[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde.. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Saúde: Hospital de Leiria pressiona utentes para pagarem dívidas contraídas há anos

Utentes do Hospital de Santo André (HSA), em Leiria, estão a ser pressionados para pagarem dívidas contraídas há anos, das quais já não se lembram, sob pena de verem recusado o acesso a serviços.

Numa carta dirigida a um utente, e a que a agência Lusa teve acesso, lê-se: "Após consulta dos nossos registos informáticos, está por liquidar a importância de 21,70 euros relativos a taxas moderadoras. Solicita-se a regularização da dívida em referência, por forma a darmos seguimento à requisição de transporte em ambulância para efectuar tratamento de fisioterapia no Hospital de Leiria".

Maria de Jesus, mulher do utente em causa, recebeu o aviso do serviço de gestão de utentes do hospital de Leiria e ficou surpreendida, dado que a dívida data de 07 de Dezembro de 1995 e refere-se a uma taxa moderadora para a realização de um electrocardiograma e de análises clínicas.
11 de Setembro de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pão com menos sal…

A partir do dia 12 de Agosto de 2010, os consumidores de pão já o vão consumir com menos sal.
A Lei n.º 78/2009, de 12 de Agosto, vem estipular que o teor máximo permitido para o conteúdo de sal no pão, após confeccionado, é de 1,4 g por 100 g de pão, ou seja 14 g de sal por quilograma de pão ou o correspondente 0,55g de sódio por 100 g de pão. Esta regra vale também para os designados “pão sem sal” e “pão integral”.
Apenas ficam excluídos destas novas regras os tipos de pães reconhecidos como produtos tradicionais com nomes protegidos.
Quem infringir o teor máximo permitido para o conteúdo de sal no pão, estará sujeito a que contra si seja instaurado um processo contra-ordenacional, cuja coima, tratando-se de pessoa singular, tem como limite mínimo € 500 e máximo de € 3.500, e tratando-se de pessoa colectiva, o limite mínimo é de € 750 e máximo de € 5000.

A fiscalização da lei cabe pois, à ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
No que concerne à rotulagem dos alimentos pré-embalados para consumo humano, esta deve conter informação objectiva, simples, que inclua dados sobre a quantidade relativa e absoluta de sal na embalagem, por percentagem do produto e por porção/dose.

Teresa Madeira

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Shots" de Tamiflu em acampamento de escuteiros

Gripe A acampou entre dois mil escuteiros reunidos em Arganil.
Autoridades encararam o problema com preocupação, mas a ironia acabou por vencer.
No bar do acampamento, os escuteiros adultos bebem "minis", mas não esquecem que gripe tem origem suína. "Contactámos com um leitão vivo durante dois dias, quatro leitões mortos durante breves segundos, todos provenientes de zona de risco: Bairrada! Queremos Tamiflu", ironiza o cartaz afixado no bar, depois de confirmados três casos de gripe A (H1N1), a meio do XII Acampamento Regional de Coimbra, que juntou dois mil escuteiros, entre segunda-feira da semana passada e ontem, em Arganil.
A tónica do cartaz, a desdramatizar o problema, parece ter contagiado todo o acampamento, na sombra de um choupal do rio Alva. Os próprios escuteiros do Grupo de Montes Claros (Coimbra), que têm entre 10 e 14 anos e mantiveram contactos próximos com as duas colegas e a monitora infectadas, riem-se da sua situação em grande algazarra, quando o JN se aproxima e percebem ser o centro das atenções.
"Eu sou forte!", dispara uma das crianças, flectindo os braços franzinos, de punhos cerrados e peito feito, quando lhe é perguntado se não ganhou medo ao ver adoecerem duas colegas de 10 e 13 anos com quem dividia a tenda, e a sua monitora, de 33. A irreverência é logo imitada por outra menina, que desafia a gripe A: "Ela que venha!". "Nós continuámos as nossas actividades", acrescenta, antes de um colega dizer que o problema está no sabor do Tamiflu. "É horrível", exclama, com uma careta, sobre o medicamento usado na prevenção e tratamento da estirpe.
António Cardoso, médico e escuteiro que passou a semana no acampamento, explica o drama vivido pela meia centena colocada sob "vigilância activa", por causa dos contactos com os engripados: "O desespero deles era terem de ir para casa", diz, sobre o Grupo de Montes Claros e mais três dezenas de jovens que partilharam um autocarro.
Tamiflu em "shot"
A hipótese do regresso precoce a casa foi ponderada, mas rejeitada, quando confirmado o primeiro caso de gripe A, na quinta-feira, da escuteira que acabara de chegar dos EUA. "Tínhamos um plano de contingência", justifica o chefe do acampamento, Vítor Fernandes. Além disso, acrescenta o autor do plano, António Cardoso, "o tempo quente e seco ajudou à evaporação das gotículas [salivares e nasais]", via principal do contágio da doença, e as actividades eram ao ar livre.
Mas, como sublinha António Cardoso, Portugal ainda não assistira a um ajuntamento tão grande e prolongado no tempo, com confirmação de infecções pelo meio. De resto, a delicadeza da situação mobilizou três delegados de saúde e um vogal da Administração Regional de Saúde, que acelerou a entrega do Tamiflu em pó, guardado num quartel militar de Coimbra, que as crianças diluíam em água e tomavam "como um shot", conta Cardoso.
O chefe do acampamento diz que essa atenção também levou a que "nenhum pai viesse buscar miúdos". "Confiámos", justifica-se João Oliveira. Outro pai presente no encerramento do acampamento, Vítor Monteiro, diz que "a organização lidou bem com o problema".
Mas esta, apesar de católica, não faz milagres. E o mais provável é que outros escuteiros adoeçam, por estes dias. O que pode até nem ser mau, caso o Outono traga confusão aos hospitais, como receia Gina Fidalgo. "Se a minha filha tiver que apanhar a gripe, que apanhe agora", conclui esta mãe, que só ontem foi buscar a sua criança ao acampamento.
NELSON MORAIS, in “Jornal de Notícias” - 10.Ago.09
Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Maio é mês do coração

