[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crianças ao sol, Protecção máxima

inSapo Família” - 21.Ago.09
Texto: Palmira Simões

Em idades precoces, a pele é extremamente sensível e vulnerável. E dado que tem memória, todos os raios recebidos durante a infância são “armazenados”, podendo aumentar o risco de cancro cutâneo na idade adulta

Bebés com menos de seis meses não devem expor-se directamente ao sol e, pelo menos até aos três anos, o aconselhável é que as crianças usem sempre uma t-shirt (mesmo dentro de água) e chapéu. Mas seja qual for a idade dos petizes, convém não fazer sessões “balneares” muito prolongadas e SEMPRE a horas em que o astro-rei é menos prejudicial, ou seja, há que evitar os banhos de sol entre as 11 e as 17 horas e não esquecer os companheiros inseparáveis destas lidas: protector solar, chapéu de abas largas, t-shirt de tons claros, óculos escuros (que protejam dos raios UV), locais com sombra e muita água para beber (para evitar a desidratação).
As crianças adoram passar o dia a chapinhar na água, mas mesmo dentro do meio aquático, bem como debaixo de um chapéu ou num dia enevoado podem apanhar um escaldão, pois a água, a areia e as nuvens reflectem os raios de uma maneira que potencia os efeitos do sol (funcionam como uma espécie de lente de aumentar).

No que diz respeito ao protector, é conveniente que tenha um elevado índice de protecção – se necessário recorrer mesmo ao ecrã total – e resistente à água. O porquê de tantos cuidados? Convém lembrar que o sol é fonte de vida mas também de doenças como o cancro cutâneo e outros transtornos. Para além disso, a pele tem memória e todos os raios recebidos durante a infância são “armazenados” para o resto da vida, o que pode aumentar o risco de doença maligna na idade adulta.

Na verdade, todos nós nascemos com um “capital solar” que varia em função da cor da pele: para as morenas é de cerca de 15 mil horas, já nas claras não vai além das cinco mil. Isto quer dizer que à medida que nos vamos expondo ao sol este “capital solar” - que não é mais do que o nosso mecanismo de defesa contra os danos causados pelos raios ultravioletas e infravermelhos – vai-se esgotando ao longo da vida, mais ou menos rapidamente consoante o número de exposições.

Razão mais do que suficiente porque a protecção deve começar o mais precocemente possível, tendo ainda em conta que a pele das crianças é especialmente sensível às mais variadas agressões. E agora que a época balnear está a começar em força, inclusive com as idas à praia por parte das escolas, pais e educadores devem prestar a máxima atenção a esta questão: crianças ao sol, protecção máxima!

A ter ainda em atenção
Bebés com menos de um ano ficam rapidamente frios dentro de água, como tal, limite os seus banhos a um máximo de 10 minutos. Se a temperatura ambiente for apenas amena, o melhor é nem sequer banhá-los. Já as crianças mais crescidas gostam de se atirar para dentro de água de repente, sem pensarem obviamente nos perigos que isso pode acarretar se estiverem com a temperatura corporal muito elevada devido à exposição solar ou ao exercício físico (brincadeiras, correrias, etc.) e após as refeições. Há que explicar-lhes calmamente e com palavras que elas entendam a razão por que não devem fazê-lo se ocorrer qualquer destas situações enumeradas.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cálcio dos gelados é igual ao do leite

O cálcio dos gelados é absorvido como o do leite, podendo contribuir para a dose diária recomendada daquele mineral. Esta é a conclusão de um novo estudo publicado na revista Eat Right da American Dietetic Association em Maio deste ano.

