[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Greve dos pilotos da TAP afecta 40 mil passageiros

Impacto da paralisação que se inicia amanhã deverá ser minimizada com o fretamento de aviões

A greve dos pilotos da TAP marcada para amanhã e depois vai afectar os planos de 40 mil passageiros. A companhia desenhou uma estratégia que visa minimizar os contratempos para os clientes que iriam utilizar as carreiras da transportadora. Fretamento de aviões e desvio de passageiros para outras operadoras são alguns dos instrumentos de resposta à paralisação.
Ao PÚBLICO, o porta-voz da transportadora aérea, António Monteiro, admitiu que a empresa estava a tentar proteger "a maior parte possível dos passageiros" e que esse esforço passava pela contratação de empresas particulares. Esta possibilidade é fortemente contestada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, que, em comunicado, acusa a TAP de estar "disposta a não cumprir a lei" ao repetir a atitude de Outubro de 2007, quando os pilotos pararam por um dia (os protestos eram, então, contra o alargamento da idade da reforma). "Nessa altura, a administração contratou serviços externos para substituir voos e pilotos, decisão essa que levou a Autoridade para as Condições de Trabalho, em Janeiro deste ano, a efectuar uma participação-crime ao Ministério Público pelos factos apurados contra a TAP", recorda o SPAC.

A TAP diz que não houve qualquer "auto de notícia" e defende-se dizendo que a posição do SPAC - que reclama aumentos salariais - não é aceitável, pois visa pressionar a empresa em função do prejuízo que ela sofre. "Quando a TAP freta aviões, não está a fugir ao prejuízo, pelo contrário, está a assumi-lo de forma evidente, procurando pelo menos manter a relação de confiança com o cliente para o futuro. Pretender que o passageiro fique sem qualquer protecção é castigar não apenas a TAP, que já teve um prejuízo, mas castigar também o próprio passageiro, que é quem sustenta a companhia, o que é incompreensível", disse ao PÚBLICO António Monteiro.
A estratégia da TAP para transportar o maior número possível de passageiros foi concebida depois de estarem concluídas as negociações para convocar os serviços mínimos fixados por lei e que, neste caso, ficaram mesmo abaixo dos 35 voos que foram decididos quando da greve dos serviços de handling .

Os serviços mínimos para esta greve foram fixados na Concertação Económica e Social, tendo sido Eduardo Catroga quem dirimiu as pretensões dos vários intervenientes.

A decisão pendeu para a obrigatoriedade de serem assegurados todos os voos dos Açores, quatro para a Madeira, um para o Luxemburgo e outro para Luanda. De fora, e praticamente a obrigar ao fretamento de aviões particulares, estão os voos de longo curso e onde a TAP praticamente não tem concorrência. como as ligações para o Brasil. É para o fretamento destes aviões que a TAP está a encarar um prejuízo de cinco milhões de euros por cada dia de greve.

Entretanto, já muitos passageiros contactaram a TAP, nos últimos dias, na tentativa de alterar os seus voos. A companhia tem-no feito e encaminhado os seus clientes para companhias aéreas concorrentes sem cobrar a taxa que costuma ser aplicada nestes casos - cerca de 50 euros por pedido.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Comissão Europeia aprovou regras para utilização de telemóveis nos aviões

Passageiros vão poder estar contactáveis durante os voos
A Comissão Europeia estabeleceu ontem regras para harmonizar os requisitos técnicos e de licenciamento para utilização de telemóveis a bordo dos aviões, sendo a ligação feita via sate1ite para assegurar a segurança dos equipamentos de voo.