inSapo / Saúde” - 05.05.09
Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta para a prevenção e o controlo das doenças que afectam o coração.
A Fundação Portuguesa de Cardiologia dedica, mais uma vez, o mês de Maio ao Coração. A campanha Maio Mês do Coração tem como objectivo alertar a população para a necessidade de se prevenir as doenças cardiovasculares. Teresa Gomes Mota é cardiologista e, em entrevista ao Fórum Hospital do Futuro, fala-nos sobre a prevenção e o controlo das doenças que afectam o coração.
Quais são os principais factores de risco para se vir a ter problemas cardiovasculares?Os principais factores de risco para as doenças cardiovasculares são de dois tipos:Não modificáveis: idade (quanto mais velho, maior o risco) e hereditariedade (casos de doenças cardiovasculares na família, nomeadamente antes dos 55 anos).
Modificáveis: os principais são a Hipertensão arterial, a Diabetes, o tabagismo e o Colesterol elevado.
Como está o coração dos portugueses?
O coração dos portugueses está ameaçado! Talvez os dados mais preocupantes sejam os que demonstram que 42% da nossa população adulta tem Hipertensão arterial, 12% tem Diabetes, e estes factores de risco não estão controlados, atingindo cada vez mais as pessoas jovens. Também a obesidade crescente, afectando todos os grupos etários, e constituindo uma importante causa de novos casos de Diabetes, Hipertensão arterial e alterações das gorduras no sangue, nos deve fazer reflectir sobre as consequências do nosso estilo de vida actual.
Que cuidados se podem ter no dia-a-dia para se evitar esses possíveis problemas?
Há cinco medidas que se podem implementar no dia-a-dia com excelentes resultados em termos de prevenção cardiovascular:
1. Actividade física regular: no mínimo andar a pé 30 minutos por dia.2. Alimentação Saudável: variada, com legumes, frutas, cereais completos, azeite e gorduras vegetais, peixe, carnes magras e com redução do sal.
3. Abstenção de fumar.
4. Vigilância: avaliação regular do peso, do perímetro abdominal, da tensão arterial;
análises de colesterol e de glicemia (nas pessoas de maior risco). Consulta médica para controlo dos valores elevados.
5. Informação: as pessoas com mais conhecimentos defendem melhor a sua saúde.