O estudo, que comparou a absorção do cálcio do leite com o de gelados, garante que o mineral, conhecido por contribuir para a saúde dos ossos, é usado pelo organismo de igual forma após o consumo daqueles alimentos.
A investigação avaliou 16 voluntários – com idades entre os 25 e os 45 anos – que consumiam, em momentos diferentes do dia, 200 ml leite (isto é, aproximadamente um copo) com baixo teor de gordura e 60 g (mais ou menos uma bola) de dois gelados diferentes com cálcio. Simultaneamente os participantes seguiam a sua alimentação habitual. Após a ingestão de cada alimento, os níveis de absorção de cálcio foram medidos, não se verificando diferenças significativas entre as três fontes do mineral.
Os autores do estudo sublinham que os gelados utilizados na pesquisa tinham um “perfil nutricional responsável”. Na verdade, os alimentos continham 220 mg de cálcio, sendo que um dos gelados aportava 3% de gordura láctea e 91 kcal. e o outro gelado apresentava 9% de óleo vegetal e 115 kcal – mais ou menos o mesmo valor calórico que um gelado de leite tipo snack ou uma bola de gelado de leite disponíveis no mercado.
Sabe-se que nos países industrializados as principais fontes de cálcio são o leite e outros produtos lácteos, que representam no total entre 50 a 80% da dose diária recomendada do mineral. Porém, nos últimos anos tem-se verificado que o leite está a ser substituído por outro tipo de bebidas, nomeadamente refrigerantes, o que pode baixar a percentagem consumida por dia deste mineral.
Neste contexto, os investigadores garantem que o gelado pode ser uma alternativa para ingerir cálcio, já que é um alimento apelativo. Mas deve ser enquadrado numa alimentação equilibrada que inclua outras fontes do mineral, como é o caso, além do leite e seus derivados, dos legumes verdes (espinafres, brócolos, etc.), cereais, frutos secos e peixes.
29/7/2009 – In Diário de Aveiro


quarta-feira, 29 de julho de 2009

INEM - CENTRO DE INFORMAÇÃO ANTIVENENOS

Medicamentos na origem da maioria das intoxicações
O CIAV recebeu no ano passado mais de 30 mil chamadas sobre possíveis intoxicações. Os medicamentos são os principais culpados: as crianças não resistem a prová-los, milhares de mulheres consomem doses excessivas propositadamente e os idosos enganam-se nos tratamentos.

“No ano passado recebemos entre 30 e 32 mil chamadas", diz a coordenadora do Centro de Informação Antivenenos (CIAV), Fátima Rato, justificando a inexactidão dos números com um problema informático que fez desaparecer os dados de 2008.
A responsável admite um aumento residual do número de chamadas, que em 2007 se situou nas 30 mil, mas garante que isso "não significa um acréscimo de intoxicações e que pode ter apenas a ver com uma maior divulgação do serviço".
A partir das 18H00, os telefones do CIAV, instalado na sede do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em Lisboa, começam a tocar com mais insistência. Em 20 por cento dos casos trata-se apenas de pedidos de informação ou colaboração na área de toxicologia. Todos os outros telefonemas relatam situações de exposição a uma substância. "Quando as pessoas regressam do trabalho e as crianças deixam a escola e chegam a casa começa o pico das chamadas", explica a médica do INEM. Até às onze da noite, o trabalho não pára: quase metade diz respeito a acidentes com crianças.
