[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

sexta-feira, 28 de abril de 2017

IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA COMO ESTRATÉGIA: ÀS MALVAS OS DIREITOS DO CONSUMIDOR




Revoltante a reclamação que acaba de nos ser dirigida:

“Venho denunciar e requerer a Vossa pronta intervenção para os factos que descreverei sucintamente:
– A 3 de Março de 2016, um consumidor adquiriu um computador portátil, Toshiba, na FN.., loja do Colombo;
– Há cerca de 15 dias, o aparelho avariou-se;
– Como está ainda coberto pela garantia, deslocou-se à FN… para a accionar com vista à reparação do portátil;
– A 21 de Abril p.º p.º, recebeu o consumidor, através de msg. da FN.., um orçamento para reparação do seu portátil, no valor € 175,84 e, caso não o aceitasse, teria de pagar € 20,00;
– No dia seguinte, acompanhei o consumidor ao balcão de assistência pós-venda da FN.., para esclarecer que o produto adquirido estava dentro da garantia e cabia ao fornecedor satisfazê-la.
Ora, segundo o empregado e o chefe de loja, o produto divide-se em duas partes: uma coberta pela garantia e outra não; sendo que a avaria do portátil não está a coberto da garantia.
Como não logramos entendimento nem quem nos atendeu nos facultou a base legal de tal, solicitámos o livro de reclamações. Não estava no local, o que obrigou a um compasso.
Após tempo de espera, o chefe de loja aparece sem o livro de reclamações. E tenta explicar o inexplicável (produto com parte coberta por garantia e parte sem cobertura) e só após insistência nossa para pôr termo à conversa… nos facultou então o livro.
Ante a reclamação, afirmou o responsável que se quiséssemos obter uma resposta teríamos de a levar… à ASAE, em Lisboa.
Estupefactos, informámos o chefe de loja que cabe ao fornecedor (à FN..) fazer chegar a reclamação à entidade competente no prazo de 10 dias, ao que nos foi respondido:
“Era o que mais faltava, queixavam-se contra nós e nós ainda enviávamos a queixa!”.
Indignados, pedimos de novo o livro de reclamações e indicámos para a primeira página, onde está expresso que o reclamado terá o prazo de 10 dias para enviar a queixa, tendo então verificado que os originais de todas as restantes reclamações se encontravam ainda no livro.
Não basta ter boas leis, é preciso fazê-las aplicar, sendo também esta uma tarefa do Estado e de todas as entidades de defesa do consumidor.
Face ao exposto, requer-se a Vossa pronta intervenção, por forma a ser cumprida a legislação em vigor e ser:
– a FN.. obrigada a reparar o portátil avariado e garantido, num prazo máximo de [30] dias ou entregar um novo computador portátil de igual valor ao adquirido pelo consumidor;
– obrigar a FN.. a eliminar a “taxa” abusiva de não aceitação de reparação e
– inspecção da ASAE aos livros de reclamações da FN.., para verificação do não envio das reclamações efectuadas e autuação do competente processo.”
É longo o texto, mas reflecte, na realidade, o descaso a que empresas de um certo porte (no caso, uma multinacional…) votam os direitos do consumidor, denegando-os de todo. De modo desprezível. Com uma sobranceria inqualificável!
Portugal está longe de ter uma política de consumidores. E os arremedos que se registam aqui ou acolá não habilitam sequer a que se conclua que há, entre nós, suficiente base de protecção que nos conforte. É uma desilusão! Parece que o poder caiu na rua. E são as empresas de um certo talhe a detê-lo, numa estranha ditadura exercida sobre quem lhes paga a factura e lhes avoluma os réditos!
Valha este triste exemplo para nos advertir e para que nos acautelemos!

 * Presidente da apDC – associação portuguesa de DIREITO DO CONSUMO
(...)

Jornal Oficial de 28-4-2017


Regulamento (UE) 2017/735 da Comissão, de 14 de fevereiro de 2017, que altera, tendo em vista a adaptação ao progresso técnico, o anexo do Regulamento (CE) n.o 440/2008 que estabelece métodos de ensaio nos termos do Regulamento (CE) n.o 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição dos produtos químicos (REACH)

Diário de 28-4-2017



Lei n.º 12/2016 - Diário da República n.º 82/2016, Série I de 2016-04-2874277007

Assembleia da República

Elimina a requalificação de docentes, procedendo à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, à décima quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, e à primeira alteração à Lei n.º 80/2013, de 28 de novembro

Portaria n.º 109/2016 - Diário da República n.º 82/2016, Série I de 2016-04-2874277008

Economia

Fixa o perímetro de proteção da água mineral natural a que corresponde o número HM-28 de cadastro e a denominação de Pedras Salgadas

Portaria n.º 110/2016 - Diário da República n.º 82/2016, Série I de 2016-04-2874277009

Mar

Aprova o Regulamento do Regime de Apoio à Execução da Política Marítima Integrada no Domínio da Melhoria do Conhecimento do Estado do Meio Marinho

Portaria n.º 111/2016 - Diário da República n.º 82/2016, Série I de 2016-04-2874277010

Mar

Aprova o Regulamento do Regime de Apoio à Suspensão Temporária da Colheita de Moluscos Cultivados por Motivos de Saúde Pública

Portaria n.º 112/2016 - Diário da República n.º 82/2016, Série I de 2016-04-2874277011

Mar

Aprova o Regulamento do Regime de Apoio ao Controlo e Inspeção no quadro da Política Comum das Pescas

Novas regras para contadores domésticos e taxímetros entram hoje em vigor

O decreto-lei publicado esta quinta-feira pretende dar cumprimento a uma diretiva comunitária de 2014, cujo incumprimento, por parte de Portugal, a União Europeia ameaçava sancionar em tribunal.


