[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Comissão do Parlamento Europeu defende criação de 'polícia' financeira

A comissão especial do Parlamento Europeu (PE) sobre os crimes financeiros e a elisão e evasão fiscais propôs hoje a criação de uma "força policial financeira europeia" e de um quadro europeu para inquéritos fiscais transfronteiriços.

 O relatório final da comissão especial do PE sobre os crimes financeiros e a elisão e evasão fiscais (TAX3), hoje aprovado por 34 votos a favor, quatro contra e três abstenções, defende que a União Europeia (UE) deve criar uma "força policial financeira europeia" no âmbito da Europol, com as suas próprias capacidades de investigação.

A TAX3 diz que a UE deve ainda constituir um mecanismo que assegure uma melhor coordenação das medidas contra o branqueamento de capitais tomadas pelas autoridades de supervisão relativamente às entidades do setor financeiro. Ler + (...)

Ex-diretor da CP não sabe que "objetivos não cumpriu" para ser exonerado

O ex-diretor de Material Circulante da CP, José Pontes Correia, disse hoje no parlamento continuar a aguardar resposta por parte da empresa para a sua exoneração ter sido justificada com o facto "de não cumprir objetivos".

 José Pontes Correia, que falava na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, por requerimentos do CDS-PP e do PSD tendo em conta a sua exoneração em dezembro passado, começou por explicou estar orgulhoso dos 37 anos de trabalho que tem vindo a desenvolver no setor da ferrovia, salientando que a segurança é premissa naquela empresa.

"Posso afirmar com convicção e certeza que o transporte ferroviário sempre teve como primeira premissa a segurança, cultura essa que perdura e que é passada ao longo de gerações de ferroviários", afirmou José Pontes Correia. Ler + (...)

ADSE vai avançar com novo sistema de combate à fraude

A presidente do conselho diretivo da ADSE, Sofia Portela, disse hoje que o instituto vai avançar com um novo sistema de combate à fraude que vai permitir monitorizar e evitar "comportamentos desviantes".

 A dirigente do instituto público de gestão participada falava na comissão parlamentar de Saúde, onde esteve a ser ouvida a pedido do CDS-PP, BE e PSD sobre a polémica relacionada com a suspensão das convenções por parte de grupos privados.

Sofia Portela defendeu que há "um caminho" a fazer de "controlo, modernização" que permita fazer atempadamente um conjunto de análises com vista à monitorização "e evitar comportamentos desviantes ou pelo menos atuar se eles vierem a acontecer" Ler + (...)

Autarca de Mirandela acusa ASAE de manchar imagem da alheira e pede demissão do inspetor-geral

A presidente da Câmara de Mirandela pediu hoje a demissão do inspetor-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), por considerar irresponsável a forma como são comunicadas as apreensões com consequências para a conhecida alheira.

Júlia Rodrigues manifestou “indignação” e afirmou que “no local onde o inspetor-geral está sentado (em Lisboa) não sabe o impacto de um comunicado” em produtos certificados como a Alheira de Mirandela dos comunicados que emite.
Em causa estão duas fiscalizações distintas realizadas pela ASAE no concelho e divulgadas a 23 de fevereiro num entreposto de carnes de Torre D. Chama e numa produção particular ilegal de carnes e enchidos do Franco, no concelho de Mirandela. Ler + (...)

UE protege consumidores de publicidade excessiva na TV

Com as ofertas audiovisuais a crescer a olhos vistos todos os dias, a União Europeia impôs quota máxima para períodos de publicidade tanto na televisão como nas novas plataformas.

O Parlamento Europeu quis assegurar que os consumidores estão tão protegidos ao verem televisão de forma linear como ao verem conteúdos em streaming nas plataformas como o Netflix ou o YouTube. Por isso mesmo, em relação à publicidade, para prevenir pausas comerciais demasiado longas, o Parlamento definiu uma quota máxima de 20% de conteúdo publicitário entre as 6h e as 18h, com os canais a poderem ajustar os períodos de publicidade como mais lhes convier.

