[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mobilidade: Almada troca viagens em transportes por lixo

in “Público” - 21.09.2009
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A iniciativa “viagens a troco de lixo”, que decorre até terça-feira em Almada, pretende dar milhares de viagens em transportes públicos em troca de materiais recicláveis para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade.

Catarina Freitas, administradora delegada da Agência Municipal de Energia (Ageneal), explicou à Lusa que a actividade “pretende aliar a promoção da reciclagem de resíduos valorizáveis – as latas, o papel, as embalagens, o vidro – à promoção da utilização dos transportes colectivos”.
As pessoas trocam materiais recicláveis por viagens num dos quatro transportes públicos a operar no concelho: autocarro, metro, barco ou comboio. “Este ano oferecemos ainda um guia dos transportes públicos do concelho, com carreiras, horários e tarifários”.
A troca faz-se com base numatabela de ecotrocas, onde está estabelecido a quantas viagens corresponde cada quantidade de lixo”. Assim, por exemplo, “a dez embalagens de metal (latas, embalagens de aerossóis, tabuleiros de alumínio e outras embalagens de metal) equivalem a um título de transporte”, acrescenta a técnica.
João Martins, de 43 anos, veio trocar “cinco quilos de jornais por duas viagens”: “um bilhete para o metro, outro para o barco. É uma ida a Lisboa”, diz.
Utilizador de transportes públicos, considera esta iniciativa “importante” porque “promove hábitos de reciclagem”, tanto mais importantes quanto crescente “o problema do aquecimento global”: “Cada pequena coisa que pudermos reciclar já não é pouco”, afirmou.

Isabel Nobre, de 46 anos, entregou “garrafões de lixívia, garrafões de água, garrafas pequenas de água e papelão”. Leva quatro viagens de autocarro, que vão dar-lhe “bastante jeito”.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O fim dos sacos de plástico não é para já

Portugal foi pioneiro na ideia dos sacos reutilizáveis. Os clientes já começam a aceitar a proposta

Reduzir, reutilizar e reciclar. Os três "R" - quase por obrigação - já fazem parte do vocabulário das grandes superfícies. Em vez dos tradicionais sacos de plástico, gratuitos e de utilização única, à disposição em cada caixa de pagamento, já é possível abdicar da tradição (pouco amiga do ambiente) em prol dos sacos reutilizáveis, laváveis e muito mais resistentes do que os habituais.

Esta semana, em Espanha, o Carrefour decidiu acabar com os sacos de plástico e lançou os reutilizáveis - semelhantes aos do Pingo Doce. Por cá, tudo começou muito mais cedo, mas a ideia continua em fase embrionária. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), criou, em 1998, o saco verde. Acessível em qualquer um dos 730 espaços associados da APED, custa dez cêntimos e pode ser trocado, gratuitamente, quando estiver danificado.

Apesar de Portugal ter sido pioneiro na criação de sacos amigos do ambiente, esta é uma das situações em que se aplica perfeitamente o ditado "em casa de ferreiro, espeto de pau". Em cada ida ao supermercado, confrontamo-nos com uma de três situações: há n sacos de plástico gratuitos à mão de semear; o supermercado cobra dois cêntimos por saco, como forma de desincentivar a sua utilização; ou o cliente opta pelo saco reutilizável, que obriga a um pagamento único, definido por cada superfície comercial.

Diferente é a estratégia do Jumbo, do grupo Auchan. Se pagar numa caixa normal, leva de graça os sacos que quiser, mas se a sua consciência ambientalista é forte, pode optar por pagar numa caixa-eco, onde lhe são cobrados os sacos que levar para casa. "Há muita gente a sair com as compras em braços", garante fonte do grupo Auchan, ao i.

