O marketing viral já contagiou o mundo da publicidade e cada vez mais as marcas optam por esta estratégia. À semelhança de uma epidemia, o marketing na Internet tem crescido ao ponto de se denominar "viral". A Leo Burnett Lisboa, vencedora de 13 Leões em Cannes, em parceria com a ARC WW criaram o ‘Plug-In', uma aplicação para páginas de Internet, que substituía a palavra "crise" por "oportunidade". Em apenas cinco dias, o ‘site' teve mais de 200 mil visitas de 100 países diferentes, que decidiram erradicar a crise do seu vocabulário.
Caracteriza-se pela comunicação “Word of Mouth”, isto é, “boca-a-boca”. Os vídeos são disponibilizados e divulgados na Internet, através de páginas, blogues, redes sociais, e a partir daí, é provável que se perca o controlo da campanha. Mas onde reside o perigo, vive também a essência desta nova forma de comunicar.
Para André Rabanea, da agência Torke, organizadora dos Croquette Awards, não existe qualquer desvantagem neste tipo de marketing. “Já as vantagens são a criatividade, os baixos custos e a força geradora de “boca-a-boca” gratuito, afirmou.
Segundo Chacho Puebla, director criativo da Leo Nurnett Lisboa, a existência de desvantagens é também questionável.
“A considerar isso uma desvantagem, é que o cliente deixa de ter o controlo. No momento em que se torna viral, a campanha ganha vida própria e nem todos os clientes percebem que isso é um doas factores que torna o viral interessante”.
A Visibel Measures, agência que organiza o “ranking” das campanhas de marketing mais assistidas na Internet, tem esta semana a campanha da água Evian, em primeiro lugar com mais de 13 milhões de “views”, e a comunicação da AirNew Zealand, com a campanha “nada a esconder” com dois milhões. Segundo Matt Cutler, vice-presidente da Visibel Measures, existe uma série de medidas que são fundamentais para que uma campanha viral seja bem sucedida. As campanhas de marketing viral têm uma função institucional, servindo para manter uma marca presente no imaginário do público e não para vender algo directamente. Têm um retorno duradouro, e o objectivo é intrigar e divertir. Para além disso, Cutler acrescenta, “o que determina o sucesso ou o fracasso de uma campanha de marketing viral são os números da audiência que atinge na primeira semana. Vídeos bem sucedidos passam um milhão de “views”, os demais ficam pelo caminho.
Segundo André Rbanea, “por razões de custos e resultados, na maioria das vezes o que vale é a ideia e o jeito de espalhar a mensagem, mais do que qualquer investimento em produção”.
Rebeca Venâncio
“Diário Económico”, 24.Jul.09