Já para promover a diversidade cultural e os conteúdos europeus, 30% têm de ter origem no bloco, seja nas estações de televisão, seja nos serviços de vídeo a pedido. Ler + (...)

Luz gratuita durante 4 anos, com o dinheiro que o Estado já recebeu da EDP

O Estado recebeu da EDP, nos últimos anos, cerca de 20 mil milhões de euros que davam para 4 anos de luz gratuita para todos os portugueses, argumenta o presidente da empresa, António Mexia.

O presidente da empresa elétrica foi ouvido esta terça-feira entre as 15H10 e as 22H15, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade.
Ao fim de sete horas a falar de Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual (CMEC), António Mexia diz aos deputados que não é só de CMEC que vive a energia e há rendas antigas de que ninguém fala.
"O que é facto é que o Estado nunca alterou os CAE e os que ai estão ainda ai andam e, acho interessante, é como se passassem despercebidos. Como não são da EDP ninguém fala deles. Eu trocava já o tempo de atenção dos CMEC pelo tempo de atenção dos CAE. Fale-se dos CAE o que se falou dos CMEC e eu fico adoraria, adoraria", sugere António Mexia. Ler + (...)

Então agora não se pode descortinar (ter opinião do) o presidente da Câmara? Mas e então onde fica a liberdade expressão? É mais um com tiques de arrogância que se acha dono da Figueira da Foz. Enfim é esta a cultura democrática dos agentes políticos do nosso país

Há, pelo menos, 11 grandes devedores do banco público que também têm dívidas de milhões aos principais bancos privados portugueses. Artlant, Grupo Lena, PFR Investe, Finpro e Opway são alguns deles. 

 “Vários” dos maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) “são comuns aos outros bancos”. A ideia foi partilhada durante uma audição no Parlamento por Paulo Macedo, presidente da Caixa, que apresentava, assim, uma das justificações para que o banco público tenha decidido tentar recuperar os casos “emblemáticos” de créditos ruinosos, em vez de vendê-los. São vários os grandes devedores que geraram perdas de milhares de milhões de euros para a CGD, mas há 25 que se destacam, pela dimensão das imparidades a que deram lugar. E a verdade é que, tal como diz Paulo Macedo, o banco público não foi o único a quem estes 25 recorreram: os grandes devedores também têm dívidas de milhões aos principais bancos privados, incluindo aos que tiveram de receber ajudas públicas nos últimos anos. Ler + (...)

Só se empresta um cabrito a quem tem um boi


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Moncorvo com serviço de teleassistência para apoiar idosos

O município de Moncorvo implementou um serviço de teleassistência com georreferenciação que visa quebrar o isolamento e ajudar a cuidar da população mais idosa, através de apoio de uma equipa de saúde multidisciplinar 24 horas por dia.

"Vamos distribuir 40 pulseiras de teleassistência, com georreferenciação, destinadas à assistência aos idosos do concelho para que, por dependência física, social ou económica, possam ter uma maior proximidade com a assistência de uma equipa multidisciplinar de saúde ao longo de 24 horas, sete dias por semana ", explicou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

Segundo o autarca, dado o isolamento de muitos idosos nos territórios do interior, este tipo de equipamento poderá fazer a diferença em caso de urgência médica ou social. Ler + (...)

Quem mais ganhou com o 'nascimento' do euro

Se por um lado existem os países que mais beneficiaram, por outro também existem os que mais foram penalizados. 

A Alemanha e a Holanda foram os dois países que mais beneficiaram da criação do euro, desde a sua criação, há 20 anos. Além disso, o mesmo estudo revela também que para quase todos os restantes países, o euro tem sido um obstáculo ao crescimento económico. 

Desde 1999, ano do nascimento do euro, os alemães foram os que mais beneficiaram com cerca de 23 mil euros, seguidos pelos holandeses com cerca de 21 mil euros, de acordo com o estudo, citado pela agência Reuters. Ler + (...)

Deixei passar o prazo para validar as faturas. E agora?

Se não foi ao E-fatura validar despesas pendentes, poderá não beneficiar de todas as deduções a que tinha direito, mas ainda pode remediar a situação.