Já no Pingo Doce, para além do Saco Verde, no final de 2008, foi oferecido aos clientes um saco reutilizável com o nome da marca. "O negócio da distribuição vive da concorrência. Cada marca pode criar o seu próprio saco verde", disse ao i fonte da APED. A Jerónimo Martins garante que "a iniciativa reduziu 60% do consumo de sacos de plástico, diminuindo em mais de 400 toneladas os resíduos plásticos". Os restantes operadores não compraram a ideia de marketing e preferem manter os sacos verdes da APED.
In Jornal - por Nelma Viana, 10 de Setembro de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais de 80 milhões de pilhas e baterias recolhidas para reciclagem

inDiário de Aveiro” - 16.7.2009

O volume foi conseguido pela Ecopilhas ao longo dos seus cinco anos de actividade. Só em 2008 a Sociedade Gestora de Resíduos de Pilhas e Acumuladores reuniu mais de 19 milhões de unidades.
Em média foram recolhidos anualmente 16 milhões de unidades e encaminhadas devidamente para reciclagem.
Actualmente, a Ecopilhas é responsável pela gestão dos resíduos de pilhas e baterias usadas de cerca de 380 empresas e conta com 1.800 Ecoparceiros, que contribuem de forma activa para a recolha de pilhas e baterias usadas ao disponibilizarem Pilhões nas suas instalações.
Ao longo dos cinco anos de actividade, esta entidade gestora distribuiu dois milhões de mini Pilhões e disponibilizou mais de 90 mil Pilhões com capacidade para recolher 1.000 unidades cada um.
Campanhas e acções de sensibilização junto de câmaras municipais, entidades públicas e privadas têm feito parte da aposta da Ecopilhas com vista a contribuir para uma maior adesão dos portugueses à reciclagem deste tipo de materiais usados.
Recordamos, por exemplo, o Mega Pilhão, o maior Pilhão do Mundo, que esteve em Lisboa e na Praça da Figueira no ano passado, numa parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Lisboa e o Instituto Português do Sangue.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Projecto do LNEC apresentado na Eslovénia

Portugal é um dos primeiros países europeus a usar restos de pneus
no fabrico de asfalto


Um projecto do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para reutilizar pneus velhos no fabrico de asfalto está a ser apresentado esta semana na Eslovénia como um exemplo a seguir por outros países europeus.
O projecto foi um dos escolhidos pela segunda Conferência Europeia em Investigação nos Transportes rodoviários (European Road Transport Research – Arena TRA2008) e coube a Maria de Lurdes Antunes, investigadora do LNEC, o papel de representar o país naquele que é o principal f6rum europeu que junta políticos, empresários e estudiosos em questões relacionadas com o ambiente e transporte.
Segundo esta investigadora, Portugal é «Um dos primeiros países europeus» a utilizar restos de pneus velhos no fabrico de asfalto, juntamente com betume e outros inertes.
«Usamos borracha de pneus utilizados no agregado final», procurando encontrar uma «forma original de reutilizar» estes resíduos, mas acaba por ser uma «solução técnica final mais vantajosa». O asfalto com borracha de pneus é mais durável mais resistente e provoca menos ruído, explicou Maria de Lurdes Antunes.
Em 1999, na zona de Santo Tirso, foi instalado o primeiro piso deste tipo num projecto considerado pioneiro a nível europeu, recordou a investigador do LNEC, instituição que tem tutelado a aplicação desta tecnologia.
Agora, quase uma década depois. Portugal «tem muitos dados» sobre a durabilidade e resistência deste tipo asfalto que, apesar de mais caro, permite estradas mais amigas do ambiente.
E foi a implementação desta tecnologia que levou Portugal ao papel de parceiro num novo projecto comunitário, denominado DirectMat, que visa elaborar uma espécie de «guia de boas práticas» para os construtores civis na reparação de estradas.
A utilização de resíduos e inertes nas estradas, como asfalto já danificado, e a diminuição dos custos ambientais são os objectivos principais deste projecto, que irá incluir uma «base de dados com todos os desenvolvimentos» técnicos que permitam minimizar os danos das intervenções.
«Nem sempre as novas tecnologias são do conhecimento dos construtores» pelo que uma equipa de investigadores europeus estão a compilar essa base de dados, cabendo ao LNEC incluir os dados relativos às misturas betuminosas, acrescentou.
Além do LNEC, na Eslovénia estão expostos outros trabalhos de investigadores portugueses, como é o caso de uma equipa da Universidade de Coimbra, que inclui Álvaro Seco, Ana Silva e Carla Galvão.
Este projecto conta com modelos de gestão da velocidade máxima das estradas de acordo com o ambiente envolvente, quer de acordo com as características do piso e do território mas também em relação n questões como os fluxos humanos.
in “Classificados”, “Diário de Aveiro”, sexta feira - 25 de Abril