[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
Mostrar mensagens com a etiqueta instituições financeiras.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta instituições financeiras.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Governadores dos centrais querem apertar o controlo da actividade bancária

Os responsáveis da regulação reuniram-se, na Suíça, mas não avançaram medidas concretas

Os governadores de mais de meia centena de bancos centrais concordaram ontem que são necessários novos instrumentos para reforçar a supervisão das instituições financeiras, assim prevenindo o eclodir de novas crises à escala global.
Reunidos em Basileia, na Suíça, no âmbito do BIS, o organismo que reúne os governadores de 55 bancos centrais, os responsáveis das autoridades monetárias não avançaram medidas em concreto, mas deixaram claro que as regras que venham a ser adoptadas não deverão impedir "a retoma da economia real".
O BIS espera que o novo enquadramento regulatório, que deverá estar finalizado antes do final do ano, irá contribuir para reduzir "a probabilidade e a severidade de situações de stress económico e financeiro".
Uma das ideias em que os governadores se centraram foi na necessidade de aumentar o capital dos bancos para prevenir novas crises. Outra foi a de definir novos parâmetros para o rácio tire one, que mede a qualidade dos activos de uma determinada instituição no conjunto dos seus capitais próprios.
O problema dos bónus milionários pagos aos administradores dos bancos foi outro tema presente na reunião, embora sem que se assumisse uma posição concreta. O governador do banco central da Holanda é citado como tendo afirmado que o objectivo, neste caso, é conseguir que as compensações aos gestores sejam "alinhadas com o desempenho de longo prazo [de uma instituição] e com uma gestão prudente do risco".
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, saiu satisfeito do encontro. "Os consensos alcançados (...) são essenciais para se avançar para novos standards na regulação bancária e na supervisão a um nível global." Mas os analistas salientam que, mais uma vez, é adiada a tradução das intenções em medidas concretas para colocar no terreno.
O mesmo se passou na cimeira dos ministros das Finanças do G20 (os 20 países mais desenvolvidos do mundo) que se realizou no sábado, em Londres.
Os responsáveis enunciaram propósitos semelhantes, mas deixaram para o comité de estabilidade financeira a responsabilidade de propor medidas concretas para a regulação bancária e os bónus dos gestores.
Alan Greenspan, que durante 18 anos liderou a Reserva Federal (banco central dos Estados Unidos), afirmou, também ontem, que as instituições financeiras norte-americanas necessitam de aumentar os seus capitais. E disse temer que as injecções de liquidez que os bancos tiveram recentemente venham a resultar num aumento das pressões inflacionistas na América do Norte.
Por José Manuel Rocha, in “Público” – 08.Set.09

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bancos aumentam comissões cobradas a clientes

in “Diário Digital” - terça-feira, 25 de Novembro de 2008 - 07:52
Nos últimos oito meses a maioria dos bancos portugueses aumentou as comissões cobradas aos seus clientes, tendo em conta um cabaz de oito serviços analisados pelo Jornal de Negócios.
Em onze instituições financeiras, nove mexeram nos seus preçários, conclui a análise divulgada na edição desta terça-feira.
Desde Março, “apenas a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BPI não actualizaram as comissões cobradas aos clientes. A requisição de cheques foi o serviço que registaram a maior subida e onde a maioria das instituições mexeu nos valores cobrados”.
Mas, “também as comissões de manutenção de conta, câmbio, ordens de bolsa e transferências sofreram alterações” detalha o artigo. Apesar das mudanças, a Internet continua a ser o meio mais acessível.
“Se é um utilizador frequente de cheques”, propõe o jornal, “então esta é uma má notícia para si”. É que, nos últimos meses, o preço da requisição de cheques foi a operação que mais subiu. Entre os bancos analisados, a maioria deles actualizou os preços para este serviço. Actualmente requisitar um livro de cheques é mais caro junto do BES, BCP, Santander, Montepio (através da Internet), Banco Best e BiG. “Receios à parte”, prossegue ainda a análise do Negócios, a Internet continua a ser o meio mais acessível. Para todas as operações analisadas pelo Negócios, os serviços realizados através dos sites das instituições saem mais baratos e compensam de longe, quando comparados com os mesmos produtos ao balcão. Também os chamados bancos online contam com os preçários mais competitivos, face às restantes instituições. Nas transferências a diferença é mais notória.

Por: Jorge Frota