Bem-Estar
A
Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) estima
que em Portugal mais de um terço da população sofra de alergias, tendo
30% queixas de rinite, 18% queixa de conjuntivite e 10% de asma. As
principais causas apontadas são as alterações climáticas, os hábitos de
vida, a poluição e o stress. A propósito da Semana Mundial das Alergias,
que se assinala entre 2 e 8 de abril, a SPAIC alerta para o
subdiagnóstico das alergias respiratórias e por consequência a falta de
tratamento adequado às várias vertentes da patologia.
De
acordo com dados da Health Market Research, em 2016 a compra de
medicamentos para o tratamento das alergias, em Portugal, registou um
aumento de 2,5% em unidades, o que representa mais 185.487 embalagens
vendidas do que em 2015, e um aumento de 1.627.470 euros face ao ano
anterior. Esta procura acentua-se durante a primavera, altura em que as
temperaturas aumentam e por consequência as plantas produzem uma maior
quantidade de pólen que largam na atmosfera.
“Apesar
do aumento do consumo de medicamentos para as alergias ano após ano, a
verdade é que as alergias continuam a ser subdiagnosticadas e
subtratadas. A grande maioria dos portugueses só procura ajuda de um
médico ou de um farmacêutico quando a alergia já se encontra num ponto
crítico. Contudo, para evitar danos maiores, aos primeiros sinais, como
comichão e pingo no nariz, congestão nasal e espirros, é fundamental a
consulta de um clínico para que de forma eficaz possa tratar a patologia
e não deixar que esta se agrave”, alerta Manuel Branco Ferreira,
alergologista e secretário-geral da SPAIC.
As
alergias têm um grande impacto na vida não só de quem sofre desta
patologia como também na vida da família e amigos. Contudo, com o
diagnóstico e o tratamento correto é possível evitar os sintomas e as
consequências deste problema.











