhos o ano todo e nem sequer preenche espaços que são os seus sem que haja quem queira terçar armas sobre os aspectos mais candentes do dia-a-dia das pessoas?
Há ausência de notícias ou de imaginação para se oferecer futebol, futebol, futebol a rodos e discussão a rodos acerca do futebol?
Será essa a imagem que as televisões pretendem vender de si mesmas?
Não há coisas mais interessantes que permitam entremear os espaços do pequeno ecrã que nos oferecem a troco de uma contribuição para o audiovisual mais publicidade ou através da mensalidade do cabo?
Será que a alternativa é não ter alternativa?
Será que se é tão”careta” assim ao rogar-se que se sirva tão só futebol q.b., mas q.b., nada para além do q.b.
Note-se: q.b. não é “QUE BOSTA” é … “QUE BASTE!”
Que os apaniguados da bola ao pequeno almoço, merenda, almoço, lanche, jantar e ceia nos não brindem com um q.b., ou seja, “QUE BESTA”!

segunda-feira, 3 de março de 2008

TELEVISÃO


Pelo prisma dos editores ou dos espectadores?

É massacrante - na informação – a presença do futebol e das declarações intermináveis dos dirigentes, técnicos e desportistas.
Que se repetem, repetem, repetem…
É demais!
Cansa tanta declaração enfadonha dos estrategas da bola.
Os editores do desporto ainda não intuíram isso?
E a que visa o uso e abuso do futebol no meio de comunicação de massas por excelência que é a televisão?
É para que as pessoas se distraiam da dura realidade da vida em Portugal?
É para que se confirme que o futebol é o “ópio do povo”?
Haverá, neste particular, eventuais diferenças entre o futebol servido de bandeja durante o “Estado Novo” para, dizia-se, afastar as pessoas dos concretos problemas do dia-a-dia, das estratégias ora desenvolvidas para que as “desgraças quotidianas” se esqueçam?
O importante seria que não “martirizassem” as pessoas de modo tão intenso…
Futebol: sim, mas com moderação.
Para que a náusea não perdure.
Para que o enjoo cesse.
E os estilos saudáveis de vida se imponham…