Segundo urna nota de imprensa ontem divulgada, “com a harmonização dos requisitos técnicos para a implantação segura dos serviços de comunicações móveis em voo, será possível o reconhecimento em toda a EU das licenças nacionais concedidas às companhias aéreas pelos Estados-Membros em que se encontram registadas”.
Assim, um avião registado num Estado-membro poderá oferecer aos seus passageiros serviços de comunicações móveis a bordo enquanto sobrevoa um outro, sem que sejam necessários os procedimentos de licenciamento adicionais. Com estas regras, os passageiros poderão manter-se contactáveis durante os voos.
Segundo Bruxelas, alguns operadores de telecomunicações e companhias aéreas europeias estão a planear lançar este serviço já em 2008.
A comissária europeia para a Sociedade de Informação e Media, Viviane Reding, disse esperar “que os operadores sejam transparentes e inovadores nas suas ofertas tarifárias”, considerando ainda que “se a factura a pagar pelos consumidores for exorbitante, o serviço não arrancará”.
A Comissão Europeia adoptou ontem duas medidas nesta matéria: uma Recomendação da Comissão para uma abordagem harmonizada do licenciamento e uma Decisão da Comissão que estabelece parâmetros técnicos harmonizados para os equipamentos de bordo tendo em vista a utilização de telemóveis em voo em toda a União Europeia.
in “Classificados” – “Diário Aveiro”, 08.Abr.2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

A TAP MENOSPREZA OS PASSAGEIROS DOS VOOS INTERCONTINENTAIS COM CONEXÕES DOMÉSTICAS?

A cena parece repetir-se. E não se logram soluções convenháveis.
Bilhetes de passagem de diferentes origens do Brasil com destino ao Porto. Em regra, escala em Lisboa. Inevitável perante a menoridade conferida ao Porto ou em consequência das conveniências operacionais em razão do número de passageiros.
Os passageiros com destino a outros aeroportos europeus, são acolhidos ao fundo da escada, no momento do desembarque em Lisboa.
Os passageiros com destino ao Porto votados ao abandono.
Os primeiros desviados directamente para os voos que os aguardam na pista.
Os desditosos destinados ao Porto deixados à mercê das intermináveis filas para verificação de passaportes.
E, depois, sujeitos às demoras na transição para o Terminal 2 (um desconfortável armazém para os “domésticos” e equiparados) e à perda das conexões respectivas.
E as cenas repetem-se ante a passividade da TAP que nem acautela sequer os prejuízos que tais práticas acarretam aos seus passageiros, que se atêm ao seu monopólio, ainda que com pseudo-voos partilhados com a brasileira TAM.
Aconteceu, uma vez mais, no dia 9 de Junho.
Passageiros oriundos de S. Paulo e de Brasília, em voos distintos, ficaram apeados, sem qualquer apoio em terra e só embarcaram – por culpa da TAP – cerca de uma hora e três quartos depois.
O facto representa prejuízos, como se realçou, mas o cansaço, a ausência de indicações e o mais… não deixam rasto no LIVRO DE RECLAMAÇÕES nem no arbitramento das indispensáveis indemnizações.
Nem um só pedido de desculpas.
Nem um só gesto.
O absoluto desprezo pelos direitos dos passageiros a fazer escola.
Com as incomodidades de ter de se passar não sei quantas vezes pelos controlos de segurança desnecessariamente, num desafio à santidade, à paciência e ao bom-humor de passageiros exaustos.
Até quando o “monopólio de facto” para os voos de e para o Continente que é o Brasil abusará da nossa paciência?
Desde quando nos respeitará como consumidores de parte inteira, dotados de sensibilidade e de uma esfera de direitos que é atingida no mais íntimo do seu ser?
Até quando a TAP, na multitudinária expressão do tráfego, se arrisca a tratar os passageiros como seres humanos, com uma aura inatingível, por processos que envergonhariam o mais-pintado?
Os passageiros merecem mais.
Merecem, aos menos, que a TAP se organize. E trate os “domésticos”, que nem por isso se acham “domesticados”, como cidadãos no pleno gozo dos seus direitos.
Se a TAP se quer vangloriar dos seus sucessos como resistente aos desvarios de um mercado em plena mutação, que os não consiga à custa dos padecimentos, do descaso a que vota os “domésticos” e dos prejuízos que lhes causa.
Se é preciso acompanhar directamente dos voos os passageiros para os aparelhos que permanecem no solo, que o faça.
Se é preciso assegurar prioridade na passagem pelos balcões do SEF, que o garanta.
Para que uns não sejam filhos e outros enteados.
Os consumidores merecem respeito.
Respeito e Dignidade - O lema, afinal, do Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, de que vínhamos, e não encontrámos à chegada a solo pátrio!
Mário FROTA