O prazo para validar as faturas, relativas às despesas de 2018, que dão direito a deduções, terminou esta segunda-feira (dia 25). Se não foi ao E-fatura validar despesas pendentes, inserir aquelas que foram “esquecidas” ou corrigir erros, é possível que tenha perdido bastante dinheiro. A boa notícia é que ainda vai a tempo de minimizar as perdas.
De acordo com Anabela Silva, fiscalista da Ernst & Young (EY), “após o dia 25-02-2019, os contribuintes deixam de ter possibilidade de proceder à validação de faturas. Contudo, existem ainda algumas alternativas para que estes não percam o benefício correspondente às deduções à coleta”. Ler + (...)

 

Cinco fabricantes investigados por conluio

A U. E. quer saber se existiu, da parte de cinco dos maiores fabricantes no mercado europeu, uma combinação para aumentar o preço de determinados componentes

A Automotive News está a noticiar, com base em informações do jornal alemão Der Spiegel, que as autoridades europeias abriram uma investigação a cinco fabricantes para saber se elas quebraram as regras de concorrência para o espaço comunitário.
Sob a mira das autoridades estão os grupos Renault, Nissan, PSA, Fiat-Chrysler e Jaguar Land Rover, juntamente com a consultora Accenture, sob a alegação de que elas podem ter combinado os preços de determinados componentes, fazendo.
Para saber mais clique aqui: www.motor24.pt

Transformar edifícios vazios em residênciais universitárias é "humanizar" as cidades

Governo quer transformar antigos palácios, quartéis e conventos em residências universitárias. Objetivo é assegurar mais 15 mil camas para estudantes na próxima década e recuperar o património edificado.

O secretário de Estado do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, sublinha que a decisão de transformar edifícios sem uso em residências universitárias parte não só da necessidade de aumentar o número de camas para estudantes deslocados, como também de "dar uma nova vida às cidades".
Edifícios sem uso, como um quartel, um palácio, um convento, pousadas da juventude, uma escola, instalações do Ministério da Educação, o antigo edifício do Instituto de Meteorologia e até as cavalariças do Palácio das Laranjeiras, em Lisboa são, assim, recuperados. Ler + (...)

Se tem dificuldades em pagar dívidas antigas deve fazer isto

Contratar um empréstimo pode não ser a melhor solução, uma vez que pode fazer com que fique ainda com mais dívidas.

Se tem dificuldades em pagar dívidas antigas não se deixe iludir pelas ofertas de dinheiro fácil, uma vez que o Banco de Portugal (BdP) já alertou que não são uma boa solução e, além disso, podem contribuir para que fique ainda mais endividado. O ideal é que peça ajuda. A quem? É sobre isso que falámos neste artigo. 
De acordo com o supervisor da banca, se está com dificuldades em pagar dívidas antigas tem duas soluções: contactar a rede de apoio ao consumidor endividado (RACE) ou recorrer a uma entidade que o ajude a elaborar um plano de pagamentos. 
Recorrer à RACE, saliente-se, é gratuito, de acordo com o BdP. "A RACE integra entidades cuja missão é informar, aconselhar e acompanhar clientes bancários em risco de falharem o pagamento das suas dívidas ou que já tenham prestações em atraso", pode ler-se num comunicado divulgado pelo supervisor. 
A segunda solução, por outro lado, é mais indicada nos casos em que o banco já deu entrada a um processo judicial para recuperar os valores que estão em dívida. Neste caso, pode recorrer "a entidades que ajudam os devedores a elaborarem um plano de pagamentos através de negociação, conciliação ou mediação", explica o BdP. Pode saber mais sobre estas entidades, que são reconhecidas pelo Ministério da Justiça, aqui.

Palácios, conventos e edifício do Ministério da Educação em Lisboa vão ser residências universitárias

Um quartel, um palácio, um convento, pousadas da juventude, uma escola e até as instalações do Ministério da Educação, em Lisboa, vão passar a ser residências para estudantes. 

