[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Depois da febre da auto-estrada, o plano regional do Norte aposta agora na ferrovia

Comissão de Coordenação acredita que próximos governos atenderão esta prioridade, até para reduzir as emissões de CO2

A perspectiva é praticamente unânime, mesmo para quem apenas visita a região. Que o Norte "é reconhecida, à escala europeia, como uma das regiões melhor apetrechadas ao nível das rodovias de altas prestações", como nota o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Paulo Gomes, é uma evidência que só os transmontanos, ainda à espera da auto-estrada até Bragança, podem, por enquanto, contestar.

Só que este impulso da última década e meia vai já em contramão com as necessidades de alteração dos padrões de mobilidade impostas pela luta contra as alterações climáticas. O Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) prevê, por isso, que se feche este ciclo, e se aposte, nas próximas duas décadas, num reforço das ligações ferroviárias interurbanas, intra-regionais e inter-regionais. 

O PROT do Norte, em discussão pública, contém um capítulo dedicado à mobilidade, com um conjunto de respostas para a circulação de pessoas, bens e dados. Mas esse capítulo começa com um alerta para "o risco de sobredimensionamento das redes viárias, agravado pela insuficiente definição do papel de cada uma na hierarquia das ligações nacionais, regionais e locais", e para o "risco de concentração da procura num único modo de transporte", o rodoviário, pois claro, com penalização para "a mobilidade de pessoas e mercadorias e, por arrastamento, [para] a competitividade das pessoas, das organizações e das próprias cidades".

Num momento em que se antevê a construção de uma linha de velocidade elevada entre o Porto e Vigo, um dos aspectos fundamentais na política de transportes para a região é definir investimentos que articulem este novo serviço com o transporte urbano e suburbano (em modo rodo e, principalmente, ferroviário) e também com a rede de metro do Grande Porto. E, neste aspecto, do relatório técnico elaborado pelo perito António Babo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pouco não foi transposto para a proposta final do PROT, um documento que tem já em conta investimentos em curso na Linha do Norte, na Linha do Minho (a Variante da Trofa), na Linha do Douro (compromisso de electrificação até à Régua) e na segunda fase do metro. 

Perante estes desenvolvimentos, "do ponto de vista da consolidação do modelo territorial na Região do Norte", o PROT aponta assim como "essencial" colocar no horizonte algumas opções a tomar no longo prazo, no ciclo de investimentos pós 2015, "que possam desde já influenciar opções de curto e médio prazo". São elas a duplicação e electrificação da Linha do Minho entre Nine e Viana do Castelo", para a integrar no serviço de comboios "urbanos" da CP, servindo Barcelos e Viana; a remodelação da Linha do Vouga e o prolongamento da Linha de Braga até Guimarães (que fecharia um anel ferroviário de articulação entre as cidades de Braga, Guimarães, Vizela, Santo Tirso, Trofa e Famalicão, e um conjunto importante de serviços universitários e de investigação).

O documento propõe ainda que se estude a viabilidade técnica da integração da cidade de Vila Real no sistema ferroviário principal, o que, na prática, poderá significar a construção de uma alternativa à Linha do Corgo, ou um investimento nesta linha maior do que o que está para começar. No litoral, a grande novidade, a prometer grande debate e polémica, é proposta de "utilização da Linha da Póvoa para norte da Senhora da Hora na sua função train (comboio) em detrimento da sua função tram (metro ligeiro), no âmbito do projecto train-tram que está a ser desenvolvido pela Metro do Porto, cenário a equacionar no âmbito de um prolongamento da linha até Viana do Castelo".


Abel Coentrão
In “Publico”, 04.08.2009

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Que informação para o consumidor?

“No dia 26/03/2008, fui autuado.

O que se passou foi que adquiri um bilhete T2 na estação da Lapa e fui até à estação da Senhora da Hora onde saí. Depois tive que ir até à estação do Mercado de Matosinhos, passei novamente o bilhete na máquina para validar do lado do sentido para onde ia e a máquina validou, visto que da estação da Senhora da Hora até à estação do Mercado era novamente T2 pensei que estava tudo bem.