É mais difícil detectar certos problemas cardiovasculares nas mulheres. O que é que a mulher poderá fazer para prevenir doenças cardiovasculares?
Para além dos cuidados referidos anteriormente, as mulheres devem ter consciência que se sofrerem de diabetes, ou após a menopausa, o seu risco de sofrer de doenças cardiovasculares se iguala ao do sexo masculino. Em caso de sintomas anormais, devem procurar assistência médica.
No caso de a pessoa já ter um problema cardiovascular, que conselhos lhe dá para o seu dia-a-dia?
Os conselhos em caso de problema cardiovascular dependem da situação específica. De uma forma geral, os cinco conselhos anteriores (actividade física regular, alimentação saudável, abstenção de fumar, vigilância e informação) devem ser adaptados pelo médico ao caso individual. Mas é também importante incluir um sexto conselho: tomar regularmente a medicação. Actualmente a maior parte dos problemas cardiovasculares são crónicos e as pessoas podem ter uma boa qualidade de vida se forem cuidadosas no seu tratamento diário.

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mexa-se

in “Sapo” – Saúde
Os especialistas são unânimes: estamos demasiado sedentários. A vida moderna a isso nos constrange. Mas o sedentarismo é uma das principais causas para o aumento de incidência e/ ou agravamento de várias doenças, como obesidade, aumento do colesterol, hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, etc.
Por isso, deixe-se de desculpas e exercite-se! Não é preciso inscrever-se num ginásio (se bem que é uma opção bem-vinda); pequenos gestos podem fazer a diferença na sua saúde: sair na paragem de autocarro anterior e ir a pé até ao destino; estacionar o carro num local propositadamente mais longe; preferir as escadas ao elevador; dispensar as escadas rolantes dos centros comerciais... As opções são variadas.

No fundo, não precisa de alterar muito a sua rotina: só tem de praticar, diariamente, algum tipo de actividade física por um período mínimo de 30 minutos (contínuos ou acumulados), para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida – além de perder aqueles quilinhos... Do que é que está à espera?

Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

in “Público”, 09.Jan.09

A Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (COPPT) encontrou níveis altos de incumprimento da Lei do Tabaco quanto à protecção contra o fumo passivo, depois de analisar cerca de 250 estabelecimentos comerciais em quatro cidades do país. Em conferência de imprensa, na segunda-feira, vai pedir a mudança da lei.
O presidente da COPPT, Luís Rebelo, diz que o maior desrespeito acontece em espaços públicos com menos de 100 m2, em que a lei permite áreas para fumadores, desde que “separadas fisicamente das restantes instalações” ou com “dispositivo de ventilação”.
Nos estudos que os peritos da COPPT fizeram a espaços de Lisboa, Faro, Braga e Bragança, entre Fevereiro e Abril do ano passado, constatou-se que 29 por cento optaram por ser espaços para fumadores ou mistos (permitindo áreas para fumadores) e que, destes, “metade não cumpre o enquadramento legal”. Ou seja, não asseguram a protecção contra o fumo passivo de empregados e clientes, o que vai levar a COPPT a pedir que a Lei do Tabaco seja alterada, tornando-se “mais clara e transparente”, com vista à proibição total do fumo em espaços públicos.
Luís Rebelo refere que vão ainda deixar o alerta sobre as dificuldades na aquisição de fármacos antitabágicos numa altura “de crise”. Em vez da tradicional comparticipação, o responsável propõe soluções como a francesa, que dá a quem vai a uma consulta de desabituação tabágica 50 euros, ou a inglesa, em que os substitutos de nicotina são reembolsados.

Catarina Gomes

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

União Europeia pretende travar exagerado consumo de álcool

O álcool é socialmente aceite na Europa.

A Europa dos 27 detém - à escala global - o ceptro do consumo mais elevado per capita.
Os perniciosos efeitos sobre a saúde e a economia já se equivalem aos do tabaco.
A União Europeia encara a adopção de medidas para reduzir o consumo.
Não importa se cerveja, vinho ou aguardente: as bebidas alcoólicas são socialmente aceitas na Europa e radicam em uma longa tradição gastronómica. Poucos europeus são, por princípio, contra o álcool, desde que consumido com moderação.
A Comissão Europeia adverte, porém, que os prejuízos económicos e os danos à saúde causados anualmente pelo álcool já se equivalem aos do tabaco.
Sob a presidência da Finlândia, a UE debatera a necessidade de travar o consumo excessivo. As medidas preconizadas, ao tempo, pelo comissário Markos Kyprianou foram recebidas com acerbas críticas.
Parlamentares europeus conservadores manifestaram-se desfavoravelmente em relação a medidas tendentes ao controlo do consumo de vinho e da cerveja, receosos pelo que tal poderia representar: proscrição de bebidas tradicionais e criação em espiral de uma burocracia difícil de erradicar.