As novas regras para a medição dos contadores domésticos e taxímetros entram em vigor esta sexta-feira, para dar cumprimento a uma diretiva comunitária de 2014, cujo incumprimento, por parte de Portugal, a União Europeia ameaçava sancionar em tribunal. O decreto-lei publicado esta quinta-feira em Diário da República estipula também o pagamento de novas coimas para quem não seguir o novo regulamento que pode variar entre os mil e os 45 mil euros. 

A transposição, com atraso, das normas europeias aplica-se a contadores de água e gás, taxímetros e analisadores de gases de escape e visa todas as empresas e consumidores. O diploma agora aprovado indica que todos os instrumentos de medição que não satisfaçam os novos requisitos vão ser “puníveis com coima no valor de 1.000 a 3.740 euros, no caso de pessoas singulares, e de 2.500 a 44.890 euros, no caso de pessoas coletivas”. 

A disponibilização de produtos não conformes com as novas regras no mercado “podem continuar a ser feita” em feiras, exposições, demonstrações e outros eventos semelhantes “desde que um letreiro visível indique claramente que esses produtos não cumprem os requisitos exigidos” e que “não são disponibilizados no mercado nem colocados em serviço antes de estarem em conformidade”.

O Ministério da Economia indica que o documento prevê um regime transitório de adaptação ao novo regulamento e que a avaliação e controlo dos organismos de avaliação da conformidade dos contadores passa a ser da responsabilidade do IPAC – Instituto Português de Acreditação, sendo a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a responsável pela fiscalização.
 
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Evolução e tendências das TIC na Europa




A União Internacional das Telecomunicações (UIT) publicou, no âmbito da preparação da próxima Conferência Mundial de Desenvolvimento das Telecomunicações (9 a 20 de outubro de 2017, Buenos Aires), um documento sobre a evolução e principais tendências das infraestruturas, acesso e utilização das tecnologias de informação e comunicação na Europa ao longo da ultima década.

O documento sublinha como um dos principais desafios para o futuro o aumento da cobertura e da taxa de penetração da banda larga fixa em toda a Europa de forma a assegurar acesso à Internet rápido e de elevada qualidade de forma equitativa.

Mais informação:

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MAIS GREVES


MAIS GREVES NO SECTOR DA AVIAÇÃO (CIVIL)




Há um pré-aviso de greve dos tripulantes de cabine da SATA Internacional/Azores Airlines para os dias 1 e 2 de maio de 2017.

Daí que “quem vá para o mar, se deva aviar em terra”!

MEPs demand tough rules for textiles importers

Textiles account for 80% of Bangladeshi exports but working conditions in the trade are poor.
[Asif Islam/Shutterstock]

European Lawmakers yesterday (27 April) sent an unequivocal message that the EU must do more to ensure the clothes it imports are produced in decent conditions, adopting a non-binding resolution on the subject by a massive 505 votes to 49, with 57 abstentions.
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High time for Commission to impose transparency in garment supply chain

The time has come for the European Commission to develop a smart mix of rules for the garment industry to avoid tragedies like the collapse of the Rana Plaza, writes Hélène Mambourg.

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This, they hope, will be the start of positive change in a sector where human and workers’ rights are routinely ignored, with violations ranging from unacceptably low pay to forced labour and dangerous working conditions.

98-hour weeks

“Workers in the textiles sector […] work hellish hours,” said Belgian Socialist MEP Marc Tarabella. “In Bangladesh, 47.5% of workers work between 60 and 98-hour weeks, and 75% work more than 48 hours per week.”

According to the resolution, despite a number of voluntary initiatives in the sector, working conditions have not improved. The situation is most serious in developing countries.

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Sustainable economic reconstruction holds the ‘key’ to Europe’s future

DISCLAIMER: All opinions in this column reflect the views of the author(s), not of EURACTIV.com PLC.
Demetres Karavellas: "Greece's natural heritage has sadly paid the price of three fiscal adjustment agreements."
[jacinta lluch valero/Flickr]

Demetres Karavellas is the director of WWF Greece.

In Europe, the public disbelief in the promises of its leaders for sustainable solutions and fresh air to its suffocating economy is obvious: people’s trust in the EU, now at around 33%, has plummeted during the years of the economic crisis. Recurring parts of this unprecedented European crisis, such as Greece’s debt overhang and prolonged austerity nightmare, can only deepen citizens’ distrust in their leaders.
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ETS vote will determine Greece’s energy future

The European Parliament will decide Wednesday (15 February) on the future of the emissions Trading System (ETS). But in this vote, it’s not just EU’s leadership role in global climate policy at stake, writes Nikos Mantzaris.

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The EU’s response to the eurozone crisis has created divisions in identity among member states, particularly between the North and the South, the “rich” and the “poor”. So here’s the question: in these challenging times of crisis, does it make sense to reduce the union of Europe to fiscal indicators and austerity policies?

Greece is not the only EU economy in deep debt troubles: according to the 2016 “Debt Sustainability Monitor”, 11 member states, other than Greece, are in high debt sustainability risk.

The country’s public debt, currently at around 177% of GDP, can hardly be considered sustainable. At the same time, the harsh fiscal adjustment programs now running in their seventh year are already having a huge impact on society, environment and the prospects of the economy itself.
 
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