Na Estação do Mar entraram os revisores, entreguei o bilhete e perguntaram-me onde tinha entrado, eu disse que tinha sido na Senhora da Hora, mas que tinha adquirido o bilhete na Lapa. Eles disseram que não podia ser, que devia ter adquirido um bilhete T3, ao qual eu respondi que tinha saído na estação da Senhora da Hora e depois tinha voltado a entrar validando novamente.
Eles disseram que não o podia ter feito, que deveria ter comprado outro bilhete ou então devia ter logo adquirido um T3 e que me iam passar um auto, ao que eu nem me manifestei, pois o meu estado de espírito estava muito em baixo, estava a ir para o enterro do meu avô.
Ao chegar à estação do Mercado saímos e eu perguntei aos revisores onde estava escrito que eu não podia validar para seguir em frente, o que um dos revisores fez foi apontar-me o mapa a indicar que da estação da Lapa até à estação do Mercado era T3, ao que eu respondi novamente que eu tinha saído na estação da Senhora da Hora e que depois tinha voltado a validar para seguir em frente e que da estação da Lapa até à Senhora da Hora era T2 e dela até ao Mercado novamente T2 desta forma voltei a perguntar onde diz que não podia voltar a validar para seguir em frente, este volta a mostrar-me o mapa ao que eu respondi que o mapa me dá razão porque eu saí na estação da Senhora da Hora. Eu queria era que ele me informasse onde dizia que não podia seguir em frente, ao que ele respondeu: que estava subentendido, e eu respondi-lhe: se um licenciado não vê essa informação subentendida um analfabeto também não vê.
O outro revisor só se ria pois sabia que eu tinha razão e o outro se estava a enganar a ele mesmo. Não tenho nada a dizer sobre os revisores, pois estavam a fazer o papel deles, mas que esta informação não existe, não.
Perguntei onde podia fazer uma reclamação ao que não me souberam responder indicando para ir ver a uma lista telefónica ou na Internet.
Pasmado com esta resposta segui o meu caminho pois estava atrasado.
Dois dias depois voltei a fazer o mesmo: adquiri um bilhete T2 na Lapa, saí na Senhora da Hora e tentei comprar um T3 - não dava. Perguntei a um revisor que lá estava o que devia fazer, ao que ele me respondeu, que devia adquirir outro T2, não validar, na estação a seguir sair rápido, validar e voltar a entrar. Ora, desta forma, o que o revisor me disse foi para estar a desrespeitar as regras nem que fosse por uma paragem.
Há falta de informação, o sistema não está a funcionar direito, uns dizem uma coisa outros dizem outra.
Como viajava na empresa Metro do Porto e, normalmente, onde se paga a multa também se deve poder fazer a reclamação dirigi-me à estação da Trindade, disse que queria apresentar uma reclamação de um auto passado no metro. Ninguém me disse que não o devia fazer ali.
Escrevi e lá deixei três folhas com os números ««««, «««« e ««««, passado mais de um mês recebi uma carta a dizer que lamentavam o sucedido, mas que a reclamação devia ser feita para o IMTT, coisa que não me foi dita quando apresentei a reclamação, mais uma vez devido à falha de informação.
Eu não tenho que saber para onde deve ir a reclamação isso são problemas internos vossos. Eu apresentei a reclamação, deviam encaminhar internamente. Para além disso, em nenhum local diz que é para o IMTT que tenho que fazer a reclamação. A única vez que aparece esta entidade é a indicar que se não pagar a multa, que o processo vai passar para esta entidade.
Estou, desta vez, a apresentar novamente esta reclamação por e-mail, pois se mandar carta para o Porto, vão me dizer que é para Lisboa. Assim pergunto: se esta reclamação por e-mail é aceite, ou se tenho que fazer de outra forma: como, para onde, e dirigida a quem.”

Consumidor devidamente identificado