Em 2007, os técnicos do CIAV atenderam 10.673 crianças até aos 15 anos. "Os miúdos entre um e quatro anos representam 65 a 70 por cento dos casos relatados com crianças", sublinha.
Voluntárias ou por erros
Mas, ao contrário do que acontece com a maioria das crianças, em que a exposição aos produtos é acidental, "mais de 40 por cento das consultas com adultos são devido a intoxicações voluntárias, fundamentalmente por ingestão de medicamentos".
Em 2007, o centro recebeu 4.883 telefonemas relatando intoxicações voluntárias. Fátima Rato explica que a maioria diz respeito a mulheres entre os 20 e os 50 anos. "Muitas vezes são encontradas por familiares ou amigos que ligam para o CIAV".
"As intoxicações dos adultos são potencialmente mais graves. Muitas acontecem por vontade própria, por isso, o contacto com o CIAV é feito mais tardiamente. Isso reflecte-se também na gravidade da situação".
Em 2007 registaram-se 521 situações graves com adultos e 83 com crianças. Mas a maioria dos telefonemas – cerca de 13 mil – revelou ser pouco grave.
Fátima Rato explica que no caso dos idosos, a maioria das situações diz respeito a erros terapêuticos: os mais velhos têm mais propensão a enganar-se na dose ou na hora de toma dos medicamentos e os acidentes com crianças também não costumam representar muita gravidade, em parte porque "o contacto com o centro é geralmente feito muito precocemente".
A ligação do CIAV ao INEM permite um fácil acesso através do 112, que é automaticamente accionado em caso de necessidade. "Existem medidas simples que se podem adoptar em casa e são suficientes", garante a coordenadora, lembrando que ligar para o 808 250 143 é sinónimo de "retirar muitas pessoas dos serviços de urgências e das consultas dos centros de saúde, que estão sempre tão congestionadas".
Casos aumentam no Verão
Os casos de eventuais intoxicações relatados ao Centro de Informações Antivenenos (CIAV) aumentam no Verão e entre os grupos de maior risco estão as crianças. A coordenadora do centro lembra que os mais pequenos "levam tudo à boca": calmantes, pílulas contraceptivas, detergentes e até ambientadores para a casa.
O mapa das chamadas recebidas pelo CIAV ao longo do ano não deixa margem para dúvidas: há um pico de atendimentos durante os meses de Junho, Julho e Agosto. "As pessoas vão de férias, o que normalmente significa uma mudança do sítio onde (os produtos perigosos) estão guardados. As pessoas estão mais relaxadas e as crianças têm mais fácil acesso. Por outro lado, também é nesta altura que normalmente se aplicam os pesticidas", lembra a coordenadora do CIAV, Fátima Rato.
No ano passado, o CIAV recebeu entre 30 e 32 mil chamadas e quase metade dizia respeito a situações ocorridas com crianças até aos 15 anos. Mas, entre os mais novos, existe um grupo que se destaca: "65 a 70 por cento dos casos relatados referem-se a miúdos entre um e quatro anos", sublinha Fátima Rato.
NÚMEROS
Os medicamentos são os "vilões": mais de seis mil ocorrências num universo de 10.673 casos registados em 2007. O consumo de paracetamol levou à realização de mais de meio milhar de chamadas para o CIAV, logo seguido do consumo das benzodiazepinas (fármacos normalmente prescritos para a ansiedade, depressão ou insónias).
Outro dos medicamentos "preferidos" dos mais pequenos é a pílula contraceptiva, que aparece em sexto lugar. Em 2007, pelo menos 272 crianças tomaram pílulas contraceptivas em doses que levaram os familiares a contactar o CIAV.
21/7/2009 – In “Diário As Beiras”