A indústria como grupo de pressão

A Comissão Europeia - por pressão da indústria - cancelara a prevista proibição da publicidade a bebidas alcoólicas.
Ter-se-á entrevisto a hipótese de tornar obrigatória a inclusão de uma advertência nas garrafas, similar à do tabaco e dos produtos do tabaco. "A estratégia - defendia o comissário - não seria a de banir o álcool, apenas o seu imoderado consumo"
A Comissão Europeia estima que morram anualmente 195 mil pessoas vítimas do consumo de álcool. Com 11 milhões de litros (o equivalente a 1.400 copos de cerveja por ano) A Europa detém o ceptro do consumo mundial per capita: cerca de 23 milhões de dependentes de álcool - dos 495 milhões de habitantes - haverá na UE.
E o consumo é cada vez mais precoce: principia, em média, aos 12 anos.
A Comissão almeja proibir a venda de álcool a menores de 18 anos nos Estados-membros da União. O acesso ao consumo em muitos países permite-se aos 16 anos. As medidas de fiscalização e controlo são, porém, insuficientes: "Tais leis existem em muitos Estados-membros sem que sejam efectivamente postas em prática. Será mais importante exigir-se a observância das leis vigentes do que provocar distintas mudanças na lei", esclarece.
Autoridade insuficiente
A Comissão Europeia exige dos Estados-membros uma mais adequada coordenação política e a criação de programas de sensibilização e de divulgação de tais objectivos.
No entanto, há quem rejeite a aplicação de critérios mais rígidos para a concessão de licenças para a venda de bebidas alcoólicas ou até que se crie um monopólio do Estado, como ocorre na Suécia. Os Estados-membros sustentam que a UE não tem autoridade para impor medidas concretas, uma vez que cada um dos Estado-membros é responsável pelas políticas próprias de saúde que desenvolve.

Preço alto leva jovens espanhóis a beber desbragadamente nas ruas
A Comissão Europeia poderia, quando muito, iniciar o debate e exigir maior responsabilidade social à indústria vitivinícola e de bebidas. Legislar estaria fora do alcance.
O objectivo a que se tende é o de reduzir principalmente o consumo no seio dos jovens. Uma possível solução seria a do aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas: em alguns países da Europa do Sul, por exemplo, o vinho não está sujeito a impostos, enquanto em outros o imposto sobre a cerveja é substancialmente baixo (1,2 cêntimo por Kölsch ou Pilsen na Alemanha).
A medida poderia ser particularmente cara aos Ministérios das Finanças, que já hoje arrecadam 25 mil milhões de euros por ano em impostos.
A Comissão Europeia tem ainda tempo para que as medida preconizadas entrem em vigor, já que o plano se estende até 2012.
Até lá, a Europa poderá inspirar-se no modelo dos Estados Unidos: a idade mínima para o consumo de álcool é, na maioria dos Estados, a de 21 anos; e a advertência dos malefícios do consumo excessivo do álcool já emoldura as garrafas de vinho há anos.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Crianças e telemóveis

Antes de oferecer um telemóvel ao seu filho este Natal, leia o que as entidades de saúde norte-americanas têm a dizer sobre o assunto.
Recentemente, os funcionários do Instituto do Cancro da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, foram confrontados com um memorando do seu director, o médico Ronald Herberman. Segundo a Associated Press, Herberman recomenda que as crianças só usem telemóveis em caso de emergências porque os seus cérebros ainda estão a desenvolver-se e que os adultos devem manter os seus telemóveis longe da cabeça, usando a função alta voz ou um auricular com microfone sem fios. O médico acabou por reconhecer à agência noticiosa que o seu memorando é baseado em dados recentes não publicados, de estudos não publicados, mas que "mais vale prevenir do que remediar".
O que diz a Academia Americana de Pediatria?
A Academia Americana de Pediatria não tem uma posição oficial sobre o uso de telemóveis por crianças, diz Paul Fisher, responsável da Academia Americana dos Comités Pediátricos em neurologia.
Em Maio de 2008, um estudo publicado online no Epidemiology mostrou uma associação estatística entre o uso de telemóveis durante a gravidez e o aumento de risco de problemas comportamentais em crianças. Este estudo não provou contudo que os telemóveis fossem culpados.
No que se refere a tumores nas glândula salivares ou problemas comportamentais em crianças cujas mães usaram telemóveis durante a gravidez, refere Fisher, "há sempre pequenos estudos aqui e ali e realmente não há nada que indique um risco para a saúde".

