Felicidade e satisfação com a vida não são características dos portugueses. O nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país são factores que levam os portugueses a serem dos menos felizes da Europa. Portugal é o país europeu onde se sai mais tarde de casa dos pais
O 3.º Inquérito Social Europeu conclui que o nível de bem-estar dos portugueses é um dos mais baixos no conjunto de 23 países europeus analisados, escreve o Público. No que toca à felicidade e satisfação com a vida, só estamos à frente da Hungria, Rússia, Ucrânia e Bulgária.
Além do nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país, o indicador subjectivo do bem-estar serve aqui para avaliar a qualidade de vida. Nas mais de duas mil entrevistas os inquiridos tiveram que avaliar o seu bem-estar a três níveis: subjectivo (felicidade e satisfação com a vida), psicológico (realização pessoal e controlo da vida) e social (sentimento de integração e ligação).
Nas três dimensões, Portugal está sempre nos níveis mais baixos: em 19.º lugar no subjectivo, 16.º no psicológico e 15.º no social. Os países à frente nestes indicadores são invariavelmente do Norte e Centro da Europa, alternando a Dinamarca com a Suíça, a Suécia e a Finlândia.
“O bem-estar é a questão que mais me preocupa”, diz Jorge Vala, o coordenador do projecto nacional, que diz não ser possível fazer gestão política apenas centrada nos aspectos económicos. “O nível de realização das pessoas e a participação em decisões são dimensões do bem-estar”.
Neste percurso, Portugal afasta-se da média europeia. Questionados sobre a idade ideal para sair de casa dos pais, 20 por cento dos europeus dizem que não é possível definir uma idade; em Portugal, este valor sobe para os 40 por cento.
Para a média dos europeus, é tolerável viver em casa dos pais até aos 28 anos; em Portugal, a fasquia sobe para os 31 anos. Ambos são indicadores que revelam “uma tolerância em relação ao retardamento da saída de casa dos pais. Há uma sobrevalorização da família como valor e de dependência em relação à família”, nota Jorge Vala. O investigador considera que as percepções sociais adaptaram-se “aos condicionamentos da vida”.
Além do nível de desemprego, o acesso à saúde e à educação e a riqueza do país, o indicador subjectivo do bem-estar serve aqui para avaliar a qualidade de vida. Nas mais de duas mil entrevistas os inquiridos tiveram que avaliar o seu bem-estar a três níveis: subjectivo (felicidade e satisfação com a vida), psicológico (realização pessoal e controlo da vida) e social (sentimento de integração e ligação).
Nas três dimensões, Portugal está sempre nos níveis mais baixos: em 19.º lugar no subjectivo, 16.º no psicológico e 15.º no social. Os países à frente nestes indicadores são invariavelmente do Norte e Centro da Europa, alternando a Dinamarca com a Suíça, a Suécia e a Finlândia.
“O bem-estar é a questão que mais me preocupa”, diz Jorge Vala, o coordenador do projecto nacional, que diz não ser possível fazer gestão política apenas centrada nos aspectos económicos. “O nível de realização das pessoas e a participação em decisões são dimensões do bem-estar”.
Neste percurso, Portugal afasta-se da média europeia. Questionados sobre a idade ideal para sair de casa dos pais, 20 por cento dos europeus dizem que não é possível definir uma idade; em Portugal, este valor sobe para os 40 por cento.
Para a média dos europeus, é tolerável viver em casa dos pais até aos 28 anos; em Portugal, a fasquia sobe para os 31 anos. Ambos são indicadores que revelam “uma tolerância em relação ao retardamento da saída de casa dos pais. Há uma sobrevalorização da família como valor e de dependência em relação à família”, nota Jorge Vala. O investigador considera que as percepções sociais adaptaram-se “aos condicionamentos da vida”.

Os europeus também foram inquiridos sobre os tempos de vida, ou seja, sobre os eventos que marcam pontos de viragem. Na Europa, há padrões semelhantes: a maioria pensa que a primeira relação sexual deverá ocorrer entre os 16 e 18 anos, a saída da escola entre os 20 e 26 anos, a idade ideal para casar anda nos 25 anos, para ter o primeiro filho aos 28, a idade máxima para ter um filho é aos 44 anos e a idade ideal para reforma os 60 anos.
Por: Jorge Frota