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Magalhães pode fazer rastreio visual das crianças

in "Público" - 22.06.2009
por: Margarida Gomes

A existência, no básico e secundário, de uma plataforma computacional homogénea pode ajudar a combater um problema grave
O que é que o computador Magalhães pode fazer pelas crianças com doenças invisíveis como a ambliopia (síndrome do olho preguiçoso), por exemplo? Mais do que imagina. Um grupo de engenheiros biomédicos e médicos oftalmologistas ligados à empresa tecnológica Blueworks, especializada na área da oftalmologia, está a desenvolver um software didáctico para ser aplicado ao Magalhães, permitindo o rastreio visual a todas as crianças em idade escolar
.
O pai da ideia é o médico de Coimbra António Travassos, que preside à Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e foi desenvolvida na empresa, da qual é um dos fundadores. A investigação partiu da cruel realidade dos números. "Todos os anos cerca de cinco mil crianças perdem entre 10 e 70 por cento da sua visão", um problema, dizem os especialistas, que "está a ser descurado em detrimento de outros, como a cirurgia das cataratas".
Atento à realidade de que as doenças como a ambliopia, que podem não ter sintomas, mas que têm de ser tratadas com urgência, porque depois são irreversíveis, e tendo em conta que todas as crianças do ensino básico e secundário têm uma plataforma computacional homogénea disponível, os investigadores lançaram-se na criação de um software que funciona essencialmente como um jogo onde vão aparecendo figuras com combinações diferentes.
A filosofia, segundo explicou ao PÚBLICO um dos engenheiros biomédicos que está a desenvolver o projecto, Paulo Barbeiro, consiste na existência de um jogo que, quando a dimensão do objecto vai mudando, permite fazer a avaliação da acuidade visual das crianças. Este processo é feito primeiro num olho e repetido depois no outro.
O presidente da SPO considera que "o facto de termos em todas as escolas um computador com características de ecrã uniformes é uma oportunidade de ouro para lançar uma campanha de rastreio visual de muito baixo custo, mas cujo impacto na saúde infantil é muito elevado".
Informação fidedigna
Entusiasmado com o desafio, Paulo Barbeiro realça a vantagem de haver um equipamento standard. "Todos os estímulos têm de estar calibrados para a dimensão e para o brilho dos vários monitores e o facto de o Magalhães ter o mesmo hardware para todas as crianças permite-nos criar um software em que nós recebemos a informação fidedigna", faz notar. A informação é depois "enviada de uma forma encriptada para o sistema central onde depois é analisada". Paulo Barbeiro revela que o projecto está "numa fase adiantada de desenvolvimento", mas não está ainda concluído. "Mas, se tivéssemos hoje o ok do Ministério da Saúde para avançar, em dois ou três meses conseguíamos ter tudo distribuído em todos os computadores", assegura.
Michael Bach, professor universitário, que preside à Sociedade Internacional de Elecrofisiologia da Visão, e que é considerado com um dos grandes especialistas nesta área específica de testes electrónicos, está a colaborar no âmbito académico deste projecto inovador. E o que faz dele um projecto sigular não é o facto de os dispositivos que avaliam a acuidade visual serem electrónicos, "mas sim a utilização de uma plataforma computacional homogénea distribuída a todos os alunos, aplicando-a uma iniciativa concertada de saúde pública", revela o engenheiro biomédico.
Projecto pronto
Já o presidente da SPO prefere realçar o facto de este projecto possibilitar (através do Magalhães) uma distribuição online da ferramenta, possibilitando a existência de acções concertadas de rastreio de saúde visual a toda a população escolar, "com vantagens óbvias na detecção precoce de algumas patologias que quando tratadas adequada e atempadamente permitem que haja uma recuperação da função visual".
A equipa que está a operacionalizar o programa já teve contactos com os responsáveis pelo Plano Tecnológico da Educação (composto por três eixos de actuação: tecnologia, conteúdos e formação), mas as negociações encontram-se, aparentemente, num impasse, o que, de alguma maneira, pode comprometer o arranque do projecto no início do próximo ano lectivo.
O projecto foi apresentado como uma solução economicamente "muito eficaz" para o controlo da saúde ocular das crianças portuguesas. "O computador Magalhães é um veículo de excepcional qualidade, representando uma oportunidade de ouro para lançar uma campanha de rastreio visual", defende o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia. António Travassos salienta que o projecto vai ao encontro das orientações estratégicas 2004-2010 do Plano Nacional de Saúde.
O relatório do Ministério da Saúde (MS) a que alude refere que "a prevenção primária e a redução de risco, o rastreio e a detecção precoce, anteriores à manifestação dos primeiros sintomas (...), constituem as medidas eficazes e determinantes na redução das taxas de incidência e morbilidade das doenças da visão". Os números revelados pelo MS indicam, entre outros dados, que "cerca de um terço de todas as novas cegueiras poderiam ser evitadas, se as pessoas tivessem acesso atempado à tecnologia oftalmológica existente no país" e que "20 por cento das crianças e metade da população adulta portuguesa sofrem de erros de refracção; mais de 5.000.000 de pessoas usam óculos ou beneficiariam com o seu uso". Convicto de que o Governo não deixará escapar esta oportunidade de efectuar um "rastreio visual exaustivo, único na Europa, por um custo que é uma fracção de uma campanha tradicional de rastreio", o médico oftalmologista revela que a Blueworks já foi contactada por outras entidades que se mostraram interessadas no projecto.
Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vicks VapoRub pode causar problemas em crianças com menos de 2 anos