Um quartel, um palácio, um convento, pousadas da juventude, uma escola e até as instalações do Ministério da Educação da Av. 05 de Outubro em Lisboa vão passar a ser residências universitárias.
Local obrigatório de tantas manifestações ao longo dos anos, de alunos e de professores, a sede do Ministério durante décadas vai mudar de função, de acordo com um diploma do Governo publicado esta terça-feira em Diário da República e que entra em vigor na quarta-feira. O objetivo é duplicar em dez anos a oferta atual de alojamento estudantil, a rondar as 15.000 camas, incluindo-se numa primeira fase a construção, reabilitação e requalificação de mais de 250 imóveis no país. Ler + (...)

 

Pinterest e YouTube declaram agir oficialmente contra mensagens anti-vacinas

Várias empresas digitais americanas, como o Pinterest e o YouTube, acusadas de propagar informações falsas sobre as vacinas, detalharam as medidas adotadas para lutar contra conteúdos enganosos e propaganda anti-vacinas.

O Pinterest confirmou nesta segunda-feira (25) à AFP o que o Wall Street Journal já havia revelado na semana passada: a rede social mudou de política no ano passado, sem anunciar, e desde então tem vindo a censurar alguns resultados das buscas, relacionados com conteúdos anti-vacinas. Ler + (...)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

ASAE apreende 12,5 toneladas de carne e seus derivados em Mirandela

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou hoje a apreensão de 12,5 toneladas de carne e seus derivados, sete das quais impróprias para consumo, no concelho de Mirandela, no distrito de Bragança.

"Como resultado das ações foram apreendidas 12,5 toneladas de produtos cárneos, congelados e refrigerados bem como enchidos, num montante global de 34 mil euros", explica a ASAE, em comunicado.
Esta Autoridade determinou ainda a suspensão de atividade de um dos estabelecimentos por falta de licenciamento, ausência de Número de Controlo Veterinário (NCV) e incumprimento dos requisitos de higiene. Ler + (...)

 

Zero critica redução de plásticos descartáveis proposta pelo Governo

A ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável criticou hoje a proposta do Governo de redução dos plásticos descartáveis, alertando não ser alternativa sustentável a substituição de plástico de origem fóssil descartável por plástico biodegradável ou bioplásticos descartáveis.

 "Esta substituição é um erro", afirma a associação, em comunicado hoje divulgado, alertando para o risco de, perante a necessidade de reduzir o consumo de plástico de origem fóssil, se cair "no erro" de achar que a substituição de materiais é uma alternativa sustentável.

Na sexta-feira, o Governo anunciou a intenção de antecipar os prazos da União Europeia sobre plásticos descartáveis, eliminando já no segundo semestre de 2020 a colocação no mercado de produtos como palhinhas, talheres e pratos ou produtos oxodegradáveis como alguns sacos. Ler + (...)

Sabe quando deve levar o carro à inspeção?

Não levar os veículos à inspeção periódica pode, não só representar um perigo para a sua segurança, como traduzir-se em coimas.

Quem anda na estrada sabe que os veículos – sejam automóveis ou motociclos (ou ainda de outra natureza) – devem ser inspecionados periodicamente.

No caso de uma viatura nova, a primeira inspeção só precisa de ser feita ao fim de quatro anos a partir da primeira matrícula. A partir dos quatro e até aos oito anos, os veículos têm que ser levados à inspeção de dois em dois anos e, a partir desta altura, é obrigatório que a inspeção seja anual.
Mas sabia que cada viatura tem uma data própria para ser inspecionada? Ler + (...)

 

Quase metade dos portugueses não foi ao dentista em 2017

Cerca de 47% dos portugueses não foi ao dentista em 2017, percentagem que está acima da média da União Europeia (UE), com 45,1% dos europeus a não recorrerem a esta especialidade neste ano, revelou hoje o Eurostat.

 Segundo dados hoje divulgados pelo gabinete de estatísticas da UE, 33,6% dos portugueses vai ao dentista uma a duas vezes por ano, percentagem que baixa 14,2% quanto aos que vão três a cinco vezes.