Os pais devem limitar o uso do telemóvel pelos filhos?
"Restrinjo o uso de telemóveis aos meus próprios filhos. Não conversamos prolongadamente ao telemóvel à noite e quem não tiver 5 anos ou menos não o usa. Mas isto tem mais a ver com cuidados e opções parentais do que com ciência," encara Fisher.

O que diz a Sociedade Americana contra o Cancro?
Michael Thun, o vice-presidente de Sociedade Americana contra o Cancro para a pesquisa epidemiológica observa que as emissões dos telemóveis não são "radiações ionizantes que danificam o ADN" e que dos 17 estudos sobre a relação entre o uso do telemóvel e o cancro cerebral, só dois sugeriram uma associação. Nota que "a evidência é bastante extensa, mas incompleta em pontos importantes". São necessários mais estudos sobre os efeitos a longo prazo do uso de telemóvel em crianças.
O que diz a FDA (Food and Drug Andministration)?
"Não há evidências disponíveis que mostram que qualquer problema de saúde esteja associado à utilização de telefones sem fios. Contudo também não há nenhuma prova de que os telefones sem fios sejam absolutamente seguros," afirma-se no site da agência reguladora norte-americana.
O que diz a investigação?
Nenhum estudo provou que os telemóveis causam cancro no cérebro ou outros problemas de saúde. Mas também ninguém excluiu riscos de saúde definitivamente.
Adaptação: WebMed.com
In “Sapo”
Pode encontrar este artigo em:
http://...

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Técnica inovadora de laser dá prémio a investigador da UC

in “Diário de Coimbra”, 28.Nov.08
http://www.recortes.pt/V/DiarioCoimbra/principal/2008/11/28

O projecto comandado por Luís Arnaut Moreira, professor no Departamento de Química da Universidade de Coimbra, foi o grande vencedor da quarta edição dos prémios BES Inovação, vencendo também a categoria “Saúde”.
A equipa de investigadores, onde surgem nomes como Carlos Serpa e Gonçalo Sá, explorou uma técnica de LaserLead, a que deram o nome de “Instrumentação Médica”.
O projecto vem revolucionar o método de administração de medicamentos, com a passagem de proteínas através da pele, de forma a tratar ou prevenir doenças.
Um dispositivo é utilizado para abrir os poros da pele, deixando passar o medicamento durante um curto espaço de tempo. Uns minutos depois a pele retoma a sua estrutura e propriedades normais.
Como é explicado na página do BES, este processo não provoca dor ao paciente e envolve um único contacto físico entre o dispositivo, o fármaco e a pele. O material utilizado é de muito baixo custo, biocompatível e descartável. Os receios de contaminação entre doentes ficam resolvidos.
Na prática, a técnica está direccionada para o tratamento do cancro da pele, a administração de insulina e até para a vacinação sem que se recorra à injecção.
Luís Arnaut Moreira reconhece que o projecto «é ambicioso» e, apesar do sucesso já alcançado, alerta para a necessidade de «realizar mais testes e analisar o protótipo».
«Ainda faltam alguns anos para termos a técnica disponível para as pessoas», analisou.
O prémio conquistado tem o valor de 85 mil euros, mas não é disponibilizado todo em dinheiro, uma vez que parte é direccionada para «coisas como o registo de patentes», explicou o investigador.
Os projectos vencedores da quarta edição do concurso nacional de Inovação BES foram ontem divulgados e, para além da área “Saúde”, incluem também distinções nas categorias de “Processos Industriais”, “Agro-Industrial”, “Energias” e “Comércio e Serviços”. O júri foi composto por reitores e vice-reitores das principais universidades do país.
O valor total dos prémios, que pretendem divulgar os melhores projectos de investigação em Portugal, é de cerca de 325 mil euros.

Por: Jorge Frota