14 de Janeiro de 2009

O Vicks VapoRub, um descongestionador nasal utilizado para as constipações, pode provocar dificuldades respiratórias em crianças com menos de 2 anos, quando aplicado de forma inadequada directamente debaixo do nariz.
Os investigadores norte-americanos referiam que utilizar o produto desta forma pode fazer com que as vias aéreas estreitas das crianças pequenas dilatem e se encham de muco, despoletando graves problemas respiratórios.
O Dr. Bruce Rubin, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que o único problema observado foi em crianças pequenas, quando o produto foi aplicado debaixo do nariz.
O Dr. Rubin acrescentou que os ingredientes do Vicks VapoRub podem ser irritantes, fazendo com que o organismo produza mais muco para proteger as vias aéreas. Uma vez que as crianças mais pequenas têm vias aéreas muito mais estreitas do que as de um adulto, qualquer aumento de muco ou dilatação tem mais efeitos graves.
O estudo, publicado na revista científica “Chest, refere que o fabricante do produto é muito claro referindo que este nunca deve ser administrado debaixo do nariz ou directamente no nariz em ninguém, e que não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos.
Embora os investigadores apenas tenham testado o Vicks VapoRub, o Dr. Rubin referiu que produtos semelhantes, incluindo versões genéricas, podem provocar os mesmos efeitos negativos nos bebés e crianças pequenas.
Os investigadores começaram a analisar a utilização do medicamento, após terem tratado uma menina de 18 meses que desenvolveu problemas respiratórios, após o bálsamo ter sido aplicado debaixo do seu nariz.
Os investigadores estudaram furões, que têm vias aéreas semelhantes às dos humanos, com uma infecção respiratória, tendo o produto aumentado a secreção de muco e diminuído a capacidade dos animais limparem o muco.
O porta-voz da Procter & Gamble, David Bernens, afirmou que estas descobertas são uma surpresa, visto que o Vicks VapoRub tem-se demonstrado seguro e efectivo em diversos ensaios clínicos, estando no mercado há mais de 100 anos. Bernens referiu ainda que a rotulagem do produto refere que este não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos, sem o conselho do médico, nem ser aplicado debaixo do nariz.
O Dr. Rubin afirmou que recomenda que o Vicks VapoRub nunca seja aplicado dentro ou debaixo do nariz de qualquer pessoa, adulto ou criança, acrescentado que nunca o utilizaria numa criança com menos de 2 anos.
O Dr. James Mathers, presidente do Colégio norte-americano de Pneumologistas (American College of Chest Physicians), referiu que os pais devem consultar o médico antes de administrar medicamentos de venda livre às crianças pequenas, especialmente fármacos para a tosse e constipações, que podem ser prejudiciais.

Isabel Marques

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SAÚDE PÚBLICA - Crianças brasileiras passam a sofrer mais com obesidade do que com desnutrição