 Apenas 3,3% dos portugueses vai ao dentista seis a nove vezes por ano, enquanto 2,3% o faz 10 vezes ou mais por ano, de acordo com os números hoje revelados e referentes a 2017 sobre a frequência com que os europeus vão ao médico. Ler + (...)

Companhias aérea vão ser multadas por violação do registo dos passageiros

As companhias aéreas incorrem em multas até 100 mil euros, por cada viagem, se violarem a obrigação, criada hoje por diploma, de transferirem para a polícia dados dos passageiros aéreos, como contactos, modalidades de pagamento e itinerário.

A lei hoje publicada em Diário da República, depois de ter sido aprovada pelo parlamento a 07 de dezembro, altera a Lei de Segurança Interna e regula a transferência, pelas transportadoras aéreas, dos dados dos registos de identificação dos passageiros, bem como o tratamento desses dados.

O diploma cria o Gabinete de Informações de Passageiros (GIP), como unidade nacional de informações de passageiros, no Ponto Único de Contacto para a Cooperação Policial Internacional (PUC-CPI), passando as transportadoras aéreas a transferir para a base de dados deste gabinete os dados dos passageiros dos voos extra-UE e intra-EU. Ler + (...)

Preços da banda larga móvel em Portugal ainda são "relativamente caros"

Os preços da banda larga móvel na União Europeia (UE) caíram em 2018, mas em Portugal estes custos ainda são "relativamente caros", variando entre 14,99 e 32,51 euros mensais, acima da média comunitária, divulgou hoje Bruxelas.

"Os resultados do novo estudo mostram que os preços da banda larga móvel caíram em 2018 nos países da UE", indica a Comissão Europeia na sua página na internet, onde divulga hoje um relatório sobre o tema.

Bruxelas precisa que, dentro da UE, este tipo de serviços é mais caro na República Checa e no Chipre, seguindo-se os países com preços "relativamente caros" como Portugal, Bélgica, Holanda, Irlanda, Croácia, Malta, Hungria, Grécia e Eslováquia. Ler + (...)

Singularidades_RUC_Mário Frota (Defesa do Consumidor)

Vamos conversar com o Mário Frota da Associação Portuguesa de Direito do Consumo...
A não perder!
Até já....... Ouvir (...)

Apresentação do Estudo Socioeconómico sobre a Política de Defesa do Consumidor


No âmbito do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a Direção-Geral do Consumidor organiza, no próximo dia 15 de março, em parceria com a Nova IMS Information Management School, a sessão pública de apresentação do Estudo Socioeconómico sobre a Política de Defesa do Consumidor desenvolvido pela Universidade Nova de Lisboa, com o apoio do Fundo para a Promoção dos Direitos dos Consumidores.

O programa da iniciativa inclui a apresentação dos resultados da investigação e a realização de um debate sobre os desafios da Política de Defesa do Consumidor.

A sessão terá lugar em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, às 10h00, e contará com a presença do Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e do Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres.

O programa do evento será disponibilizado em breve.

Contamos com a sua presença e ficamos ao dispor para informações, através dos números de telefone: 213 564 688 / 213 564 626.


Com os melhores cumprimentos,

Ana Catarina Fonseca
Diretora-Geral

Crianças e jovens já pedem aos pais para retirarem conteúdos pessoais da internet

Relatório "EU Kids Online Portugal" revela que jovens pedem aos pais que retirem conteúdos que os envolvem e até que alguns ficam incomodados com partilha sem consentimento.

Crianças e jovens mostram-se críticos em relação à partilha ‘online’ de conteúdos pessoais sem o seu consentimento, segundo um inquérito sobre o uso da internet, que revela que um quinto das adolescentes pede aos pais a retirada desses conteúdos.
Segundo o relatório ‘EU Kids Online Portugal’ de 2018, divulgado este sábado, que analisa os “usos, competências, riscos e mediações da internet reportados por crianças e jovens” entre os 9 e os 17 anos, há uma atitude crítica proativa dos mais novos em relação ao ‘sharenting’, a partilha de conteúdos pessoais na internet por pais, amigos e até professores sem consentimento dos visados. Ler + (...)

