02-04-2017
COMISSÃO
DE APELO
Proc. n.º
1J/2017
Recorrente:
“LACTOGAL
– PROD. ALIMENTARES, SA”
versus:
“FROMAGERIES
BEL PORTUGAL”
I-
RELATÓRIO
1.
“LACTOGAL - PRODUTOS ALIMENTARES, S.A.” recorreu para esta Comissão de Apelo
da Deliberação da 1ª Secção do Júri de Ética do ICAP, proferida a 20 de
Janeiro de 2017, no âmbito do processo acima referenciado.
2. O
processo teve início com uma queixa apresentada pela “FROMAGERIES BEL
PORTUGAL, S.A.”, adiante designada por BEL PORTUGAL, contra “LACTOGAL –
PRODUTOS ALIMENTARES, S.A.”, adiante designada por LACTOGAL.
Na sua
petição, a BEL PORTUGAL sustentou, em síntese, que:
A LACTOGAL
lançou uma campanha publicitária dos produtos comercializados sob a sua marca
“Mimosa”, com o lema “2017 vai ser boooom, Mimosa é parte de nós”.
Foi
difundido um anúncio publicitário alusivo a esta campanha do leite Mimosa
contendo as seguintes alegações publicitárias verbais (locução) na língua
Portuguesa:
“Aos olhos
de uma criança,
Uma nova
pessoa no mundo não é apenas mais uma pessoa,
É a pessoa
mais importante do mundo!
Encare o
novo ano assim…não complique!
2017 vai
ser bom!
Bom com
Mimosa! É parte de nós!”
São intervenientes
principais do anúncio publicitário, exclusivamente, bebés recém-nascidos e
bebés com apenas alguns meses de vida (até seis meses) além de outras
crianças lactentes com idades até aos 24 a 36 meses de idade
(aproximadamente).
Não é
visível no anúncio qualquer presença de adultos e as múltiplas cenas
apresentadas reproduzem invariavelmente crianças lactentes a interagir com os
bebés e recém-nascidos, supostamente em ambiente familiar.
O anúncio
conclui com a alegação visual de uma criança lactente com idade inferior a 36
meses a dizer “Booom” a que se segue a locução verbal: “2017 vai ser bom! Bom
com Mimosa! É parte de nós!”
Este
anúncio comunica comercialmente o vínculo significante entre os lactentes e o
Leite Mimosa, entre os lactantes e a marca Mimosa (“É parte de nós”) e
vice-versa.
O anúncio
estabelece uma relação direta entre os produtos Mimosa e os bebés e crianças
lactentes intervenientes.
Os bebés e
demais crianças lactentes são apresentados como consumidores dos produtos
Mimosa e estes são apresentados como especialmente dirigidos a estes,
designadamente o leite Mimosa.
A indicada
comunicação comercial da LACTOGAL relativa aos produtos comercializados sob a
marca Mimosa, designadamente o anúncio publicitário e todas as suas alegações
verbais e visuais, em qualquer suporte, violam a lei e também os princípios e
práticas deontológicas e profissionais aplicáveis.
|
Par
Gaétan Lebrun
FIGARO
DEMAIN - La start-up Le Frigo Jaune permet de limiter le gaspillage
alimentaire dans les entreprises. Elle met à disposition un «frigo» et
une application à destination des employés.
Stop au gaspillage alimentaire dans les entreprises. La start-up Le Frigo Jaune
met à leur disposition un frigo et une application pour redistribuer
les surplus de leurs restaurants d'entreprise. Le principe est simple,
les plats non consommés sont reconditionnés et déposés dans le fameux
frigo jaune. Une personne enregistre le dépôt dans l'application et une
notification est ensuite envoyée aux employés en indiquant le nombre de
plats disponibles. Les utilisateurs peuvent confirmer leur retrait et
récupérer leur «doggy bag» gratuitement en partant du travail. Ce
service clé en main comprend pour les entreprises un diagnostic des
besoins, la mise à disposition du frigo, les boîtes et l'application.
Dans le cadre de la HACCP, qui regroupe l'ensemble des normes d'hygiène
de l'agroalimentaire, les restaurants ne peuvent pas faire de don
alimentaire directement aux particuliers. C'est là qu'interviennent le
Frigo Jaune et la loi anti-gaspillage du 11 février 2016, qui incite à l'utilisation des «doggy bag».
«L'objectif n'est pas d'offrir un service de restauration mais de
lutter contre le gaspillage», explique Laurence Kerjean, la fondatrice
du Frigo Jaune. Le premier arrivé est donc le premier servi. «Le concept
touche autant la mère de famille qui n'a pas le temps de faire à manger
en sortant du travail que l'étudiant qui a du mal à finir les fins de
mois», poursuit-elle. Certains utilisateurs donnent quant à eux leur
«doggy bag» aux personnes dans le besoin.
(...)














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