Serviço
Nacional de Saúde
27/5/2015
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Económico considera que o sistema de saúde português respondeu bem à pressão
financeira nos últimos anos, mas é preciso garantir qualidade para todos.
OCDE diz que Portugal precisa de promover igual
qualidade no atendimento a todos os doentes
ANTONIO COTRIM/LUSA
Autor: Marlene Carriço
Apesar da crise e das restrições financeiras, o
Serviço Nacional de Saúde tem vindo a responder aos doentes com mais qualidade.
A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico
(OCDE) e consta do relatório “Reviews of Health Care Quality: Portugal”,
elaborado a pedido do Ministério da Saúde, que será apresentado esta
quarta-feira à tarde, em Lisboa. Os peritos deixam contudo críticas e
recomendações ao Governo no sentido de assegurar que todos os utentes têm
acesso a cuidados de saúde com qualidade.
“O sistema de saúde português tem respondido bem às
pressões financeiras dos últimos anos, equilibrando com êxito as prioridades de
consolidação financeira e de melhoria contínua da qualidade “, referem as
conclusões do relatório.
“No geral, o sistema de saúde português parece estar
a prestar cuidados de elevada qualidade a um baixo custo”, lê-se ainda no
documento.
Como bons exemplos, a OCDE aponta, por exemplo, os
indicadores de internamentos evitáveis hospitalares por asma, doença pulmonar
obstrutiva crónica e diabetes, sublinhando que “são das mais baixas taxas da
OCDE”. É ainda frisada a acentuada redução na mortalidade por doença
isquémica do coração desde 1990, que atualmente é a quarta mais baixa entre os
países da OCDE.
Contudo, a OCDE lembra que a mortalidade por AVC
isquémico é mais elevada do que a média da OCDE, que as infeções associadas aos
cuidados de saúde parecem ser mais comuns em Portugal do que nos outros países
e que também nas cesarianas Portugal é o quinto país com taxas mais elevadas. E
que há ainda uma baixa prescrição de genéricos quando comparado com outros
países, bem como períodos de internamento mais longos, em algumas situações.
Continua ainda a ser preocupante a prescrição excessiva de antibióticos de
largo espectro, lê-se no documento.
Tópicos: centros de
saúde, hospitais, organização para a cooperação e desenvolvimento económico,
Profissionais de saúde, qualidade, saúde, Serviço Nacional de Saúde