Veterinários municipais acreditam que nova lei põe em perigo a saúde pública

Especialistas do setor põem em causa a transição de poderes das inspeções sanitárias para as câmaras, pondo eventualmente em risco a segurança alimentar 

Já entrou em vigor o decreto-lei 20/2019, e os veterinários municipais não estão contentes. A partir deste momento, qualquer município pode decidir suportar o salário destes profissionais por inteiro (até agora, 40% da remuneração vinha da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária, DGAV), tornando-os funcionários por inteiro da câmara. Os veterinários alegam que, ao ficarem subordinados em pleno aos municípios, em vez de reportarem à DGAV, perdem a independência.
"Quando for necessário tomar uma decisão negativa para um agente económico, entram as pressões", critica Ricardo Lobo, membro da direção da ANVETEM (Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios). "Imagine-se uma empresa que empregue 200 pessoas, muitas delas conhecidas do presidente da Câmara. Claro que o poder político local estará muito condicionado e poderá tentar influenciar as nossas decisões técnicas." Ler + (...)

 

O seu próximo banco? Pode muito bem ser o Google

No último mês, a Google e a Revolut conseguiram licenças para prestar serviços financeiros em toda a Europa. Não tardará muito para que as tecnológicas entrem a fundo na concorrência com a banca tradicional. E será isso bom? 

Os relatos dos primeiros bancos organizados como tal remontam ao século XIV e, até há poucos anos, viver sem eles parecia-nos impossível. Agora, a banca está a passar por um processo de transformação que não poupa ninguém e que posiciona o cliente no centro da escolha. É o tempo das fintechs (empresas de base tecnológica que prestam serviços financeiros) que estão a revolucionar o setor e a ganhar adeptos todos os dias.
E se a história recente se tem feito de startups relativamente desconhecidas, a partir deste momento os grandes gigantes da tecnologia prometem ser os novos protagonistas. No final do ano, a Google obteve uma nova licença para operar serviços de pagamentos em todos os países da União Europeia, via registo concedido pelo Banco Central da Lituânia. A Amazon já estava em campo, com uma licença obtida no Luxemburgo, enquanto o Facebook também o fez, em 2016, com uma autorização irlandesa.
Se, até aqui, estas investidas têm estado limitadas a licenças de sistemas de pagamentos (e-money), agora uma startup ultrapassou tudo e todos e avançou com uma licença bancária a sério: a britânica Revolut, cujos cartões de pagamento já conquistaram mais de três milhões de clientes e que também chamou a atenção de investidores – de tal forma que a empresa já está avaliada em 1,7 mil milhões de dólares, atingindo o patamar de unicórnio. Ler + (...)

 

O leite de soja não existe

Existe, sim, uma bebida de soja. Esta é umas das confusões que ainda persistem e que o mercado ajuda a manter, embora a legislação não o permita. Só os produtos de origem animal podem conter a designação ‘leite’, ‘iogurte’, ‘manteiga’ ou ‘queijo’ 

ns dias depois de terem aberto a sua Fauxmagerie (queijaria), em Londres, as irmãs Rachel e Charlotte Stevens já tinham a indústria de laticínios à perna. Razão: afinal, o que vendem não é queijo. As manas Stevens, uma é vegan e outra intolerante à lactose, resolveram comercializar um “queijo 100% vegetal”. Problema: isso não existe. Ou é queijo (de origem animal) ou é um produto de origem vegetal. As duas palavras não podem ser combinadas. A legislação não permite que se chame queijo, leite, iogurte, manteiga e outros laticínios a produtos que não sejam de origem animal, com algumas exceções, mas já lá vamos.

Este é apenas outro caso de uma empresa que associa ao nome do seu produto uma substância que ele não contém. A contenda não é de agora e, tanto as indústrias de laticínios como as autoridades da concorrência de vários países já fizeram queixas e levaram o assunto ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Ler + (...