Brasília - Uma alimentação pobre em nutrientes e rica em carboidratos e gordura. Essa foi a fórmula para que o Brasil passasse, em poucos anos, de um país de crianças desnutridas para um país de crianças obesas e sedentárias. Essa é a conclusão dos levantamentos regionais sobre os fatores de risco que levam, cada vez mais cedo, os brasileiros a desenvolver doenças coronarianas.
Entre os fatores de risco estão a obesidade, o sedentarismo, a pressão alta, a alteração das taxas de colesterol e triglicérides. "Isso vem dos fast foods, da vida na frente da televisão ou do computador, ou seja, da não orientação adequada das crianças", destacou a presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica e diretora do Departamento de Cardiologia Pediátrica do Hospital do Coração de São Paulo, Ieda Jatene, que defende o mapeamento mais detalhado dos fatores de risco no Brasil.
"O tabagismo vem sendo observado cada vez mais precocemente e é um fator de risco importante. Existe um levantamento que aponta que 15% dos adolescentes fumam. Isso vem provocando um aumento de doenças coronarianas", completou.
Os levantamentos atuais sobre os fatores de risco em criança foram feitos em seis pontos isolados: Salvador, Santos, Rio de Janeiro Florianópolis, Bento Gonçalves (RS) e Porto Alegre. A pesquisa apontou que de 20% a 40% das crianças desses municípios apresentam sobrepeso e 10% são consideradas obesas.
De acordo com padrões internacionais, a criança ou adolescente com sobrepeso apresenta um peso 75% maior do que o padrão esperado para a idade. Já uma criança obesa apresenta um peso 90% acima do esperado. Em 1974, 4,4% dos jovens do sexo masculino tinham sobrepeso, 8% no sexo feminino. Em 1989, já eram 10% de homens com sobrepeso e 16% de mulheres, um aumento de mais de 100%. Já em 2002, as estatísticas apontam para 21,5% dos homens e 18% das mulheres com excesso de peso ou obesidade.
Embora os dados apresentem uma idéia do problema, os cardiologistas se ressentem de informações mais precisas, que levem em conta as características regionais do país. A proposta será apresentada no 20º Congresso Brasileiro de Cardiologia Pediátrica, aberto ontem (26) em Florianópolis (SC).
De acordo com Ieda Jatene, os dados utilizados no país sobre fatores de risco para doenças coronarianas não dizem respeito à realidade brasileira. "Até o momento, nós usamos os dados da Europa e dos Estados Unidos. O que nós queremos é criar um programa para mapear os diferentes estados do Brasil com dados sobre as doenças advindas desses fatores de risco", destacou.
"Ainda não temos os dados do que mais interfere na alimentação das diversas regiões e que chega a levar a riscos de doenças coronarianas. A idéia é saber como é que está e fazer um programa que possa ter abrangência nacional, mas respeitando cada região e as dificuldades socioeconômicas que o nosso país tem. No entanto, temos que fazer da forma mais uniforme possível a disseminação das informações e do conhecimento da prevenção desses aspectos", explicou Ieda Jatene.
Para o mapeamento, os cardiologistas pretendem envolver profissionais de várias áreas. "Será uma ação interdisciplinar a partir dos consultórios de cardiologia. A idéia é envolver os professores, de Educação Física por exemplo, os profissionais que trabalham nos postos de saúde, para que nos ajudem a identificar os problemas e que sejam portadores da forma de combatê-lo", explicou Ieda.
Para a especialista Isabela Giuliano, do Departamento de Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o novo estilo de vida das crianças brasileiras vem se refletindo no fato de que, cada vez mais cedo, pessoas apresentem doenças ligadas ao mau funcionamento das artérias. Ela informou que os sintomas têm aparecido por volta dos 35 a 40 anos.
"É muito raro uma criança com doenças coronarianas ou que ela evolua com eventos coronarianos, como um infarto agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral. Isso é muito raro. Essa doença é de evolução longa e, portanto, os sintomas são percebidos mais tarde. O que preocupa é que cada vez mais cedo têm surgido obstruções precoces. Há casos entre 35 e 40 anos", disse Isabela Giuliano.
Mesmo que não ocorra o sintoma da doença na infância, há casos que os médicos já conseguem identificar um espessamento da artéria, principal característica da doença. "Essas crianças que têm sobrepeso, que têm colesterol alto, que têm hipertensão arterial, que fumam, já apresentam o espessamento da parede da artéria. Elas não têm sintoma, mas já apresentam espessamento da artéria, o que é preocupante", acrescentou a médica.

Colaboração de: Catherine Jereissati

Por: Jorge Frota

Lei proíbe fumar em locais destinados às crianças

Fonte: Gazeta do Povo - Colaboração: Catherine Jereissati

Uma lei que proíbe fumar no interior de veículos e estabelecimentos comerciais em que estejam crianças, além de eventos destinados a elas foi sancionada pelo governo do Paraná, na quarta-feira (19). A determinação complementa uma lei já existente contra o tabagismo, que decreta uma série de restrições contra este hábito, considerado a principal causa de morte evitável no mundo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é considerado uma doença pediátrica, pelo fato de que cada vez mais o consumo atinge faixas etárias mais baixas. A OMS indica que quase metade das crianças do mundo respira ar contaminado pela fumaça do tabaco, principalmente dentro de casa.
Em entrevista à Agência Estadual de Notícias, o médico-pediatra da Secretaria de Saúde estadual Vilmar Mendonça Guimarães diz que a inalação passiva de fumaça faz com que as crianças absorvam de 1.500 a 2.000 substâncias tóxicas. Com isso, o estado de saúde pode piorar, daquelas que têm predisposição para doenças respiratórias como asma e rinite.

Conscientes de que o tabagismo tem se tornado um problema social cada vez mais grave, ações públicas com abordagens no fumante passivo, em crianças e no meio ambiente têm sido tratadas. De acordo com dados do Departamento de Atenção ao Risco, 25% dos óbitos relacionados ao coração são motivados pelo tabagismo. Além disso, cerca de 30% das mortes de câncer são relacionados ao hábito. Dos óbitos de câncer de pulmão, 90% são provocados diretamente pelo consumo de tabaco.

Por: Jorge Frota