COLÓQUIO FIGUEIRENSE - Figueira da Foz



23 de Fevereiro de 2019

Prelecção de Mário Frota

Em recuperação de um escrito de 2015, após anos de austera, apagada e vil tristeza em matéria de promoção dos interesses e de protecção de direitos dos consumidores


POR UM PROGRAMA DE GOVERNO

PROTECÇÃO DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR

POR UM PROGRAMA DE GOVERNO SUSCEPTÍVEL DE APOSTAR NUMA

POLÍTICA DE PROMOÇÃO DOS INTERESSES E

PROTECÇÃO DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR

I. EDIFÍCIO LEGISLATIVO: “legislar menos, legislar melhor”

I.I. Código de Contratos de Consumo (em lugar de um Código de Defesa do Consumidor)
I.II. Carta dos Consumidores de Serviços Públicos Essenciais
I.III. Código Penal do Consumo
I.IV. Carta do Manipulador de Alimentos (em geral)
I.V. Código de Processo Colectivo
I.VI. Código de Insolvência do Consumidor (Singular)
I.VII. Revisão do Código da Comunicação Comercial (aliás, em curso de execução neste momento): proibição da publicidade infanto-juvenil e do envolvimento dos menores nos veículos comunicacionais
I.VIII. Estatuto das Associações de Consumidores (em vista de uma rigorosa separação entre empresas que operam nesta área e instituições autênticas, autónomas e genuínas que relevam da sociedade civil)
I.IX. Fundo de Apoio às Instituições de Consumidores (revisão do regime que até agora nem sequer passou do papel ou nem se chegou a passar ao papel)
I.X. Revisão do Regime de Custas em Acções Singulares Deduzidas por Consumidores Individuais de molde a repristinar, ao menos, os n.ºs 2, 3 e 4 da LDC
I.XI. Sujeição – por lei – dos pleitos que por objecto têm os Serviços Públicos Essenciais aos Tribunais da Ordem Judicial, que não à Administrativa e Fiscal, como sucede, ao menos, com a água mercê de acórdãos desacertados do Tribunal de Conflitos.
I.XII. Isenção das contribuições para a ERC – Entidade Reguladora da Comunicação Social - das revistas científicas de direito do consumo.
I.XIII. Chamadas de Valor Acrescentado no Serviço Móvel: ajustar o sistema ao audiotexto no que toca ao opt in.

II. INSTITUIÇÕES: NÍVEIS NACIONAL, REGIONAL E MUNICIPAL

II.I. Criação de uma Provedoria do Consumidor ou, pelo recurso à história das instituições, de uma Ouvidoria-Geral do Consumidor, em substituição da actual DGC
II.II. Uma antena nas Comissões Regionais ou em estrutura a esse nível, a manter-se o statu quo
II.III. Criação genérica de Serviços Municipais de Consumo, com um leque de atribuições e competências distinto do actual que se cinge tão só à informação (?)
II.IV. Criação dos Conselhos Municipais de Consumo, tal como o prevê a LDC
I.V. Recriação do Conselho Nacional do Consumo
II.VI. Criação de um Conselho Nacional das Cláusulas Abusivas
II.VII. Criação de um Conselho Nacional de Crédito ao Consumo (com uma valência no capítulo do excessivo endividamento do consumidor)
II.VIII. Recriação do Registo Nacional das Cláusulas Abusivas (inerme, inerte…)
II.IX. Criação de um Conselho de Auto-Regulação da Segurança Alimentar
II.X. Recriação do Conselho Nacional de Segurança do Consumo
II.XI. Criação de um Conselho Nacional da Comunicação Comercial (Publicidade…)

III. EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PARA O CONSUMO

III.I. Concretização do Programa Geral plasmado no artigo 6.º da LDC – Lei de Defesa do Consumidor
III.II. Definição nacional de um programa de Formação de Formadores
III.III. Adequação dos programas dos diferentes ramos e graus de ensino – de modo transversal – às exigências do figurino da educação para o consumo
III.IV. Definição de Programas de Formação para o Consumo para Consumidores Seniores e para Instituições de Formação de Adultos
III.V. Definição de Programas de Formação para o Consumo dirigidos a Empresários
III.VI. Definição de Programas de Formação para a Higiene e Segurança Alimentar
III.VII. Inserção do Direito do Consumo nos curricula do ensino superior e nos dos últimos anos do ensino secundário
III.VIII. Inserção do Direito do Consumo no curriculum do Centro de Estudos Judiciários

IV. INFORMAÇÃO PARA O CONSUMO

IV.I. Concretização dos Comandos ínsitos no artigo 7.º da LDC – Lei de Defesa do Consumidor – em matéria de informação ao consumidor
IV.II. Programas de Informação ao Consumidor no Serviço Público de Radiodifusão Áudio e Audiovisual
IV.III. Campanhas institucionais de informação sempre que novos diplomas legais se editem, em obediência aos sucessivos comandos das Directivas Europeias
IV.IV. Edição de manuais explicativos dos direitos em vista da sua difusão pelas escolas e pela comunidade em geral

V. PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR: A ESCRUPULOSA GARANTIA DA LEGALIDADE

V.I. Acompanhar nas instâncias europeias o processo legislativo, em obediência à máxima: “legislar menos para legislar melhor”
V.II. Sistemático expurgo do ordenamento jurídico de leis inúteis, excrescentes, sobrepostas, de molde a reduzir o acervo normativo, para além da codificação, aliás, já prevista, de base compilatória, do regime jurídico dos contratos de consumo
V.III. Instauração sistemática de acções colectivas – populares e inibitórias, conforme a lei – pelas entidades públicas dotadas de legitimidade processual sempre que em causa a preservação ou a tutela de interesses individuais homogéneos, colectivos e difusos

VI. PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR: VIAS ALTERNATIVAS DE RESOLUÇÃO DE LITÍGIOS

VI.I. Reflexão em torno das sobreposições tribunais arbitrais/julgados de paz
VI.II. Definição de um só modelo: os actuais tribunais arbitrais como julgados especializados
VI.III. A manter-se o modelo dual, os tribunais arbitrais voluntários converter-se-iam em tribunais necessários para a globalidade dos conflitos de consumo
VI.IV. Prover à ocupação do território de estruturas do jaez destas de molde a proporcionar a todos os consumidores o acesso à justiça em condições simétricas
VI.V. Bolsa de Juízes com formação adequada em direito do consumo, conditio sine qua non… para o exercício de tais funções.

Claro que outros aspectos é possível inscrever neste rol de preocupações, de todo indispensáveis para que Portugal se possa arrogar uma política de consumidores.
Mas se este leque se adoptasse, decerto que poderíamos manifestar urbi et orbi o nosso júbilo, contanto que – para além do mero enunciado – tudo apontasse no sentido da sua concretização, a breve trecho.
É que as palavras estão gastos, as promessas incumpridas povoam os cabazes de quem desespera e já não crê nas intenções propaladas seja por quem for…
Mas os consumidores mantêm o seu estatuto vazio, despojado do que nele se deveria inscrever e, o que é mais, convivem quotidianamente com toda a sorte de artifícios, sugestões e embustes por meio dos quais são esbulhados dos seus mais elementares direitos porque apontados sistematicamente ao seu espírito e à sua bolsa, sem que os poderes estabelecidos ergam sequer um dedo para os proteger, propondo-se, por consequência, higienizar o mercado de consumo, expurgando-o de tão perniciosos elementos…
Por que razão a animadversão - a que se assiste – é susceptível de subsistir ante o dar de ombros dos poderes?
Por que razão os interessados agem de forma tão displicente, votando ao descaso o que lhes diz directamente respeito?
O que será preciso para mudar este estado de coisas?
Será que algo que nos anos 60 do século transacto se impôs decisivamente aos Estados e aos poderes que neles confluem, terá perdido sentido para os novos senhores do poder? Será que vale tudo no mercado, “cada um por si e Deus, para os crentes (cada vez mais descrentes…), por todos?
Será que não há remédio para os embustes, as fraudes, a criminalidade crescente que se afirma no mercado contra a dignidade da pessoa humana, no celerado capitalismo selvagem que nos avassala ignominiosamente?


Mário Frota